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Opinião

Ideologia do gênero nas escolas

Um assunto que está fervilhando na opinião pública é o substitutivo do Plano Nacional da Educação, que deve prever a inclusão da Ideologia do Gênero nas metas colocadas para a educação em todo o país.

Ideologia do Gênero, ou IG, como já está caindo no linguajar pedagógico, nada mais é do que uma forma de pensar (que não chamaria sequer de ideologia) que defende que há um sexo biológico e um sexo social. O primeiro é aquele com o qual a pessoa nasce, que não dá para negar (sim, porque dizem que tentativas sérias já foram feitas nesse sentido, mas foram todas fracassadas – sem falar das cirurgias de mudança de sexo).

O outro é um “construto” social, histórica e culturalmente condicionado, que tem por norma a liberdade que todo indivíduo tem de definir a sua “preferência” sexual. O pressuposto não-dito dessa crença (vou chamar assim e já explico porque) é que tudo na sociedade são construtos, ou seja, nada é definido, delineado, estável ou seguro. A ideologia por trás dessa pretensa ideologia é que, como acreditava Heráclito e seus seguidores, tudo é móvel, tudo flui, nada é permanente. Uma consciente negação de valores perenes. Com isso, eles se opunham aos seguidores de Parmênides para os quais tudo é permanente e nada muda.

O que Heráclito esqueceu nessa sua crença é que, com isso, jogava fora toda a tradição, todos os legados e a herança possível para a humanidade e, no limite, jogava fora a própria história. Mas essa ao menos podia ser chamada de ideologia ou sistema de pensamento, por mais equivocado que pudesse ser, tinha algum fundamento, pensadores, seguidores, etc.

Já essa nova “ideologia”, que vou chamar de crença, só tem seguidores e seguidores cegos, que vão na onda do PLC 122/2006, que torna a homofobia em crime. Não existem estudos mais profundos e sistemáticos que comprovem a teoria do gênero ou da igualdade de gêneros. O assunto é complexo e espinhoso demais para ser sistematizado. Sem falar que essa pretensa “ideologia” é, ela mesma, um construto social e, como todo construto, visa alguma coisa, uma construção.

Ora, mas não estamos falando apenas que os meninos com trejeitos não devem sofrer “bullying” na escola. Isso está fora de questão, pois é exatamente o bullying e o preconceito que estão errados. Não se deve achar que é preciso mudar toda a estrutura herdada social e historicamente para evitar o preconceito de gênero.

Seria como se para evitar que uma fruta caísse da árvore, a gente elevasse o chão todo para o nível da fruta. Ora, esse chão chama-se educação e como se não bastassem os problemas e assuntos urgentes a tratar com relação a ela, agora toda a escola é obrigada a pregar e doutrinar as crianças na tal IG.

Graças a Deus, algumas vozes já têm sido ouvidas da parte da sociedade para impedir a infusão desse verdadeiro corpo de doutrina que se está “construindo”, mas ainda é pouco e grande parte dos pais nem ao menos tem noção do que está acontecendo nas escolas, mesmo porque pouco se interessa.

Não vou entrar no mérito dos interesses políticos por trás desse movimento, pois eles são evidentes até demais, mas vou me limitar a fazer aqui um apelo àqueles cristãos que valorizam a família. Sim, porque o objetivo, o edifício que se está “construindo” é uma sociedade do futuro em que a família seja algo secundário, relativo, e não mais a salvaguarda da educação “de berço” e da tradição de um povo.

Aliás, falar em tradição, em algo que seja conservador virou palavrão, até mesmo nos meios cristãos que se deixam contaminar pelo vício do “Zeitgeist” pelo novo e o desprezo pelo velho. Desde C.S. Lewis, que já na sua época criou um nome para essa mania, chamando-a de “chronological snobbery” (esnobismo cronológico) nada mudou na sociedade; aliás, só piorou. Amamos ainda mais a novidade e desprezamos ainda mais o antigo. Onde estará o limite? Penso que “no limite”, a sociedade acabará se auto extinguindo e no limite, acabará no suicídio. E nós, vamos ficar só olhando?


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É mestre e doutora em educação (USP) e doutora em estudos da tradução (UFSC). É autora de O Senhor dos Anéis: da fantasia à ética e tradutora de Um Ano com C.S. Lewis e Deus em Questão. Costuma se identificar como missionária no mundo acadêmico. É criadora e editora do site www.cslewis.com.br
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