Palavra do leitor
30 de março de 2015- Visualizações: 2178
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
A riqueza do Antigo Testamento
Genealogias, regras sobre sacrifícios, instruções sobre o tabernáculo, tudo isso sempre foi enfadonho para mim. Com exceção de Gênesis, frequentemente me esquivava de algo que aparentava ser chato, ou sem importância, nos demais livros do Pentateuco. Para me eximir da culpa da minha preguiça, digo que Números e Levíticos foram as barreiras que me paralisaram todas as vezes que iniciei a leitura da Bíblia na tentativa de fazê-la por completo, de Gênesis a Apocalipse.
Não se escandalizem com o uso da expressão, mas acho que posso dizer que me converti ao Pentateuco. Não sei se escolhi a melhor maneira de explicar, mas o que quero dizer é que, simplesmente, consegui compreender a história que se desenrola nos cinco primeiros livros do Antigo Testamento. E com isso pude perceber quanta riqueza desperdicei esse tempo todo, desprezando estes textos.
É impressionante ver como Deus se revelou na história, buscando estabelecer um relacionamento com a humanidade, começando através do povo de Israel. E mais impressionante ainda é perceber a mão de Deus intervindo na história dos israelitas para que se cumprissem as promessas que o próprio Deus tinha feito.
Para muitos, pode representar um “leitinho espiritual”, algo até “bôbo”, mas para mim foi como descobrir um tesouro. Estudar o A.T me permitiu identificar e perceber o plano de reconciliação que Deus tem para humanidade, desde o chamado de Abraão em Gênesis 12, passando por Isaque, Jacó, José, Móisés (Ex 2), até culminar na pessoa de Jesus. Esse roteiro mostra a iniciativa do próprio Deus em estabelecer uma aliança com seu povo e convidar as pessoas para participarem do cumprimento da aliança.
Existem diferentes momentos-chaves no período que vai de Gênesis a Deuteronômio, dos quais podemos extrair lições riquíssimas para nossa vida, mas a narrativa do chamado de Moisés, descrita em Êxodo 3.1-12, me tocou profundamente na última semana. Pelos seguintes motivos:
Deus é pessoal. Ele chamou Moisés pelo nome (3.4). De igual modo Ele procede conosco – nos chama pelo próprio nome. Temos uma identidade e uma história que para Deus é muito importante.
Deus não é indiferente ao sofrimento humano. Ele viu a opressão que os israelitas estavam passando e ouviu o clamor deles, quando estes clamaram (3.7,8). Deus não apenas vê nosso sofrimento e ouve nosso clamor, mas também vem ao nosso encontro nos socorrer, quando pedimos Sua ajuda.
Deus é conosco. Inicialmente Moisés resistiu ao convite/chamado de Deus, para que fosse libertar o povo hebreu da opressão que sofria no Egito. Aliás, como Moisés voltaria ao país de onde veio fugido, com ordem do próprio faraó para que fosse morto? Mas, diante da reação de Moisés Deus faz uma promessa: “Eu estarei com você”. Sim! Deus não deixaria Moisés ir sozinho. Deus convida, envia e vai junto durante a caminhada.
Deus fez uma promessa semelhante à que fez a Moisés para Isaque (Gn 26.3), Jacó (Gn 28.15), José (Gn 39.2) e Josué (Js 1.9). Jesus também disse palavras parecidas aos discípulos, em Mateus 28.20: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. É por causa da companhia de Deus que podemos permanecer no caminho e cumprir o chamado que Ele tem para cada um de nós.
Essa promessa é o combustível capaz de nos fazer caminhar confiantes de que nunca estamos sozinhos. Ele prometeu que SEMPRE estaria conosco. Moisés peregrinou durante 38 anos pelo deserto, passando por situações difíceis, mas o Senhor estava com ele. Portanto, seja no “deserto” ou na “terra que mana leite e mel”, estejamos certos que Deus sabe nosso nome, conhece nossas necessidades e nos socorre na dificuldades, pois Ele é Deus conosco.
