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Palavra do leitor

Dar-lhe-ei: o reino, o cavalo por algo que valha!

‘’O homem busca um sentido: um, nada mais, no corredor da vida’’.

Texto de João 14.6, parte A

A vida se faz por uma busca constante de sentido, de motivo e destino, ou seja, por algo que valha. É bem verdade, como equacionar isso, em meio a uma geração, cada vez mais, enraizada a creditar e acreditar pelas peculiaridades corriqueiras e triviais de uma realidade desenhada a não nos levar a questões voltadas sobre o por qual motivo estou, aqui?

Vou além, afinal de contas, podemos encontrar um alento, em meio a essas indagações? Sem sombra de dúvida, encontramos ou somos contemplados com alternativas, como as novidades da tecnologia digital, das redes sociais e de todas as coqueluches do consumismo. Enfim, vivamos, comamos ou nos conformemos com o estabelecido, porque o amanhã, a Deus pertence ou sei lá mais o que. Parto dessas abordagens e enfoco a expressão de um dos personagens de Shakespeare (a qual diz: daria o reino e o cavalo por uma verdade), ou seja, aqui, conclui-se uma necessidade por sentido, por destino e por motivo de ser e existir.

Aliás, nessa linha de exposição por algo que valha, desembarco no porto do Prêmio Nobel de Literatura de 1957, Alberto Camus, e no fluir e confluir intenso e denso de suas contribuições, pontuo a coragem, o destemor, a desavergonhada escolha por enfocar essa procura por sentido, destino e motivo ou significado ou que valha, que nos leve além das passageiras trivialidades das celebridades do momento e seu caso amoroso ou de mais uma invenção tecnológica. Ora, no mito de Sísifo, uma das sublimes obras de Camus, de uma maneira poética e intrigante, traça as linhas da vida, como um desatino, um absurdo, como algo sem finalidade. Digo isso, por descrever a mesmice de todos os dias, a monotonia dos afazeres e o marasmo de enfrentar esse mesmo cenário. Vale dizer, nossas vidas não são ajustadas dessa forma? Eis a conjugação de nossa transitória vida e não somos, as vezes, ou nos perguntamos, sem rodeios: Para que tudo isso? Será que vale a pena? Então, a vida não passa de uma brincadeira de mau gosto? Se há algo a nos dizer ou um Criador, o por qual motivo, ao olhar para nossa realidade, não parece perda de tempo?

Muitos evitam, a todo e qualquer custo, adentrar nos enredos dessas matérias e mais vale ir a direção dos paliativos de uma jovialidade que não acaba, de um novo caso amoroso, de uma ruptura conjugal, da imersão em alguma mais recente droga apta a me deixar afastado dos vazios da vida. De observar, se a vida não tiver nenhum sentido, nenhum destino e nenhum motivo pleno, então, qual a diferença entre os mártires que morre, por causa de uma causa, e o suicida que não considerada nada que mais valha? Deveras, o evangelho nos aponta para esse sentido, esse destino e esse motivo de, embora diante de tantas contradições e contrariedades, ilusões e anseios, ainda assim, extrair uma direção real de ser e viver, conforme colhemos de João 10.10 (o caminho, a verdade e a vida, o destino, o sentido e o motivo, a qual me estribo em Jesus Cristo, na Graça, no Kairós, na abertura para uma espiritualidade criativa e uma fé viva).

Sei, a vida não pode ser lida como um jogo de cartas marcadas, porque não é, somos surpreendidos com situações inquietantes e corrosivas, mesmo diante de tais constatações, podemos experimentar esse real sentido, destino e motivo de ser e viver, de que há uma valia para viver.
São Paulo - SP
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