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Palavra do leitor

Você conhece Deus?

É estranho perceber que grande parcela daqueles que estão nas igrejas e se auto intitulam de servos do Deus Altíssimo, na verdade nada sabem em relação a esse mesmo Deus que eles afirmam servir. Eles, simplesmente não conhecem Deus e nem conhecem o seu poder. Podemos dizer que eles não nem ideia de quem realmente é Deus.

Essas pessoas falam de Deus por aquilo que ouviram falar dEle e não por aquilo que elas conhecem, ou que lhes tenha sido revelado por meio da Santa Escritura. Eles falam aquilo que ouvem nos púlpitos, mas muitas vezes aquilo que é dito nada tem haver com o Deus da Bíblia. Isso acontece porque não estão acostumados a pensar por si mesmos na grandeza e nas perfeições pessoais do Senhor e em Seu caráter divino. Eles não conseguem perceber a grandeza de Sua sabedoria, de Seu maravilhoso poder e Sua infindável misericórdia. Não conseguem adquirir um mínimo de conhecimento de Seu ser, de Sua natureza e de Seus atributos, na forma como está estabelecido pelas Sagradas Escrituras.

Temos assistido inúmeros debates, mas em todos eles evidencia-se a falta conhecimento da pessoa de Deus e de Sua soberania. Não sabem o que a Bíblia fala de Deus! Não conseguem entender o que Davi quer dizer em I Cr.29.11.

Em outros debates percebemos pessoas julgando fazer algo para Deus, como se pudessem suprir alguma necessidade dele, sem perceber que Ele é autossuficiente em Si mesmo, e que de nada, nem de ninguém, Ele tem necessidade. Essas pessoas não conseguem entender o texto de Gn. 1, “no início Deus...”. Não conseguem atinar para o fato de que “no início Deus...” não quer se referir ao “nascimento”, ou “surgimento” de Deus a partir daquele instante; não conseguem focalizar que Deus já existia no tempo em que não havia tempo. Não consegue pensar que nesse tempo (se assim podemos chamar), que é anterior ao próprio tempo, e que foi de toda uma eternidade passada, Deus já existia e habitava só, em si mesmo, na maravilhosa unidade de Sua natureza; ainda que seja pertinente esclarecer que mesmo nesse tempo Ele já subsistia igualmente nas três pessoas divinas, porém, a rigor, nada mais existia e de nada Deus, tinha necessidade.

Não existia céu, ou mar; não havia terra, e nem universo. Não havia nem mesmo anjos para louvá-lo e para adorá-lo, mas Ele era suficiente em si mesmo e não era menos Deus, do que foi depois da Criação concluída, assim como também, depois dela, não se tornou mais Deus. Em toda eternidade passada Deus esteve só, mas esteve completo, suficiente, satisfeito em si mesmo, se de nada sentir falta, ou necessitar.
E por que Deus Criou todas as coisas?

Oras, da não existência, Deus trouxe todas as coisas a existirem por sua soberana vontade e apenas para Sua própria glória e honra. E tudo fez segundo o “conselho de sua vontade” (Ef.1.11). E em nada mudou, porque o Senhor não muda (Ml.3.6).

Devemos entender que mesmo em meio à nossa adoração, Deus nada ganha e Deus, também, nada perde. Ele é suficientemente glorioso em si mesmo. Mas, ainda assim, nossa adoração se faz porque “Digno és, Senhor, de receber glória, e honra, e poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade são e foram criadas.” (Ap.4.11).
Contudo, ainda que, os homens, não possam ser totalmente excluídos de culpa, considero que seus pastores e lideres eclesiásticos também tem boa dose de culpa nessa situação. Isso porquanto não apresentam, e não ensinam o verdadeiro de Deus, e Sua verdadeira face, em meio às suas pregações.

Ao contrário, eles apresentam um deus totalmente diferente do verdadeiro Deus. A maioria dos púlpitos tem apresentando um deus fraco, inseguro e carente; um deus que necessita do homem para se auto afirmar.

Devemos admitir que o deus deles é muito diferente do Deus apresentado em I Tm. 6.15, 16.

A verdade é que o Deus apresentado nos púlpitos é assim reduzido e despido de sua glória, para ser colocado ao alcance de entendimento do homem comum, mas não podemos nunca reduzir Sua majestade e honra, porque na realidade quem dá o entendimento de quem é Deus e o próprio Espírito Santo.

Se por um lado, é fato que não há ninguém que procure a Deus (Rm.3.11); que não existe quem queira de fato conhecê-lo, buscando-o de todo coração (cf.Jr.29.13). Por outro lado, é verdade também, que o homem natural e comum “não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente.”, como diz em I Co.2.14; e que somente o próprio Deus, por meio do Espírito Santo é que pode dar ao homem capacidade para entendermos o verdadeiro “conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo.” (II Co.4.6).

O verdadeiro cristão sabe que está busca deve ser contínua e incessante, entende que a caminhada é longa, perigosa e cheia de armadilhas, mas também compreende a necessidade de se guardar do “engano dos homens abomináveis” (II Pe.3.17), crescendo “na graça e conhecimento de nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.” (II Pe.3.18).

SOli DEO GLORIA!
São Vicente - SP
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