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Palavra do leitor

Por que afirmam tanto que Deus é amor, mas não justiça?

Primeiro, na língua escrita do Novo Testamento, o koiné, há muitos tipos de amores, dos quais cada um possui seu significado devidamente posto em seus respectivos lugares. Para quem ama o sexo oposto, há um amor exclusivo para isso. Para quem ama o seu irmão, outro amor. Para quem ama seu pai ou sua mãe, um amor só para ele. Para quem ama trair, também há um "amor" específico. Para quem ama jogos egocêntricos, também existe um "amor" que lhe é peculiar. Para muitas coisas, eticamente ou não, os pensadores gregos da época definia com um termo específico para tal, separando legitimamente cada um de acordo com a sua "forma" de amar. Hoje, há aqueles que já introduziram ou aqueles que se alimentam do "eu amo de várias formas" e ainda citam o nome do Senhor dizendo "de várias formas como Jesus amou". Infelizmente eles têm o auxílio da nossa língua e até de versões bíblicas que são muito mais paráfrases do que propriamente Bíblia, onde qualquer sentimento considerado forte por qualquer pessoa, coisa ou situação, independente se vai de encontro ou não à Bíblia, é chamada de amor. Quando Deus envia o seu Filho para salvar os seus e este questiona Pedro, quando Paulo leciona acerca do melhor dom, e quando o apóstolo do amor, João, afirma expressamente que Deus é amor, há somente um termo para este atributo de Deus: agapê.

Segundo, no amor de Deus (agapê) há graça e justiça divinas. Hoje, muitos cristãos se orgulham ao afirmarem ser cristãos. Nem os hebreus tinham esse direito, por que nós teríamos? Orgulho tem a ver com mérito próprio, quando alguém se orgulha de algo, e dependendo do caso não há nada de errado nisso, comemora suas conquistas e méritos. No entanto, quem disse que o fato de sermos a nação de Deus é motivo de comemoração por nossa conquista e mérito? "Não vos teve o Senhor afeição, nem vos escolheu porque fôsseis mais numerosos do que qualquer povo, pois éreis o menor de todos os povos, mas porque o Senhor vos amava." (Dt 7.7,8). Em primeiro lugar, a graça de Deus atua no amor quando ele escolhe, e não nós, o povo que ele determinou para ser seu, sem mérito algum de ninguém, mas apenas por vontade soberana própria e indiscutível. Em segundo lugar, a justiça de Deus se manifesta no amor de forma que não a compreendemos totalmente, livrando o seu povo eleito, por um motivo que só ele sabe, posto para nós como um ato de amor, graça e justiça. Doutra forma nunca conseguiríamos conviver pacificamente sem sequer questionar todo o tempo o porquê deste amor, graça e justiça. Se não fosse assim, a Bíblia não nos diria, por exemplo, que esse amor suplanta nossa compreensão (Ef 3.19), que esse amor é eterno e atrai com benignidade (e não nós que o atraímos - Jr 31.3), que esse amor cura e não vem de outro, senão de Deus (Os 14.4) e que esse amor é exclusivo (Jo 13.1). Assim, sabendo que nenhuma profecia da Escritura provém de particular elucidação, leia a Bíblia com temor e tremor, essencialmente quando ler acerca do amor de Deus.

Por último, no amor de Deus (agapê) existe expiação. Imagine que você e o seu irmão, quando crianças, estão brincando. Você comete um erro grave e seu pai o questiona por ser o mais velho e, de pronto, você culpa o seu irmão. Ele é responsabilizado, leva umas palmadas, é castigado e pelo menos por alguns dias passa a odiar você, afinal, ele não fez nada. A diferença com relação a Cristo é que ele não odeia o povo que seu Pai elegeu para si, ele ama com graça e justiça. E é com graça e justiça que ele assume o nosso lugar, livrando-nos da ira do nosso Pai, assumindo em nosso lugar toda a culpa, sem ter ele cometido falha alguma. Isso é expiação. O amor de Deus nada tem a ver com ele se agradar do homem e por isso elegê-lo, porque este é pecador e distante está da glória de Deus. Nada tem a ver o amor de Deus com Jesus se oferecer ao homem como se fosse uma atração artística, um entretenimento eclesiástico ou uma mercadoria a ponto de apelarem insistentemente: "quer aceitar a Jesus?". Ninguém aceita a Jesus. Jesus é quem convence a quem ele quer. O amor de Deus tem a ver com ele decidir por si próprio nos eleger para a sua eternidade, porque quis. Parem de colorir o manto sagrado de Cristo que foi manchado com seu sangue em favor do seu povo. Soli Deo Gloria.

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