*Por Phelipe Marques
Não se escandalizem com o uso da expressão, mas acho que posso dizer que me converti ao Pentateuco. Não sei se escolhi a melhor maneira de explicar, mas o que quero dizer é que, simplesmente, consegui compreender a história que se desenrola nos cinco primeiros livros do Antigo Testamento. E com isso pude perceber quanta riqueza desperdicei esse tempo todo, desprezando estes textos.
É impressionante ver como Deus se revelou na história, buscando estabelecer um relacionamento com a humanidade, começando através do povo de Israel. E mais impressionante ainda é perceber a mão de Deus intervindo na história dos israelitas para que se cumprissem as promessas que o próprio Deus tinha feito.
Para muitos, pode representar um “leitinho espiritual”, algo até “bôbo”, mas para mim foi como descobrir um tesouro. Estudar o A.T me permitiu identificar e perceber o plano de reconciliação que Deus tem para humanidade, desde o chamado de Abraão em Gênesis 12, passando por Isaque, Jacó, José, Móisés (Ex 2), até culminar na pessoa de Jesus. Esse roteiro mostra a iniciativa do próprio Deus em estabelecer uma aliança com seu povo e convidar as pessoas para participarem do cumprimento da aliança.
Existem diferentes momentos-chaves no período que vai de Gênesis a Deuteronômio, dos quais podemos extrair lições riquíssimas para nossa vida, mas a narrativa do chamado de Moisés, descrita em Êxodo 3.1-12, me tocou profundamente na última semana. Pelos seguintes motivos:
Deus é pessoal. Ele chamou Moisés pelo nome (3.4). De igual modo Ele procede conosco – nos chama pelo próprio nome. Temos uma identidade e uma história que para Deus é muito importante.
Deus não é indiferente ao sofrimento humano. Ele viu a opressão que os israelitas estavam passando e ouviu o clamor deles, quando estes clamaram (3.7,8). Deus não apenas vê nosso sofrimento e ouve nosso clamor, mas também vem ao nosso encontro nos socorrer, quando pedimos Sua ajuda.
Deus é conosco. Inicialmente Moisés resistiu ao convite/chamado de Deus, para que fosse libertar o povo hebreu da opressão que sofria no Egito. Aliás, como Moisés voltaria ao país de onde veio fugido, com ordem do próprio faraó para que fosse morto? Mas, diante da reação de Moisés Deus faz uma promessa: “Eu estarei com você”. Sim! Deus não deixaria Moisés ir sozinho. Deus convida, envia e vai junto durante a caminhada.
Deus fez uma promessa semelhante à que fez a Moisés para Isaque (Gn 26.3), Jacó (Gn 28.15), José (Gn 39.2) e Josué (Js 1.9). Jesus também disse palavras parecidas aos discípulos, em Mateus 28.20: “Eu estarei sempre com vocês, até o fim dos tempos”. É por causa da companhia de Deus que podemos permanecer no caminho e cumprir o chamado que Ele tem para cada um de nós.
Essa promessa é o combustível capaz de nos fazer caminhar confiantes de que nunca estamos sozinhos. Ele prometeu que SEMPRE estaria conosco. Moisés peregrinou durante 38 anos pelo deserto, passando por situações difíceis, mas o Senhor estava com ele. Portanto, seja no “deserto” ou na “terra que mana leite e mel”, estejamos certos que Deus sabe nosso nome, conhece nossas necessidades e nos socorre na dificuldades, pois Ele é Deus conosco.
*Por Phelipe Marques
Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
30 de março de 2015- Visualizações: 2178
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.
Ultimato quer falar com você.
A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.
PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.

Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
Revista Ultimato
- +lidos
- +comentados
- A Quarta Pessoa da Trindade
- A lepra de Miriã e a doença espiritual da igreja hoje
- Deus está morto? Ou o ídolo de Nietzsche?
- Desnudar-se publicamente
- Diversidade de letrinhas
- Redes sociais, modernidade nas comunicações
- O novo paradigma do ministério pastoral na era da Inteligência Artificial
- Há esperança para fé nos mares revoltos da vida
- O sol parou mesmo? Onde está o milagre?
- Pai, dê presença e não presente
(31)3611 8500
(31)99437 0043






