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Palavra do leitor

Rúben, o impetuoso

"Depois chamou Jacó a seus filhos, e disse: Ajuntai-vos, e anunciar-vos-ei o que vos há de acontecer nos dias vindouros; Ajuntai-vos, e ouvi, filhos de Jacó; e ouvi a Israel vosso pai.
Rúben, tu és meu primogênito, minha força e o princípio de meu vigor, o mais excelente em alteza e o mais excelente em poder.
Impetuoso como a água, não serás o mais excelente, porquanto subiste ao leito de teu pai. Então o contaminaste; subiste à minha cama"
(Gn.49.1-4).

Rúben foi o primeiro filho de Jacó, com sua mulher Lia (Gn.29.32). Pouco se sabe sobre ele, mas um detalhe do seu caráter marcou para sempre a sua história. Como primogênito, Rúben tinha responsabilidades e privilégios, entre os quais a expectativa de uma bênção paterna especial, que lhe garantiria a maior parte da herança.

Jacó afirmou que Rúben era o mais alto e mais forte entre seus irmãos. Era excelente. Contudo, seu caráter incluía mais um aspecto importante: Ele era impetuoso. Tal palavra nos traz a ideia de ousadia, força e vitalidade, mas inclui também o sentido de descontrole e ausência de limites.

Qual é a diferença entre a água tranquila e a impetuosa? Não existe diferença física ou química. A água é boa e proveitosa na manutenção da vida, mas o seu movimento descontrolado pode causar estragos, destruição e morte. Assim também, todo ser humano tem o seu valor e potencial, mas o comportamento errado pode colocar tudo a perder.

Rúben era excelente em algumas qualidades, mas não controlava seus impulsos. Era movido pelos desejos. O ímpeto é uma reação repentina, precipitada, sem reflexão, sem espera, sem medir as consequências. Esse tipo de comportamento é um risco que acomete principalmente os mais jovens. Por isso, a palavra de Deus nos ensina a moderação.

A impetuosidade de Rúben fez com que ele praticasse um pecado gravíssimo: possuir a mulher de seu pai: "E aconteceu que, habitando Israel naquela terra, foi Rúben e deitou-se com Bila, concubina de seu pai; e Israel o soube..." (Gn.35.22).

O filho primogênito, embora fosse um herdeiro especial, não era o dono de tudo, e muito menos das pessoas à sua volta. A mulher do pai não seria sua herança. Rúben usurpou os direitos paternos. Nenhum privilégio lhe dispensaria das obrigações referentes ao respeito e à honra. Ele queria todos os benefícios, mas não as responsabilidades.

Na qualidade de filho mais velho, ele deveria ter sido um bom exemplo para os irmãos, mas não foi. Poderia ter sido um líder em sua casa, principalmente na ausência do pai, mas não foi. Por isso, seu nome, embora presente, ficou apagado na história de Israel, perdendo espaço para Judá e José. O sexo ilícito destruiu a vida e a reputação de Rúben, como acontece ainda hoje com inúmeras pessoas.

José, por sua vez, manso e humilde, alcançou o que Rúben não conseguiu com todo o seu ímpeto.

Assim como a primogenitura havia passado de Esaú para Jacó, o mesmo aconteceu no caso de Rúben. Sua primogenitura foi passada para José, que recebeu porção dobrada na terra prometida (1Cr.5.1-2). Da sua descendência vieram duas tribos, Efraim e Manassés, que ocuparam dois territórios em Canaã.

Naquele momento, descrito em Gênesis 49, quando Jacó chamou seus filhos para serem abençoados, Rúben recebeu uma maldição: "Não serás o mais excelente". Nós devemos aprender com a história do filho de Jacó. Não sejamos impetuosos, mas ponderados. O domínio próprio fará toda a diferença na vida dos filhos de Deus, de modo que não nos sobrevenha a maldição, mas apenas as bênçãos do Pai.

Pr. Anísio Renato de Andrade
Igreja Batista da Lagoinha/BH
Belo Horizonte - MG
Textos publicados: 25 [ver]
Site: http://anisiorenato.blogspot.com.br/
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