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Palavra do leitor

O salário do pecado: a vida como o nada!

"O que podemos esperar da vida? Se a mesma estiver refém de meras satisfações e realizações? Senão o nada! Senão uma idéia de Deus, como um enfeite, em nossa cabeceira de tradições e medos?’’.

Textos de Eclesiastes 2.11 e 3.19-20, como de 1 Pedro 1.24

Se olharmos para a vida humana a partir do livro de Eclesiastes 2.11; 3.19-20 e 1 Pedro 1.24, não seremos poupados de ler as páginas da alienação, da angústia, do vazio, da cobiça, da inveja, do ser humano rebaixado a um mero meio e sujeito as circunstâncias. Tudo parece mesmo uma falta de sentido e de obter significado, assemelha-se a encontrar uma agulha, dentro de um palheiro. Então, será o nosso destino a morte e nada mais? Será que estamos, todos, direcionados a uma liberdade, a viver por viver, como senão houvesse mais questões a serem consideradas? Enfim, condenados a uma liberdade sem nenhum parâmetro de moralidade e transcendência? É só isso aqui e cada um se vire, com suas próprias armas, acabou?

As vezes, sinto não haver sentido no que faço e acredito, como se Deus tivesse se retirado de cena ou muito menos inclinado a alterar essa dimensão de tudo ser desperdício, de ser um vácuo, de ser uma naúsea, de ser uma fraude, de ser uma farsa, de ser uma falsidade. Indo ao salario do pecado ou da alienação ou da dissensão, posso transpor para os mosaicos percorridos pelos homens ora marcados por mentiras, por enganos, por traições, por assassinados, por imoralidade, por não fazer o que é certo, por luxúrias, por ostentações e por uma completa aversão a ser imagem e semelhança de Deus. Não por menos, não estamos e nem dispomos da segurança, da convicção e da certeza do que pode nos acontecer, daqui a alguns minutos ou segundos ou milésimos e como nossa jornada tem um quê ou jeito de efemeridade ou de ser passageira?

É bem verdade, torna-se desapetecível abordar sobre narrativas nebulosas e, indiscutivelmente, concordo, agora, não escrevemos ou temos escrito uma história ou uma biografia que tudo se perde mesmo e, daí, quem se importa, o que adianta ser um contraponto e apontar para um porvir, para um novo tempo, para uma eternidade? Se a vida não passar de um enredo sem livre-arbítrio, sem liberdade e responsabilidade, sem piedade e misericórdia, como se tudo se resumisse a um determinismo categórico (como se tão somente devêssemos aproveitar a vida, no que melhor pudermos), para que falar de arrependimento, para que falar de recomeços, para que falar de fraternidade, para que falar de algo que os liga a valores supremos, a verdades supremas, a idéias supremas que põe a vida humana, como única, singular, imagem e semelhança de Deus?

Na conformação de não haver mais nada, de não haver o Deus Ser Humano Jesus Cristo, não há nada mesmo. Nada a ser pleiteado que nos levem além de nossas ânsias e vontades. O texto de Eclesiastes 2.11 e 3.19-20, como de 1 Pedro 1.24 nos direcionam a observar a vida como a parábola do salário do pecado ou do medo ou da vida sem a incidência da Graça de Deus e embora sejamos prudentes, cuidadosos, coerentes ou impetuosos, inexoráveis e indiferentes, no final da jornada, no fim das contas, no fim de tudo, sem algo que precede a tudo e a todos, tudo terá sido uma perda de tempo, de esforço, de recursos. Sabe será que, como cristãos, não espelhamos um Deus teísta e demônico ou destrutivo que sente remorso por nos ter criado e de distanciou da vida terrena? Será que não tem sido essa a nossa fé, ocupados conosco mesmo e sem o víes de uma crença de modificação ou de uma ligação com o outro, sem demonstrar nenhuma atenção pelo estado de desajuste moral que paira em nosso cotidiano?

Devo dizer e, quiçá ou talvez, possa não ser compreendido por muitos, afinal, apenas num mundo, como esse, marcado pela presença do sofrimento, da angústia, do vazio, do silêncio e da solidão mórbida nos aproximamos de perceber o diferencial da presença de Deus e não estou, com tais afirmações, para fazer apologia ao sofrimento, não e não. Decerto, viver envolve tensão, mudanças que assustam, ações e reações, perdas, não (s), passagens, receios e não seria e não é através desse mundo que extraímos o melhor do que podemos ser, como imagem e semelhança de Deus?

Baruch Há Shem!
São Paulo - SP
Textos publicados: 369 [ver]

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