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Opinião

Os migrantes venezuelanos e a missão da igreja

Por Ronaldo Lidório

"Pois o Senhor vosso Deus é o Deus dos deuses… que faz justiça ao órfão e à viúva, e ama o estrangeiro, dando-lhe pão e roupa" (Deut 10.17-18).

Em Deuteronômio 10 lemos que Deus faz justiça ao “órfão e à viúva” e “ama o estrangeiro”, uma referência a alguns dos segmentos mais vulneráveis nas sociedades humanas. Deus não apenas faz justiça e ama, mas dá “pão e roupa”, pois “não faz acepção de pessoas”. E a Palavra é clara ao afirmar que é o “Deus dos deuses” e o “Senhor dos senhores” quem faz tais coisas.

Como igreja, somos convocados a fazer parte dessa missão: amar o estrangeiro, dar-lhe pão e roupa e fazê-lo saber que é o Deus dos deuses quem faz todas as coisas.

Nos últimos meses, o Brasil tem recebido um alto número de venezuelanos, a maioria entrando em nosso país pelo estado de Roraima, de onde se distribuem por outros lugares como Manaus (AM), Santarém (PA) e São Paulo (SP). Apenas na cidade de Boa Vista (RR), calcula-se a presença de 40 mil venezuelanos.

Os casos que vemos em Manaus talvez representem a realidade geral: chegam sem rumo, recursos, perspectivas ou qualquer contato pessoal, fugindo de uma situação de fome e miséria.

Esta não é uma realidade única ou mesmo pontual. Segundo a UNHRC há cerca de 250 milhões de imigrantes no mundo. Destes, 60 milhões encontram-se forçadamente distantes de suas casas ou países devido a alguma forma de tragédia, instabilidade política, guerra ou perseguição. O Brasil acolhe cerca de 2 milhões de imigrantes, sendo uns 10 mil refugiados.

Migrantes e refugiados formam um dos grupos mais vulneráveis na atualidade. Estão fora de seus países, rede de apoio e contato familiar. Deslocam-se para regiões onde frequentemente desconhecem a língua e a cultura local. Comumente não são bem vistos pela população que os recebe e a maioria deixa tudo para trás – famílias, empregos, estudos, bens e sonhos.

A necessidade social é chocante, mas o que deve fundamentalmente nos mover como Igreja é a profunda compreensão e compromisso com a vontade de Deus. Somente em Deus somos levados a amar e chorar com os que choram. Somente em Deus somos despertados a sair de nossa rotina de conforto e nos envolver com algo além de nossos interesses pessoais. Somente em Deus somos convencidos a abraçar causas complexas, problemáticas e maiores do que nós. Somente em Deus somos desafiados a doar em lugar de acumular, fazer e não apenas observar, e amar – mesmo quando fora do nosso círculo de afinidade.

Vemos com alegria algumas iniciativas evangélicas de acolhimento de venezuelanos na cidade de Boa Vista (RR), provendo alimento, orientações e outras oportunidades. Também em Manaus, provendo abrigo, alimento e roupas. São, entretanto, poucas iniciativas perante um grande desafio. Os venezuelanos estão entre nós. A Igreja cumprirá a missão?

Os venezuelanos, bem como todos os migrantes em nosso país, representam uma inédita oportunidade para a Igreja de Cristo. Oportunidade de acolher, amar, chorar e falar por aqueles que não são ouvidos. Oportunidade também de apresentar a insubstituível salvação de Deus, em Cristo Jesus. Que cumpramos a nossa missão para que saibam que o Deus dos deuses é quem fez estas coisas.

Algumas iniciativas a serem apoiadas
AME - Associação Missionária Evangélica Amazonas
Igreja Presbiteriana de Manaus (IPM)
JOCUM Boa Vista
SOS Venezuela - REMIR

• Leia mais:

O que a igreja venezuelana está aprendendo com a crise?

Ronaldo Lidório é doutor em antropologia e missionário da Agência Presbiteriana de Missões Transculturais e da Missão AMEM. É organizador de Indígenas do Brasil -- avaliando a missão da igreja e A Questão Indígena -- Uma Luta Desigual.
  • Textos publicados: 26 [ver]

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