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Palavra do leitor

Para que serve a fé?

"A natureza segue processos, enquanto nós, seres humanos, seguimos eventos e escolhas’’.

2 Samuel 12: 19 a 23

A fé e estendo a religião pode nos oferecer, ainda, um caminho orientador, em meio as lacunas ou aos vazios de um momento marcado por desespero ou perda de esperança? Devo dizer, ao falar de fé, de religião, de crença, de um Messias, de um novo tempo, de um recomeçar, de Deus surge toda uma avalanche de reticências e desconfianças. Afinal de contas, as páginas da humanidade desenham os contornos da fé mais direcionada a justificar a desfiguração do ser humano, a fundamentar atos escabrosos (como a escravidão, a inquisição, a perseguição aos discordantes, a filiação as estruturas contagiadas pelo egoísmo e desencadeadora de um mundo desalmado, desencarnado de justiça e misericórdia, de compaixão e de gratidão, de integridade e dignidade). Durante os derradeiros períodos da minha existência e, acredito, quem me acompanha, assiste e escuta, por meio das redes digitais, percebe, claramente, uma posição de crer em Deus, mas não segundo concebia, quando iniciei minha trajetória cristã e evangélica. Sou honesto, comigo mesmo, Aquele que tudo precede não vai manipular os processos da natureza, a meu bel prazer; não consigo considera-Lo ser um distribuidor de desgraças e malefícios, como doenças, pandemias, vírus mortais, guerras, catástrofes, devastações para enrijecer nossa fé, para nos fazer melhores, para nos tornar mais humildes. Não e não! Vou adiante, não sou adepto das teorias de que Deus está morto, de que nos abandonou ao próprio destino, de que desistiu de suas obras e, em direção oposta, ando sobre as trilhas do Deus que não estende mãos cruéis, de vingança, de atribuir culpas e condenações sobre nós; do Deus que não prometeu nenhum mar de rosas, aqui, no mover e no movimentar da vida; do Deus que, por meio de Jesus, o Cristo, o Kairos das boas notícias, o Logos divino, enfim, o Deus ser humano Jesus Cristo; do Deus compromissado a não virar as costas para nós, a não permitir que ficássemos num oceano de solidão e vazio, com a possibilidade de extrair força e coragem, de extrair esperança e renovo para ir adiante, mesmo diante das tragédias e das perdas esperadas ou não esperadas da vida; do Deus que quer que vivamos a fé na vida, no aqui, no agora, no tempo presente. Sei, muito bem, durante todo o período de Pandemia, pessoas foram e tem sido golpeada duramente, não somente por entes mortos, devido aos efeitos da Covid-19, como golpeados por um desmoronar da vida (da vida familiar, de divórcios, suicídios, abusos, demissões, dívidas e mais dívidas). São receios, são inquietações, são indiferenças, são: o que será de nós, daqui para frente? De certo, valho-me das palavras redigidas para uma, possa afirmar, defesa particular, porque a fé a qual tenho permitido ser gerada, na minha vida, não se filia a uma fé de justificativas, com as perguntas tão correntes, como – o por qual motivo isto me atingiu, aconteceu comigo, me sobreveio ou o que eu fiz para merecer ou receber ou enfrentar tais realidades? Lá no fundo, queremos uma atenuante, como se tudo fizesse parte de um plano maior, como se tudo cooperasse para aqueles que amam a Deus. Aproveito o discorrer das correspondentes colocações e me dirijo ao livro escrito por Martin Gray, um dos sobreviventes do Gueto de Varsóvia e do Holocausto, intitulado de ‘’Por Aqueles que Eu Amo’’, ao qual após a Segunda Guerra Mundial, refez-se, com uma nova vida e, devido ao incêndio, perde tudo, tudo mesmo. A escolha de Martin Gray não se restringiu a ruminar seus anos de existência, nas marcas dos golpes sofridos, embora fizeram partes de sua história, e se inclinou para a conclusão de que a vida deve ser vivida, em favor de alguma coisa e, ouso dizer, em favor da vida, do outro, de nós mesmos para que o futuro comece, a partir do tempo presente, ciente de não ser nenhum passe de mágica, mas de escolhas e de aprendizados. Eis a fé a qual me alinho, a cada dia, sem promessas mirabolantes, sem revelações da boca para fora, sem discursos desvencilhados de escolhas práticas e conscientes. Novamente deve ser questionado, para que serve a fé, para que serve crer num Salvador, Crucificado numa Cruz, ressuscitado e que um dia voltará, ir aos encontros espirituais, todos os domingos, fazer parte de uma comunidade, ver a bíblia como regra direcionadora de nossa fé, qual a valia, a serventia, o sentido, o significado de todas as abordagens feitas, acima? A fé em Deus me ajuda para não desistir da vida, não desistir das pessoas, não soterrar pessoas abandonadas, solitárias, abatidas, por demais, pela vida. A fé em Deus serve para nos valermos de todas as potencialidades disponíveis para aliviar, para curar, para restaurar, para reconciliar, para trazer um novo sabor.
São Paulo - SP
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