Notícias
11 de abril de 2008- Visualizações: 2947
comente!- +A
- -A
-
compartilhar
Projetos em tramitação no Congresso alteram relação Igreja/Estado
(ALC) Dois projetos tramitam no Congresso Nacional que, se aprovados, vão alterar o conceito de separação Igreja-Estado e a concepção curricular da graduação em Teologia nas instituições que oferecem cursos reconhecidos pelo Ministério da Educação.
O primeiro projeto é do senador Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que cria o Conselho Nacional de Teólogos e reconhece como teólogo a pessoa, mesmo não sendo diplomada, que exerça a atividade há mais de cinco anos.
O segundo projeto é do ex-deputado Victorio Galli, pastor da Assembléia de Deus, que define o teólogo como todo profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos, administra comunidades, orienta pessoas, realiza ação social, pesquisa a doutrina e transmite ensinamentos religiosos, pratica vida contemplativa e preserva a tradição.
A criação de um Conselho Nacional de Teólogos, à semelhança de conselhos federais de outras profissões, requer a regulamentação da profissão. Se for aprovada a proposta do Conselho, os cursos de Teologia reconhecidos deverão receber do MEC as diretrizes curriculares, “preservados o princípio da liberdade de crença e da separação entre Igreja e Estado”, lembra Evaldo Luis Pauly, professor do curso de mestrado em Educação do Centro Universitário La Salle (Unilassale), de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Ao aprovar cursos de Teologia, o MEC entendeu que não haveria nenhuma necessidade de o poder público estabelecer diretrizes curriculares que uniformizassem o ensino desta área de conhecimento porque a profissão não é regulamentada.
Considerou, ainda, a diversidade das teologias brasileiras, reconhecendo-as como um fator que impediria “as reduções necessárias para definir currículo científico padrão para formar profissionais da teologia e, ao mesmo tempo, garantir o direito fundamental de liberdade religiosa e da separação entre Igreja e Estado”, arrola Pauly.
Assim, com o reconhecimento dos cursos de Teologia, o MEC preservou o princípio de não-ingerência no âmbito da Igreja, ao não estabelecer diretrizes curriculares que uniformizassem o ensino dessa área de conhecimento.
O estabelecimento de um currículo mínimo ou de diretrizes curriculares nacionais, associada à questão da validade dos diplomas de ensino superior para fins de exercício profissional, pode interferir no pluralismo religioso, alerta o professor da área da Educação.
Leia o livro
• Cristianismo e Política
• Religião e Política, Sim; Igreja e Estado, Não
O primeiro projeto é do senador Marcelo Crivella, bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que cria o Conselho Nacional de Teólogos e reconhece como teólogo a pessoa, mesmo não sendo diplomada, que exerça a atividade há mais de cinco anos.
O segundo projeto é do ex-deputado Victorio Galli, pastor da Assembléia de Deus, que define o teólogo como todo profissional que realiza liturgias, celebrações, cultos e ritos, administra comunidades, orienta pessoas, realiza ação social, pesquisa a doutrina e transmite ensinamentos religiosos, pratica vida contemplativa e preserva a tradição.
A criação de um Conselho Nacional de Teólogos, à semelhança de conselhos federais de outras profissões, requer a regulamentação da profissão. Se for aprovada a proposta do Conselho, os cursos de Teologia reconhecidos deverão receber do MEC as diretrizes curriculares, “preservados o princípio da liberdade de crença e da separação entre Igreja e Estado”, lembra Evaldo Luis Pauly, professor do curso de mestrado em Educação do Centro Universitário La Salle (Unilassale), de Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Ao aprovar cursos de Teologia, o MEC entendeu que não haveria nenhuma necessidade de o poder público estabelecer diretrizes curriculares que uniformizassem o ensino desta área de conhecimento porque a profissão não é regulamentada.
Considerou, ainda, a diversidade das teologias brasileiras, reconhecendo-as como um fator que impediria “as reduções necessárias para definir currículo científico padrão para formar profissionais da teologia e, ao mesmo tempo, garantir o direito fundamental de liberdade religiosa e da separação entre Igreja e Estado”, arrola Pauly.
Assim, com o reconhecimento dos cursos de Teologia, o MEC preservou o princípio de não-ingerência no âmbito da Igreja, ao não estabelecer diretrizes curriculares que uniformizassem o ensino dessa área de conhecimento.
O estabelecimento de um currículo mínimo ou de diretrizes curriculares nacionais, associada à questão da validade dos diplomas de ensino superior para fins de exercício profissional, pode interferir no pluralismo religioso, alerta o professor da área da Educação.
Leia o livro
• Cristianismo e Política
• Religião e Política, Sim; Igreja e Estado, Não
11 de abril de 2008- Visualizações: 2947
comente!- +A
- -A
-
compartilhar

Leia mais em Notícias
Opinião do leitor
Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta
Para escrever uma resposta é necessário estar cadastrado no site. Clique aqui para fazer o login ou seu cadastro.
Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.
Assuntos em Últimas
- 500AnosReforma
- Aconteceu Comigo
- Aconteceu há...
- Agenda50anos
- Arte e Cultura
- Biografia e História
- Casamento e Família
- Ciência
- Devocionário
- Espiritualidade
- Estudo Bíblico
- Evangelização e Missões
- Ética e Comportamento
- Igreja e Liderança
- Igreja em ação
- Institucional
- Juventude
- Legado e Louvor
- Meio Ambiente
- Política e Sociedade
- Reportagem
- Resenha
- Sessenta +
- Série Ciência e Fé Cristã
- Teologia e Doutrina
- Testemunho
- Vida Cristã
Revista Ultimato
+ lidos
- Livramento e libertação de todo mal
- Lista Mundial da Perseguição 2026: 388 milhões de cristãos em todo o mundo são perseguidos ou discriminados por sua fé em Jesus
- Deus cura hoje?
- Os 10 livros mais lidos em 2025
- Entre o vazio e o poder: a crise contemporânea da liderança
- Ultimato – 58 anos em 8 minutos
- Trabalho e insatisfação não devem andar juntos
- Shalom – chamados a crer e a viver em paz
- Editora Mundo Cristão comemora 60 anos
- UniEVANGÉLICA amplia oferta de EAD e lança cursos semipresenciais para o vestibular 2026
(31)3611 8500
(31)99437 0043
Congressos e acampamentos para crianças e adolescentes marcam temporadas de férias dos ministérios
Trabalho infantil. Brechas autorizam trabalho de menor de 14 anos
Campanha da SBB vai beneficiar deficientes visuais com doações de Bíblias em braile






 copiar.jpg&largura=49&altura=65&opt=adaptativa)