Opinião
27 de março de 2009- Visualizações: 70743
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A ciência precisa da religião?*
Diferentemente dos pensadores do século seguinte, aqueles que pavimentaram a estrada para a ciência moderna tanto respeitavam a razão, como criam que a sua importância se assenta em sua conexão com a mente do Criador. A racionalidade pode não ser capaz de responder a cada questão, mas podemos nos apoiar nela até onde ela for, porque é uma faculdade conferida por Deus. Isto certamente contradiz qualquer negação pós-moderna do poder da razão. E também vai contra a visão do Iluminismo tardio de que a razão deveria ser amarrada à experiência empírica de um modo que o sobrenatural fosse eliminado. Longe de um equacionamento de materialismo e racionalismo, a própria racionalidade requer um contexto sobrenatural, de acordo com os fundadores da ciência moderna. A sua crença em Deus deu-lhes a confiança de que o mundo físico, com toda a sua complexidade e vasta extensão, poderia ser compreendido. A ciência não sumariza a nossa experiência passada, meramente, mas pretende mostrar o que nós provavelmente vamos experimentar. Ela está no negócio da predição, tanto quanto no da descrição.
Como matéria de fato histórico, a ciência moderna se desenvolveu a partir de uma compreensão do mundo como criação ordenada por Deus, tendo a sua própria racionalidade inerente. A questão agora é se é possível prosseguir com confiança quando todas as premissas teológicas foram descartadas. Por que o mundo se comporta tão regularmente, ao ponto da ciência ser capaz de fazer generalizações e reivindicações universais sobre a natureza da realidade física?
Por que ele deveria ter tal racionalidade inerente e compreensível às nossas mentes? Por que até mesmo os símbolos altamente abstratos da matemática, uma criação da mente humana, deveriam ser capazes, como parece, de expressar o funcionamento do mundo? Sem um apelo a Deus como a fonte e fundamento da razão, o qual fez o mundo de um modo racional, parece haver pouca probabilidade de prover-se qualquer legitimação externa para a ciência. Porém, assim que expusermos esse fato para ser aceito em seus próprios termos ou recusado, muitos o rejeitarão completamente. E então a visão científica parecerá ser nada mais que o preconceito cultural de uma sociedade particular, num tempo particular.
Isso não apenas restringe a nossa ideia de racionalidade ao que for acessível à metodologia científica; também remove toda a confiança de que a nossa razão esteja equipada para destravar os mistérios do mundo físico. Manter a ciência e a religião em compartimentos separados é negar que elas estejam lidando com o mesmo mundo, e provavelmente implica que a religião não descreve a realidade de modo algum. Ela não teria, assume-se, os poderes para reivindicações de veracidade que a ciência tem.
Como matéria de fato histórico, a ciência moderna se desenvolveu a partir de uma compreensão do mundo como criação ordenada por Deus, tendo a sua própria racionalidade inerente. A questão agora é se é possível prosseguir com confiança quando todas as premissas teológicas foram descartadas. Por que o mundo se comporta tão regularmente, ao ponto da ciência ser capaz de fazer generalizações e reivindicações universais sobre a natureza da realidade física?
Por que ele deveria ter tal racionalidade inerente e compreensível às nossas mentes? Por que até mesmo os símbolos altamente abstratos da matemática, uma criação da mente humana, deveriam ser capazes, como parece, de expressar o funcionamento do mundo? Sem um apelo a Deus como a fonte e fundamento da razão, o qual fez o mundo de um modo racional, parece haver pouca probabilidade de prover-se qualquer legitimação externa para a ciência. Porém, assim que expusermos esse fato para ser aceito em seus próprios termos ou recusado, muitos o rejeitarão completamente. E então a visão científica parecerá ser nada mais que o preconceito cultural de uma sociedade particular, num tempo particular.
Isso não apenas restringe a nossa ideia de racionalidade ao que for acessível à metodologia científica; também remove toda a confiança de que a nossa razão esteja equipada para destravar os mistérios do mundo físico. Manter a ciência e a religião em compartimentos separados é negar que elas estejam lidando com o mesmo mundo, e provavelmente implica que a religião não descreve a realidade de modo algum. Ela não teria, assume-se, os poderes para reivindicações de veracidade que a ciência tem.
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