Apoie com um cafezinho
Olá visitante!
Cadastre-se

Esqueci minha senha

  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.
Seja bem-vindo Visitante!
  • sacola de compras

    sacola de compras

    Sua sacola de compras está vazia.

Opinião

Colocando a esperança em ação – esperançar é preciso

Por Luiz Fernando dos Santos
 
“Onde está então minha esperança? Quem poderá ver alguma esperança para mim?” (Jó 17.15)
 
Dizem que o ‘verbo’ esperançar foi usado a primeira vez pelo educador Paulo Freire. Eu mesmo o ouvi, ainda quando jovem, nos lábios de Dom Paulo Evaristo, card. Arns, falecido arcebispo de São Paulo. A fonte pouco importa, mas o fato é que desde sempre passei a amar esse tempo verbal do substantivo feminino esperança. Mais do que nunca, ‘esperançar’ é preciso. 
 
Esperança e otimismo não são exatamente a mesma coisa. O otimismo se funda em probabilidades, conta com o aleatório, se agarra ao imponderável. O otimismo tem as suas bases em elementos da natureza, quer no pensamento do próprio homem ou em que haja uma ‘serendipidade’, isto é, a descoberta de uma coisa boa por acaso. A esperança, por sua vez, é uma virtude cristã e se fundamenta primeiro no caráter santo, bom e reto de Deus. Do Senhor só temos a esperar coisas boas, que edificam, que nos trazem paz e alegria. A esperança se agarra ao fato de que o Pai é sábio e soberano e que em suas mãos e a partir de suas mãos, as tristezas, as dores e as angústias desta existência, de alguma maneira inescrutável, trabalham para o nosso bem. Não um bem mirado por nós ou definido por nós, mas um bem maior, que diz respeito à nossa vida na eternidade e à correção de rumos nessa vida presente. 
 
A esperança tem os olhos no retrovisor da história, seu chão é o passado e não tanto o presente. Os que fincam a sua esperança no presente logo são consumidos ou pela ansiedade ou pela alienação. Aqui entra o papel extraordinário das Sagradas Escrituras. Elas nos levam ao testemunho da história da fidelidade de Deus e seus grandes feitos em favor do seu povo e de como Ele não trata com indiferença nem mesmo aqueles que o renegam. A Bíblia nos atesta que para Deus nada é aleatório, tudo tem um fim, um propósito determinado pelo Eterno. O texto sagrado nos assegura que para o Altíssimo não existem impossíveis e que no final da história prevalecerá a sua vontade sempre boa, santa e agradável. Também, a Palavra de Deus nos testifica ao coração de que Ele é veraz e que jamais deixou de cumprir uma só de suas promessas. Mas, de maneira subordinada e sempre necessitada de exame pela Bíblia, também a história da igreja e de seus santos ao longo dos séculos revelam o mesmo enredo das Escrituras na vida de pessoas tão comuns e ordinárias como eu e você. 
 
Olhando para trás, a esperança nos enche de forças para suportar o presente e de encorajamento para encarar o futuro. Todavia, a esperança nos liga e ao mesmo tempo nos empurra também para o tempo que ainda não veio. Nos faz esperar pelo futuro sem medos e, até certo ponto, sem surpresas definitivas. A esperança nos faz saber de antemão que mal, morte, alienação não possuem a última palavra sobre a nossa existência. São realidades nas quais estamos inseridos, contudo, são realidades caducas, fadadas a desaparecer, e o bem, a vida e a verdade triunfarão no fim. Nele (Jesus) não há possibilidade de vitória, uma chance para as coisas darem certo no futuro. Absolutamente. Nele (Jesus), somos mais que vencedores e desde já
 
No presente, a esperança é como uma semente que se espalha e rega. Espalhamos a esperança insistindo todos os dias em fazer o bem e jamais nos deixar vencer pelo mal ou pela indiferença (outra forma de mal). A esperança deve ser semeada com gestos concretos de indignação com as injustiças e maldades presentes no mundo. A esperança é depositada no solo da história quando nos dirigimos de maneira intencional ao encontro dos que choram, sofrem privações, são marginalizados, vítimas do descaso ou da violência. Quando usamos as ocasiões e os meios à nossa disposição para tomar o lado certo da história, como fez Jesus: “Foi-lhe entregue o livro do profeta Isaías. Abriu-o e encontrou o lugar onde está escrito: O Espírito do Senhor está sobre mim, porque ele me ungiu para pregar boas novas aos pobres. Ele me enviou para proclamar liberdade aos presos e recuperação da vista aos cegos, para libertar os oprimidos e proclamar o ano da graça do Senhor. Então ele fechou o livro, devolveu-o ao assistente e assentou-se. Na sinagoga todos tinham os olhos fitos nele; e ele começou a dizer-lhes: Hoje se cumpriu a Escritura que vocês acabaram de ouvir" (Lucas 4:17-21), claro, sem a exclusão de quem quer que seja. 
 
Regamos a esperança quando intensificamos as nossas orações unidas às angústias e esperanças da hora presente do mundo, quando intercedemos pelos santos, pedimos em oração a conversão de pecadores e oramos suplicando a Deus que renove a face da terra, trazendo justiça a todos. Regamos a esperança quando não negamos amor, quando recusamos o ódio de qualquer natureza e denunciamos o pecado em qualquer modalidade. A esperança é disseminada entre os homens, é regada e cresce vicejante no mundo quando não desistimos de esperançar. Esperance você também!

É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
  • Textos publicados: 88 [ver]

QUE BOM QUE VOCÊ CHEGOU ATÉ AQUI.

Ultimato quer falar com você.

A cada dia, mais de dez mil usuários navegam pelo Portal Ultimato. Leem e compartilham gratuitamente dezenas de blogs e hotsites, além do acervo digital da revista Ultimato, centenas de estudos bíblicos, devocionais diárias de autores como John Stott, Eugene Peterson, C. S. Lewis, entre outros, além de artigos, notícias e serviços que são atualizados diariamente nas diferentes plataformas e redes sociais.

PARA CONTINUAR, precisamos do seu apoio. Compartilhe conosco um cafezinho.


Leia mais em Opinião

Opinião do leitor

Para comentar é necessário estar logado no site. Clique aqui para fazer o login ou o seu cadastro.
Ainda não há comentários sobre este texto. Seja o primeiro a comentar!
Escreva um artigo em resposta

Ainda não há artigos publicados na seção "Palavra do leitor" em resposta a este texto.