Opinião
20 de agosto de 2026- Visualizações: 10
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A marca suprema: o perdão
Perdoar os inimigos é o autêntico espírito cristão em seu melhor estado
Por Stanley Jones
Chegamos à última marca do cristão, como foi visto em Estêvão: (13) Ele perdoou seus inimigos no exato momento da injúria. “Então caiu de joelhos e bradou: ‘Senhor, não os consideres culpados deste pecado’” (At 7.60). Suas últimas palavras foram uma referência aos seus inimigos. Em vez de pensar em si mesmo em um ato de autopiedade, suas últimas palavras se referiram a eles. Em sua hora de dor, pensar “neles” foi sua maior preocupação. Isso é o cristianismo em ação. Aqui, a maior marca da moralidade chegou ao auge. À parte do episódio do Mestre na cruz, clamando: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”, esse é o mais magnífico espírito cristão já registrado. Perdoar os inimigos é o autêntico espírito cristão em seu melhor estado. A flor esmagada perfuma o calcanhar de quem a esmaga.
Um pai, com o único filho nos braços, observou-o morrer. O médico havia cometido um erro, dando no menino uma vacina à qual ele era alérgico. O pai colocou a criança na cama, pôs a mão no ombro do médico e disse: “Doutor, sinto muito por você”. Ele fez uma oração pelo médico e o perdoou naquele instante! Em seguida, o pai se dedicou a ajudar jovens universitários.
Porém, a pergunta é: “Que bem isso fez? A última palavra vem com força, pois, no final, Estêvão não estava debaixo das pedras? As pedras não venceram?”. Aparentemente sim, mas observemos a sequência. O jovem Saulo estava ali, “consentindo na morte de Estêvão” (At 8.1). Foi assim por um tempo, mas então surgiu algo dentro de Saulo que não aprovou o assassinato, não aprovou Saulo. Aquele rosto, aquela oração de Estêvão; ele não podia esquecê-los! Assombravam-no! Ele começou a rejeitar esses aguilhões. Então, na estrada de Damasco, Jesus veio ao seu encontro; ele ficou cego, foi radicalmente transformado e se tornou o maior cristão de todos os séculos. Estêvão, ao cair, fez Saulo se erguer. Quem venceu: as pedras ou o espírito? As pedras estão espalhadas em alguma estrada da Palestina. O espírito de Estêvão marcha imortal ao longo dos séculos. O espírito vence. O espírito cristão sempre vence. Enterre-o, e no terceiro dia ele ressuscitará. Apedreje-o, e as pedras ficarão espalhadas pelo mundo.
Ó Cristo, eu te sigo, o imortal. Este Caminho é o caminho que contorna tudo, passa por cima de tudo e atravessa tudo, inclusive a morte. Sou muito grato, pois tenho algo que
nada pode conter. O Caminho vence tudo. Amém.
Afirmação do dia: “Não diga: ‘Farei com ele o que fez comigo; ele pagará pelo
que fez’” (Pv 24.29).
Baseado em Lucas 23.32-43.
Artigo publicado originalmente no devocionário O Caminho – Meditações diárias, Stanley Jones (Ultimato).
Imagem: O apedrejamento de Estêvão. Niccolo (Nicolaus) Bambini (Italian, Venice 1651–1736 Venice). Pycril.
REVISTA ULTIMATO – PERDOA-NOS, COMO NÓS PERDOAMOS
A mais comprometedora petição ensinada por Jesus é essa: Deus pede de nós aquilo que pedimos a ele.
O tema do perdão se espalha por toda a Escritura e rege a relação do ser humano com Deus. É provavelmente o conceito que mais realiza conexões com temas da teologia. Sem a menção ao perdão não se discursa sobre o acesso a Deus, a obra da salvação, o objetivo da graça divina nem sobre Jesus encarnado, o amor de Deus, o resgate, a restauração, a missão da igreja etc.
