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Palavra do leitor

Derrocada

Paira sobre o firmamento existencial, uma nuvem de ódio contra o bem, a verdade e a justiça, como consequência da degradação espiritual, da iniquidade, da indiferença e do arrefecimento do amor. Nesta revolução temporal, impera um pampsiquismo coletivo generalizado, no qual o individualismo luta desesperadamente pela universalização do particular configurando assim, o paradoxo "poli" universal; um caos sem precedente, uma unidade amorfa em formato disforme.

Na performance da secularidade, a vida experimenta estiagem das virtudes, uma ausência generalizada, consentida e silente de autenticidade, uma fusão da liberdade com libertinagem, e um apagar das luzes da justiça, a qual, amarga duplo blackout; primeiro por que tem olhos vendados, e segundo por que tornou-se refém de embusteiros tenebrosos. Neste mosaico ontológico configura-se a "unidade" na diversidade fundamentada no padrão da ausência de padrões.

É a proliferação da famigerada "árvore" do bem e do mal. (Gn 2.17). Esta é a era do vazio na camisa de força das veleidades, o apogeu das nulidades, o trânsito congestionado das vaidades, a hegemonia das aparências, o triunfar da demência, e a "realidade" surreal; é a "ordem" que se levanta do caos, tendo este como fundamento. Um contexto onde o bem tem equivalência maligna, e o mal tem hegemonia, reputação de benignidade; o distinto comporta o "igual" e o extinto. Nesta perspectiva remota escreveu o profeta:

"Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; fazem do amargo doce, e do doce amargo! Ai dos que são sábios aos próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos! Ai dos que são poderosos para beber vinho, e misturar bebida forte; dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça! Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será sua raiz como podridão, e sua flor esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do Senhor dos Exércitos; desprezaram a palavra do Santo de Israel" (Is 5:20-24).

A secularidade amarga avalanche de transgenias descomunal, um desterro das virtudes e proliferação da esterilidade, um respirar asfixiante imposto pela tirania que infecta e dissemina veneno sob a égide do humanismo, e bebe água infectada de "coliformes" cientificados, eivados de componentes de ceticismo generalizado, manipulação, ilusões, frieza, demagogia e sua parentalha.

É o fim dos tempos no tempo do fim! Jesus Cristo disse algo que tem ressonância com este contexto: "haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; na terra angústia das nações, em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Homens desmaiando de terror, na expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto as virtudes do céu serão abaladas. E então verão vir o Filho do homem numa nuvem, com poder e grande glória" (Lucas 21:25-27).

O evangelho de Mateus faz menção a um blackout sem precedentes: "Logo após a aflição daqueles dias, o sol escurecerá, a lua não dará sua luz, as estrelas cairão do céu, e as potências dos céus serão abaladas" Mt 24.29. Portanto, paralelo ao apagão do sistema solar, desencadeia-se escuridão ontológica e morte espiritual, de maneira que o racional é gerido pela irracionalidade imperial dos sentidos; na grande noite dos mortos vivos. Tem-se impressão que os zumbis migram da dimensão fictícia invadindo a temporalidade.

O contexto fala de um apagar das luzes universal, um arrefecimento do amor global, um silenciar das virtudes, uma degradação da vida na morte espiritual, o sepultamento do bem e uma hegemonia do mal, até que venha o dia do Juízo Final. Então se verá o Grande reset universal, no qual não só as construções humanas serão desfeitas, porém todos os elementos naturais, a geografia e o próprio sistema solar serão recriados. No contexto está escrito: "... os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se desfarão, a terra e as obras que nela há, se queimarão" (2 Pe 3.10).

Porém, este holocausto universal marcará o restabelecimento da ordem universal, o juízo e condenação de toda maldade, a manifestação da ira do Deus de amor [Ap 14.10], o aprisionamento do príncipe do mundo, o fim do domínio das trevas, e o início do governo daquele que recebeu dos tenebrosos uma coroa de espinhos; por fim, o estabelecimento definitivo do novo Céu e nova Terra onde habita e reina a Justiça. 2 Pedro 3.13.

Uma vez concluída a catarse definitiva diz o texto apocalíptico: "Deus limpará dos olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas. E o que estava assentado no trono disse: Faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis" (Ap 21.4-5). Será o efeito bumerangue da derrocada infundida pelo mundo tenebroso rutilante, que marcará o acender da Luz Eterna e retomada do justo poder, no sempiterno reino de Deus e de Cristo.
Caxias Do Sul - RS
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Site: http://luminar7.blogspot.com
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