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Palavra do leitor

O que o álcool em gel tem a nos dizer?

Isaías 26.20

"Meu povo, vá para casa! Tranque bem as portas! Fiquem escondidos por um pouco até que a ira do Senhor contra os seus inimigos tenha passado."

O que tem motivado as compras enlouquecida por álcool em gel? Por que as pessoas tem chegado as vias de fato por um produto que até alguns dias era banalizado? Será que o álcool em gel é a salvação para essa pandêmia ou há outros fatores que levam o álcool em gel ter se tornado a nova serra pelada aqui no Brasil?
Por incrível que pareça compras motivadas pelo pânico aconteceram em outras pandemias também, mas foram pouco documentadas.

Durante a Gripe Espanhola, em 1918, as pessoas esvaziaram prateleiras de Vick Vaporub, nome comercial da pomada criada para desobstruir as vias aéreas durante gripes e resfriados. Agora é a vez do álcool em gel, fotos e vídeos viralizaram nas mídias sociais de pessoas lutando entre si para comprar o estoque de álcool.

O álcool em gel virou um símbolo de segurança, embora não vá impedir que as pessoas sejam infectadas pelo vírus. Quando as pessoas ficam vulneráveis e sensíveis a infecções, aumenta a sensibilidade delas para o que é nojento. Os pensamentos em torno da doença e de uma possível contaminação. As pessoas sentem a necessidade de fazer algo para manter a si e a família em segurança, porque o que mais podem fazer além de lavar as mãos e se autoisolar? É um mecanismo para nos proteger de patógenos.
O álcool em gel é visto, então, como um instrumento para evitar coisas nojentas, infecciosas e vira um símbolo de segurança.

Pode-se presumir que possivelmente as pessoas que estão fazendo compras motivadas pelo pânico são geralmente ansiosas. E que essa pandemia é uma pandemia das redes sociais.
Uma diferença importante entre a atual pandemia e as anteriores é a onipresença das mídias sociais. A mídia social permite reverberações de imagens e vídeos dramáticos em todo o mundo, inflando o senso de ameaça e urgência das pessoas o que leva as pessoas a serem expostas a vários materiais. E o que viraliza são as imagens de corredores e prateleiras vazios, não de pessoas fazendo compras normalmente, como é a maioria dos casos. Por causa da conexão entre as pessoas pelo mundo inteiro, sem se atentar a qualquer orientação oficial, a população parte para uma ilusória estocagem de segurança em nosso país.

Vivemos em uma sociedade muito individualista dominada pelo consumo. No dia-a-dia na grande maioria temos atitudes e pensamentos pouco coletivos e altruístas. Portanto essa corrida aos supermercados está ligada a uma visão sempre negativa do mundo e do outro juntando a isso o individualismo, consumismo, competição e uma sociedade mundial absolutamente ansiosa que vive à base de medicação pra controlar esse estresse, juntando a tudo a virtualidade, fake news e uma manipulação de mercado faz disso uma mistura volátil e explosiva, um palheiro que tem tudo pra pegar fogo.
O que podemos refletir sobre tudo isso é que o medo é o vírus mais sério que pode afetar os seres humanos. Isso nos faz entrar em pânico e adotar atitudes irracionais, como discriminar os outros, desenvolver ansiedade severa e, em alguns casos, causar depressão e perder a capacidade de reinventar.

É hora de colocarmos em prática o que Jesus disse sobre amar o próximo, e não precisamos fazer grandes coisas para isso o simples fato de obedecermos as orientações dadas pelo governo já nos leva a exercitar o amor ao próximo quanto a paciência tudo isso colocando nosso caráter aprova. Como o lema da Itália ao jovens diz: "Jovens, seus avós foram para a guerra. A vocês, só pedimos que fiquem em casa".
"Diz-se a um cego, Estás Livre, abre-se-lhe a porta que o separava do mundo, Vai, estás livre, (…) E ele não vai." Saramago nos ensina, em seu Ensaio Sobre a Cegueira, que, em tempos de quarentena, precisamos revisitar nossas prioridades, "recuperar a lucidez; resgatar o afeto". É necessário reorganizar compromissos, sejam eles familiares, acadêmicos ou profissionais e com Deus. Pois "A pior cegueira é a mental, que faz que com que não reconheçamos o que temos à frente", como escreveu Saramago. Esperemos que esta máxima oriente as nossas ações durante não só este período obscuro da História, mas também no futuro

Encerro com um ensinamento do filósofo Epicteto do século I d.c

"Não são as coisas que nos perturbam, mas a visão que temos dessas coisas.
As coisas em si não nos ferem ou nos criam obstáculos. Nem as outras pessoas. A questão está na forma como as encaramos. São nossas atitudes e reações que nos criam problemas. Sendo assim, até a morte deixa de ser tão importante. É a nossa noção da morte, a ideia que fazemos dela que é terrível, que nos aterroriza. Não podemos escolher as circunstâncias externas de nossa vida, mas sempre podemos escolher a maneira como reagimos a elas. (Lebell, 2006)"
São Paulo - SP
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