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Palavra do leitor

Prefiro esse Deus morto!

Prefiro esse Deus morto!

‘’Chego a conclusão de que, no descascar dos acontecimentos discorrido pela história, o homem que decide não crer em Deus, procura dizer: não acredito mais no ser humano’’.

Ouso parafrasear a expressão – se Deus está morto, tudo é permitido, para, prefiro esse Deus morto, e, assim, ser possível o encontrar. Ora, faço referência a me desprender de um Deus dotado de um humor mórbido, cruel, como se sempre estivesse, na espreita, para nos punir, nos pegar de surpresa, diante das falhas, dos vacilos, das dúvidas, dos erros, dos equívocos. Vale dizer, um Deus movido pela sorte e pelo azar, um Deus que escolhe - quem vai ser dar bem e outros não, quem vai suportar uma neoplasia maligna e outros nãos, quem vai ser salvo de um acidente aéreo, automobilístico e outros não, quem vai ser abençoado e outros não.

Dou mais uma pincelada, prefiro esse Deus, ao qual tenta nos levar a resignações, de que tudo segue um propósito divino, de que uns sofrem mais e outros menos, de que as catástrofes naturais são sinais de sua insatisfação, conosco, de que favorecerá os que o seguem e, em contrapartida, seus opositores, deverão arder no inferno. Sim e sim, prefiro esse Deus que coloca pessoas em desgraças, no leito de morte, arruína a dignidade e o respeito, humilha, rebaixa, diminui, desumaniza, parece brincar, com o ser humano, como na ainda triste interpretação do livro de Jó, como se fossemos brinquedos de seus desejos sádicos.

Em direção oposta, arrisco o Deus que nos formou com uma liberdade de escolha, ciente de que nem sempre seremos virtuosos, diligentes, esmerados, certos, justos, bons e legais. De certo, o Deus voltado a sentar, ao nosso lado, e nos ouvir, por meio de pessoas, sem aquela ânsia de lançar justificativas de que isso, aquilo e acolá ocorreu, porque você não orou, não jejuou, não adorou, não se manteve em santidade, não seguiu as cartilhas das doutrinas, dos dogmas, das revelações e das profecias.

Não por menos, prefiro o Deus, segundo o texto de Salmos 121 descreve, compromissado e comprometido em não ficar num emaranhado do por qual motivo ou do para que, mas sim ir a direção da verdadeira religião: ajudar e ajudar! Valho – me, então, das palavras alcunhadas pelo póstumo mártir pastor luterano – Dietrich Bonhoefer, condenado a morte, durante a segunda guerra mundial, pelo regime nazista de Hitler, sobre a questão de viver, como se Deus não existisse e, aqui, digo, para viver sem a dependência de um Deus que fica, entediado, em algum lugar, no cosmo, e profundamente indiferente ao ser humano, a vida e ao outro.

Por fim, prefiro esse Deus, promotor de uma fé exclusivista, marginalizadora, aversiva, de facções, de megalomaníacos, de instituições manipuladoras, de opressões e julgo, morto e decido pelo Deus ser humano Jesus Cristo que me chama e nos chama para compreender a felicidade, como uma questão de pertencimento e comunidade.
São Paulo - SP
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