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06 de maio de 2026- Visualizações: 23
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Primeiro livro de poesia indígena registrado no país é de jovem cristã da etnia Sateré Mawé
A coleção de “salmos indígenas” foi lançada no 2º Encontro do Movimento Internacional de Jovens Indígenas
Por Raquel Villela Alves
A escrita representa um estilo de adoração para Dulce Arehum e um recurso para ela se conectar mais profundamente com Deus, que leva o nome de Tupana na etnia Sateré Mawé, à qual pertence. A jovem começou a registrar no papel suas conversas com Tupana quando ainda era adolescente. Sonhava em vê-las publicadas um dia, mas não tinha a mínima ideia de quando ou como isso aconteceria. E era impossível imaginar que a beleza literária de seus escritos resultaria no primeiro livro de poesia indígena do Brasil, que alguns estão chamando de “salmos indígenas”.
“Encontrei na escrita um lugar para dizer coisas bem doloridas e alegres para Tupana”, conta Dulce, acrescentando que “não são apenas palavras, mas parte de mim está impressa nelas. Isso faz parte de um sonho com Tupana, e meu desejo é apenas glorificar o nome dEle em cada vogal, cada palavra e frase”. Seu livro é uma coletânea de poesia e prosa poética a partir de uma cosmovisão indígena e traz um título bilingue: Poesia por uma jovem indígena: haryporia tapy’ yia miwan.
A oportunidade
A possibilidade de publicação ganhou força durante um congresso de jovens indígenas do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas – Conplei. Naquele Conplei Jovem, realizado no Amazonas em 2023, Arehum foi convidada a compartilhar seu testemunho. Sua história de vida é inspiradora. É formada em pedagogia intercultural pela Universidade Estadual do Amazonas e foi professora e coordenadora pedagógica pelo setor de Educação Escolar Indígena do município de Maués, AM. Serviu seu povo por 10 anos, antes de fazer especialização em antropologia, pela Unievangélica. O chamado para ir às nações sempre falou alto e levou Arehum a interações com diferentes povos no Brasil, Colômbia, Peru e África. Atualmente vive com o esposo Reginaldo entre o povo Karapanã, no Amazonas.

No congresso. em vez de compartilhar experiências, Arehum leu uma de suas poesias. A mensagem chegou aos ouvidos e ao coração dos jovens indígenas, assim como de Joshua H. Chang, fundador e presidente do Ministério Janela Verde, que ficou impactado por ela “expressar com tanta profundidade e harmonia as esferas emocionais, sociais, culturais, familiares, do espiritual ao natural”. A proposta de publicação foi imediata e o processo foi agilizado. Nos trâmites para obtenção do ISBN, o “RG” das publicações, a surpresa: não havia nenhum outro livro de poesia indígena registrado no país. Esse era o primeiro! Foi lançado em julho de 2024 no 2º Encontro MIJI – Movimento Internacional de Jovens Indígenas, vinculado ao Ministério Janela Verde.
Doces palavras
Aqui se tem um vislumbre da delicadeza e do encadeamento artístico das palavras de Arehum:
Ele quer me levar para ver aquelas árvores de folhas coloridas.
Ele quer me levar lá naquele lugar onde nascem
as borboletas azuis que tanto amo.
Ele me diz que está com saudades!
Eu vejo o seu sorriso entre as cortinas feitas de nuvens branquinhas.
E junto dele um arco e flecha, como guerreiro valente.
No amanhecer do dia, quando eu acordo,
ouço Ele me contando com sua doce voz,
aqueles momentos belos...
Estou contando os dias para me encontrar com Tupana.
Vou chamar o nome dEle mais vezes para ficar gravado em mim.
E vou arrancar meu nome e plantar no coração de Tupana, que é puro e perfeito.
Eu sei que aquilo que acho que é não é exatamente, pois está além dos meus pensamentos, é ainda melhor. E Ele revelará a todos os que o amam.
Dulce significa "doce" em espanhol, "arehum" soa poético e significa "alegria" em Sateré Mawé. Dulce Arehum, portanto, é "doce alegria".
**
Poesia por uma jovem indígena: haryporia tapy’ yia miwan, de Dulce Arehum Sateré Mawé, FarLands Editora & Missão. editora@farlands.com.br, dulcearehum@gmail.com
REVISTA ULTIMATO – A ARTE PRECISA DE JUSTIFICATIVA?
Os artigos da edição 419 de Ultimato ressaltam a “beleza de Deus” e o fato de termos sido feitos à sua imagem e semelhança, o que torna a arte (sua apreciação ou o fazer artístico) disponível para todos – “Sejam encanadores, coletores de lixo, taxistas ou CEOs, somos chamados pelo Grande Artista a cocriar. O Artista nos chama, a nós, artistas com ‘a’ minúsculo, para cocriar, para compartilhar a ‘irrupção celestial’ na terra quebrada” (Makoto Fujimura).
Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Antologia de Poetas Evangélicos, Ebenézer Soares Ferreira (org.)
» O Cristão e a Arte em um Mundo em Desencanto, Rodolfo Amorim
» A Arte e a Bíblia, Francis A. Schaeffer
https://loja.ultimato.com.br/livros/a-arte-e-a-biblia
» Deus compreende, celebra e tem prazer em ser adorado na língua de cada povo, por Phelipe Reis
Por Raquel Villela Alves
A escrita representa um estilo de adoração para Dulce Arehum e um recurso para ela se conectar mais profundamente com Deus, que leva o nome de Tupana na etnia Sateré Mawé, à qual pertence. A jovem começou a registrar no papel suas conversas com Tupana quando ainda era adolescente. Sonhava em vê-las publicadas um dia, mas não tinha a mínima ideia de quando ou como isso aconteceria. E era impossível imaginar que a beleza literária de seus escritos resultaria no primeiro livro de poesia indígena do Brasil, que alguns estão chamando de “salmos indígenas”.“Encontrei na escrita um lugar para dizer coisas bem doloridas e alegres para Tupana”, conta Dulce, acrescentando que “não são apenas palavras, mas parte de mim está impressa nelas. Isso faz parte de um sonho com Tupana, e meu desejo é apenas glorificar o nome dEle em cada vogal, cada palavra e frase”. Seu livro é uma coletânea de poesia e prosa poética a partir de uma cosmovisão indígena e traz um título bilingue: Poesia por uma jovem indígena: haryporia tapy’ yia miwan.
A oportunidade
A possibilidade de publicação ganhou força durante um congresso de jovens indígenas do Conselho Nacional de Pastores e Líderes Evangélicos Indígenas – Conplei. Naquele Conplei Jovem, realizado no Amazonas em 2023, Arehum foi convidada a compartilhar seu testemunho. Sua história de vida é inspiradora. É formada em pedagogia intercultural pela Universidade Estadual do Amazonas e foi professora e coordenadora pedagógica pelo setor de Educação Escolar Indígena do município de Maués, AM. Serviu seu povo por 10 anos, antes de fazer especialização em antropologia, pela Unievangélica. O chamado para ir às nações sempre falou alto e levou Arehum a interações com diferentes povos no Brasil, Colômbia, Peru e África. Atualmente vive com o esposo Reginaldo entre o povo Karapanã, no Amazonas.

No congresso. em vez de compartilhar experiências, Arehum leu uma de suas poesias. A mensagem chegou aos ouvidos e ao coração dos jovens indígenas, assim como de Joshua H. Chang, fundador e presidente do Ministério Janela Verde, que ficou impactado por ela “expressar com tanta profundidade e harmonia as esferas emocionais, sociais, culturais, familiares, do espiritual ao natural”. A proposta de publicação foi imediata e o processo foi agilizado. Nos trâmites para obtenção do ISBN, o “RG” das publicações, a surpresa: não havia nenhum outro livro de poesia indígena registrado no país. Esse era o primeiro! Foi lançado em julho de 2024 no 2º Encontro MIJI – Movimento Internacional de Jovens Indígenas, vinculado ao Ministério Janela Verde.
Doces palavras
Aqui se tem um vislumbre da delicadeza e do encadeamento artístico das palavras de Arehum:
Ele quer me levar para ver aquelas árvores de folhas coloridas.
Ele quer me levar lá naquele lugar onde nascem
as borboletas azuis que tanto amo.
Ele me diz que está com saudades!
Eu vejo o seu sorriso entre as cortinas feitas de nuvens branquinhas.
E junto dele um arco e flecha, como guerreiro valente.
No amanhecer do dia, quando eu acordo,
ouço Ele me contando com sua doce voz,
aqueles momentos belos...
Estou contando os dias para me encontrar com Tupana.
Vou chamar o nome dEle mais vezes para ficar gravado em mim.
E vou arrancar meu nome e plantar no coração de Tupana, que é puro e perfeito.
Eu sei que aquilo que acho que é não é exatamente, pois está além dos meus pensamentos, é ainda melhor. E Ele revelará a todos os que o amam.
Dulce significa "doce" em espanhol, "arehum" soa poético e significa "alegria" em Sateré Mawé. Dulce Arehum, portanto, é "doce alegria".
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Poesia por uma jovem indígena: haryporia tapy’ yia miwan, de Dulce Arehum Sateré Mawé, FarLands Editora & Missão. editora@farlands.com.br, dulcearehum@gmail.com
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» O Cristão e a Arte em um Mundo em Desencanto, Rodolfo Amorim
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