Opinião
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A epidemia da obesidade: um desafio também para a igreja
Atualmente, no Brasil, 22,4% da população adulta está obesa, com previsão de evoluir para 48% em 2044
Por Adriana Machado Saldiba de Lima e Joselma Rodrigues dos Santos
A sociedade moderna enfrenta mudanças que impactam diretamente a saúde pública. Uma das mais alarmantes é o aumento da obesidade. Considerada uma epidemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade tem crescido exponencialmente nas últimas décadas, sendo um dos mais graves problemas e desafios de saúde do século 21. Atualmente, no Brasil, 22,4% da população adulta está obesa, com previsão de evoluir para 48% em 2044. Essa realidade não distingue homens e mulheres, jovens e idosos, e é verdadeira até mesmo para crianças e adolescentes, comprometendo gerações futuras.
Diante desse cenário, a igreja tem um papel essencial. Ela pode ser um agente transformador e se engajar ativamente, promovendo uma abordagem integrada que contemple a saúde física, emocional e espiritual, conscientizando sobre alimentação saudável e estilos de vida equilibrados, por meio, por exemplo, de palestras com nutricionistas e especialistas em saúde.
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (AT 20.35)
A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
É disso que trata a edição 418. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Pessoas: Humanas e Divinas – Ensaios sobre a natureza e o valor das pessoas, Peter van Inwagen
» A Igreja – Uma comunidade singular de pessoas, John Stott e Tim Chester
» Saúde é vida em abundância, por René Padilla
» A Bíblia fala sobre saúde?, por Cynthia Muniz Soares
Por Adriana Machado Saldiba de Lima e Joselma Rodrigues dos Santos
A sociedade moderna enfrenta mudanças que impactam diretamente a saúde pública. Uma das mais alarmantes é o aumento da obesidade. Considerada uma epidemia global pela Organização Mundial da Saúde (OMS), a obesidade tem crescido exponencialmente nas últimas décadas, sendo um dos mais graves problemas e desafios de saúde do século 21. Atualmente, no Brasil, 22,4% da população adulta está obesa, com previsão de evoluir para 48% em 2044. Essa realidade não distingue homens e mulheres, jovens e idosos, e é verdadeira até mesmo para crianças e adolescentes, comprometendo gerações futuras.O sobrepeso é caracterizado pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo, enquanto a obesidade é uma doença crônica, complexa, progressiva e recidivante que envolve depósitos excessivos de gordura capazes de prejudicar consideravelmente a saúde. A obesidade não só aumenta o risco de condições graves, como diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardíacas, mas também afeta a saúde óssea, a fertilidade, eleva o risco de certos tipos de câncer e compromete a qualidade de vida.
A alimentação tem um papel fundamental nesse cenário, atuando diretamente na prevenção e no tratamento, já que o desequilíbrio entre o que comemos e como gastamos essa energia é um dos principais fatores para a obesidade. O consumo alimentar saudável e equilibrado pode promover o controle da ingestão calórica, manter o metabolismo ativo, evitar picos de forme e compulsão, prevenir riscos de doenças e promover a saúde.
A obesidade transcende o corpo e pode ter repercussões emocionais e espirituais. Muitas pessoas obesas enfrentam estigmatização e discriminação, o que pode levar à ansiedade, à depressão e ao isolamento social, que, por sua vez, impacta o sistema de saúde com custos elevados.
Compreender os motivos pelos quais estamos comendo é fundamental. Compreender os motivadores da relação entre fome, apetite e saciedade resulta em comer com consciência. A motivação para comer ou não deve estar conectada também a esses sinais motivadores e aos contextos do dia a dia. A autonomia é fundamental nesse processo de compreensão do comportamento alimentar para se ter escolhas saudáveis.


Diante desse cenário, a igreja tem um papel essencial. Ela pode ser um agente transformador e se engajar ativamente, promovendo uma abordagem integrada que contemple a saúde física, emocional e espiritual, conscientizando sobre alimentação saudável e estilos de vida equilibrados, por meio, por exemplo, de palestras com nutricionistas e especialistas em saúde.
A igreja pode ser também um espaço de acolhimento e apoio emocional às pessoas com dificuldade de ter comportamentos alimentares saudáveis, oferecendo suporte em grupos de aconselhamento, além de programação específica para reflexão no tema. Esse apoio pode ser fundamental para aqueles que enfrentam dificuldades emocionais decorrentes da obesidade.
A promoção de atividades físicas em grupo, bem orientadas, é outra ação que a igreja pode adotar. Organizar caminhadas, corridas e eventos esportivos não só incentiva a saúde física, como também fortalece os laços, criando um ambiente de apoio mútuo (1Co 12.25).
Por fim, para além das quatro paredes, a igreja pode ampliar seu impacto ao se envolver em projetos voltados à prevenção e redução da obesidade, como oficinas educativas, distribuição de alimentos saudáveis e iniciativas de educação nutricional, beneficiando todos ao seu redor.
A epidemia da obesidade é um reflexo das emergentes mudanças que ocorrem na sociedade, e a igreja é chamada a responder a essa crise de saúde pública, onde está integrado o Corpo de Cristo. A Bíblia ensina o amor ao próximo (Mt 22.39) e o cuidado integral, o que inclui a saúde do corpo. Portanto, a igreja deve incorporar essas questões em sua missão, promovendo não apenas a saúde espiritual, mas também a saúde física e emocional.
Dessa forma, a igreja tem uma grande oportunidade diante de si. Com ações educativas, de apoio espiritual e promoção de hábitos saudáveis, ela pode ajudar a desacelerar o crescimento dessa epidemia – afinal, Jesus veio para nos dar vida, e vida em abundância (Jo 10.10).
- Adriana Saldiba, casada, três filhos, é nutricionista e doutora em ciências pela Faculdade de Medicina da USP, docente, coordenadora e pesquisadora do Programa de Pós-graduação Strictu Sensu em Ciências do Envelhecimento da Universidade São Judas Tadeu.
- Joselma Rodrigues, casada, dois filhos, é nutricionista, mestre em ciências da saúde pela Faculdade de Medicina da USP, pesquisadora colaboradora no Laboratório do Estudo do Movimento do Hospital das Clínicas de São Paulo e supervisora de estágio na Universidade Paulista.
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (AT 20.35)A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
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