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Opinião

O sonho de paz

Por Rienze Perera

Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações;
estas converterão as suas espadas em relhas de arados
e suas lanças, em podadeiras;
uma nação não levantará a espada contra outra nação,
nem aprenderão mais a guerra.
(Isaías 2.4)


Em hebraico, a palavra para ‘paz’ é shalom. Shalom envolve principalmente saúde e a boa vida. É a proteção através da promessa favorável de Deus (Jz 18.6) ou através de alguém que se importa com as necessidades de outros (Jz 19.20). A restauração da saúde é a restauração da paz (Is 38.17). A paz do indivíduo é sinónimo da boa vida, pois envolve o sono saudável (Sl 4.8), duração de vida (Pv 3.2) e posteridade (Sl 37.37). Assim como a paz do indivíduo é sua saúde e segurança, a paz da nação, ou da família, ou da vida comunitária é sua prosperidade e segurança.

Shalom, em outras palavras, é muito mais do que a ausência de guerra ou a aceitação de Jesus no coração. É muito mais do que serenidade interior, que é como cristãos normalmente tentam espiritualizá-lo. O entendimento bíblico de shalom é materialista, como as perguntas feitas no último julgamento de acordo com Mateus 25.31.

O que isso quer dizer é que a paz não é possível enquanto milhares sofrem com fome, crianças pequenas morrem por desnutrição, aos indígenas são negados seus direitos por suas terras, às mulheres são negadas a igualdade aos homens, aos trabalhadores é negado o direito à greve, seres humanos estão sendo desprezados e descriminados por seres humanos com base em cor, classe ou raça. A paz é negada na terra onde pessoas são torturadas e mantidas sob custódia da polícia sem o devido julgamento. É por esses tipos de situações que os profetas clamaram e falaram do julgamento e da condenação de Deus.

Por outro lado, há ao menos um sinal de paz ou shalom em qualquer país, sociedade ou família onde há uma preocupação genuína pelo vizinho, um compromisso de um com o outro e uma solidariedade profunda que se expressa na partilha e no apoio recíproco.

Rienze Perera, Sri Lanka

Sobre a imagem
Gai Muo-seng nasceu na China em 1941 e trabalha para o Museu de Arte da província de Jiangsu. Sua pintura World Peace tem 192x51 cm e captura o tema de interesse particular de igrejas na China. Ela fez parte do calendário de 1984 das igrejas chinesas.

Texto e imagem publicados no livro The Bible Through Asian Eyes. Masao Takenaka and Roy O’Grady. Pace Publishing in association with Asian Christian Art Association. 1991. Reproduzidos com permissão.

Traduzido por Ana Laura Morais.



REVISTA ULTIMATO – LEMBREM-SE: ‘DEIXO COM VOCÊS A PAZ, A MINHA PAZ LHES DOU”
Durante a última ceia com os discípulos, Jesus se despede com palavras de paz: “Deixo-vos a paz; a minha paz vos dou. Não a dou como o mundo a dá. Não vos perturbeis, nem vos atemorizeis”.

Por meio dos artigos de capa desta edição, Ultimato quer ajudar o leitor a se lembrar dessa verdade. Para fazer frente aos dias difíceis em que vivemos.

É disso que trata a
edição 417. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» O Cristão e a Arte em um Mundo em Desencanto, Rodolfo Amorim
» O Mundo - Uma missão a ser cumprida, John Stott e Tim Chester

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