Este é o assunto da matéria de capa da Ultimato 420. Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» O Caminho – Meditações diárias, Stanley Jones
» A Vida Em Cristo, John Stott
» Culpa e Graça, Paul Tournier
» O perdão anuncia coisas estupendas, blog Ultimato
» A oração de Estêvão e a conversão de Paulo: um fruto inesperado da Graça, por Pedro Paulo Valente
Por Stanley Jones
Chegamos à última marca do cristão, como foi visto em Estêvão: (13) Ele perdoou seus inimigos no exato momento da injúria. “Então caiu de joelhos e bradou: ‘Senhor, não os consideres culpados deste pecado’” (At 7.60). Suas últimas palavras foram uma referência aos seus inimigos. Em vez de pensar em si mesmo em um ato de autopiedade, suas últimas palavras se referiram a eles. Em sua hora de dor, pensar “neles” foi sua maior preocupação. Isso é o cristianismo em ação. Aqui, a maior marca da moralidade chegou ao auge. À parte do episódio do Mestre na cruz, clamando: “Pai, perdoa-lhes, pois não sabem o que estão fazendo”, esse é o mais magnífico espírito cristão já registrado. Perdoar os inimigos é o autêntico espírito cristão em seu melhor estado. A flor esmagada perfuma o calcanhar de quem a esmaga.Um pai, com o único filho nos braços, observou-o morrer. O médico havia cometido um erro, dando no menino uma vacina à qual ele era alérgico. O pai colocou a criança na cama, pôs a mão no ombro do médico e disse: “Doutor, sinto muito por você”. Ele fez uma oração pelo médico e o perdoou naquele instante! Em seguida, o pai se dedicou a ajudar jovens universitários.
Porém, a pergunta é: “Que bem isso fez? A última palavra vem com força, pois, no final, Estêvão não estava debaixo das pedras? As pedras não venceram?”. Aparentemente sim, mas observemos a sequência. O jovem Saulo estava ali, “consentindo na morte de Estêvão” (At 8.1). Foi assim por um tempo, mas então surgiu algo dentro de Saulo que não aprovou o assassinato, não aprovou Saulo. Aquele rosto, aquela oração de Estêvão; ele não podia esquecê-los! Assombravam-no! Ele começou a rejeitar esses aguilhões. Então, na estrada de Damasco, Jesus veio ao seu encontro; ele ficou cego, foi radicalmente transformado e se tornou o maior cristão de todos os séculos. Estêvão, ao cair, fez Saulo se erguer. Quem venceu: as pedras ou o espírito? As pedras estão espalhadas em alguma estrada da Palestina. O espírito de Estêvão marcha imortal ao longo dos séculos. O espírito vence. O espírito cristão sempre vence. Enterre-o, e no terceiro dia ele ressuscitará. Apedreje-o, e as pedras ficarão espalhadas pelo mundo.
Ó Cristo, eu te sigo, o imortal. Este Caminho é o caminho que contorna tudo, passa por cima de tudo e atravessa tudo, inclusive a morte. Sou muito grato, pois tenho algo que
nada pode conter. O Caminho vence tudo. Amém.
Afirmação do dia: “Não diga: ‘Farei com ele o que fez comigo; ele pagará pelo
que fez’” (Pv 24.29).
Baseado em Lucas 23.32-43.
Artigo publicado originalmente no devocionário O Caminho – Meditações diárias, Stanley Jones (Ultimato).
Imagem: O apedrejamento de Estêvão. Niccolo (Nicolaus) Bambini (Italian, Venice 1651–1736 Venice). Pycril.
REVISTA ULTIMATO – PERDOA-NOS, COMO NÓS PERDOAMOSA mais comprometedora petição ensinada por Jesus é essa: Deus pede de nós aquilo que pedimos a ele.
O tema do perdão se espalha por toda a Escritura e rege a relação do ser humano com Deus. É provavelmente o conceito que mais realiza conexões com temas da teologia. Sem a menção ao perdão não se discursa sobre o acesso a Deus, a obra da salvação, o objetivo da graça divina nem sobre Jesus encarnado, o amor de Deus, o resgate, a restauração, a missão da igreja etc.
Este é o assunto da matéria de capa da Ultimato 420. Clique aqui e saiba mais. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» O Caminho – Meditações diárias, Stanley Jones
» A Vida Em Cristo, John Stott
» Culpa e Graça, Paul Tournier
» O perdão anuncia coisas estupendas, blog Ultimato
» A oração de Estêvão e a conversão de Paulo: um fruto inesperado da Graça, por Pedro Paulo Valente
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