Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Palavra do leitor

A dor ao lado

Não há de se encontrar dor, que de tanta dor dói além de mim – a "dor do outro".

É dor desconhecida em suas razões e motivos. É dor que se dispersou para bem longe do meu entendimento e compreensão. Entendo-a sim, como luto, perda, sofrimento, doença, aflição, angústia, mal. Mas, são meras explicações. Elas ainda não clarificam o significado de tal dor. É certamente impossível explicar quando não se sabe o que é.

Cada dia que tento tratar a dor ao lado, ela só me informa que continua sendo dor muito maior do que a que há em mim. É sempre dor do e no outro, não em mim, não minha.

A dor que há em mim, vem com as portas abertas para entendê-la, aceitá-la, e até tratá-la. Ela se explica melhor para o meu coração. É plausível. Está ao alcance do meu saber. Está aqui. Está em mim.

A dor de lá é diferente.
É tão dor que faz doer o peito de lá, deixando confuso e perdido o peito daqui. É dor que não espera. É dor que desrespeita o tempo. Não era pra chegar e insiste em não sair. É dor que vem e fica.

A dor ao lado tem uma legitimidade que ninguém consegue dimensionar. É dor que de tão grande aos meus olhos acabou ficando sem tamanho. Ela é sempre maior, mais profunda e mais extensa do que eu posso entender.

Seus motivos parecem destituídos de sentido e significado. Por ter esta índole ela não se rende a conselhos e palavras de consolo. Ela pede pra ser dor enquanto dolorido for o caminhar.

Muitos dizem que é experiência passageira. Entretanto, é bem mais permanente do que se espera. É dor que não se entretém. Não se entrega a distrações e não se ausenta. É dor que com o outro repousa, para com ele levantar.

A dor ao lado é embaraço sempre. Me vejo em desvantagem e desapreço diante de toda tentativa para resolvê-la. Ela bane com toda a soberba do meu coração.

Diante da "dor do outro" só me resta consentir e respeitar. Este é o melhor abrigo que posso oferecer ao outro enquanto "em dor". Que isto se faça no silêncio e ausência de palavras. E enquanto vazio me sentir, que haja uma oferta constante e permanente de um ombro.

Para a dor que em mim não está, o ombro basta. É acolhida e morada. Abraço e guarida. Quem na dor está, precisa mais de uma presença silenciosa de um ombro, do que o alarido de palavras mil.

Eis o meu ombro. No silêncio, mas sempre presente e próximo. Fique à vontade para chorar a sua dor, porque sobre nós repousa o amor que nos ensina a "chorar com os que choram"
(Rm 12.15).

Pr. Ismar Junior (Henrico – VA – USA)
Henrico - Va - EX
Textos publicados: 3 [ver]

Os artigos e comentários publicados na seção Palavra do Leitor são de única e exclusiva responsabilidade
dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.