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Opinião

O encontro com Jesus e o conflito de vontades

Por Billy Lane

Todo encontro com Jesus é precedido por um chamado confrontador

Encontros com Jesus são transformadores. Constatamos isso não só pela experiência e testemunho pessoal de tantas pessoas que relatam como suas vidas mudaram completamente depois de conhecerem a Jesus e se converterem, mas também pelos relatos bíblicos de pessoas que abandonaram tudo para seguir a Jesus. Embora todo aquele que crê em Jesus tenha tido, de algum modo ou outro, um encontro com Jesus, sua palavra, sua igreja ou seus ensinamentos, é verdade que alguns desses encontros ou conversões são mais dramáticos – muitas vezes, pelo fato de a pessoa ter vivido em deliberada rebeldia contra Deus, religião, igreja e a Bíblia, e depois do encontro sua vida ter mudado radicalmente. Os testemunhos desses tipos de conversão nos animam e empolgam. Porém, nem todo seguidor de Jesus passou por um divisor de águas tão nítido e marcante em sua vida. Outros tantos também não tiveram uma transição muito tranquila – talvez, esses passaram por muitas lutas até finalmente encontrar a paz no relacionamento com Jesus.

De qualquer maneira, todo encontro com Jesus é precedido por um chamado e esse chamado é confrontador. É confrontador porque não se trata apenas de uma mudança de crença, de hábitos de vida, de uma consciência moral ou de uma religião. Também não é simplesmente ter paz em decorrência da aceitação do perdão de Jesus e da certeza de que meu lugar está garantido no céu depois de morrer.

O encontro com Jesus envolve um conflito de vontades e desejos

O encontro com Jesus é confrontador porque envolve um conflito de vontades e desejos. Deparamo-nos com outra vontade que não a nossa, a vontade de Cristo. Por isso, converter-se a Cristo implica viver sob outro senhorio e isso só é possível quando estamos dispostos a abandonar nossa própria vontade e os outros ‘senhores’ que nos dominam e controlam (Is 26.13).

No ministério de Jesus, o exemplo clássico disso é o do jovem rico (Mt 19.16-22) que voluntariamente se dispôs a buscar a vida eterna perguntando ao mestre o que podia fazer para alcançá-la. Jesus diz que ele devia observar os mandamentos e passa a listar a segunda parte do Decálogo que se refere à relação do indivíduo com seu próximo. O jovem garante que também já observa esses mandamentos. Jesus então lhe diz que só faltava vender tudo e doar aos necessitados. O jovem foi embora triste porque tinha muitas posses. Evidentemente seu problema era a cobiça, o único mandamento que Jesus não cita. Mas, além disso, era a incapacidade de abandonar o que lhe era muito valioso e aceitar a boa nova do reino como o bem mais precioso para sua vida.
Isso mostra que a conversão é um choque de vontades. Significa nos dar conta de que a vida sob nosso próprio comando não vai nos levar a lugar algum. A vida como a gente quer é toda voltada para a satisfação e realização própria, ou seja, eu fazer a minha própria vontade e ser o meu próprio deus. Viver com Jesus significa transferir esse senhorio para Jesus e fazer a vontade dele, a buscar o reino em primeiro lugar.

O reino de Deus se manifesta onde sua vontade é cumprida

Na oração que Jesus ensinou, aprendemos a suplicar “venha o teu reino, seja feita a tua vontade”. Pela forma poética da oração, nota-se um paralelismo, isto é, uma correspondência entre vir o reino e fazer-se a vontade de Deus. O reino de Deus se manifesta onde sua vontade é cumprida. De outro modo, onde a vontade de Deus é feita, ali há uma manifestação da sua presença e seu reino. Aceitar a boa nova do reino significa viver sob a vontade do rei.

Talvez não seja a incredulidade ou mesmo o ateísmo que mais afastam as pessoas de Deus. É muito mais do que isso. É a obstinação e a recusa de se viver sob o senhorio de Cristo que levam muitas pessoas a rejeitarem o chamado de Deus. Há certa sensação de prazer e satisfação em pensar que sou dono de minha própria vida e me empenho em alcançar meus sonhos, desejos e objetivos de vida, e que não tenho de prestar conta a ninguém, muito menos a um Deus invisível. No entanto, essa satisfação é muito frágil, passageira e insustentável. Por outro lado, há uma real alegria em poder entregar nossa vontade a Deus e permitir que ele dirija nossa vida, por mais que isso no início seja um processo doloroso.

Como diz Provérbios: “Há caminhos que a pessoa considera corretos, mas acabam levando à estrada da morte” (Pv 16.25, NVT).

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Pastor presbiteriano, doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
  • Textos publicados: 24 [ver]

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