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Palavra do leitor

O olhar tridimensional da vida

"Conservemos os nossos olhos fixos em Jesus, autor e consumador da nossa fé" (Hb 12:2)

A percepção que temos da vida pode ser construída a partir de vários olhares, que se divergem ou se complementam. Numa perspectiva tridimensional, ancorada na ótica bíblica, partimos do pressuposto que a vida deve ser percebida sob três olhares: o olhar para dentro (interior), o olhar para fora (exterior) e o olhar para o alto (superior). Assim, propomos refletir sobre cada uma dessas três dimensões que permeiam a vida humana.

Em primeiro lugar, devemos olhar para dentro, trata-se do olhar introspectivo, em que fazemos um autoexame para perscrutar o nosso interior, conhecer o âmago do nosso ser, uma busca à procura de respostas para nossas inquietudes, para os problemas que nos afligem. É o que recomenda o profeta Jeremias: "Examinemos e submetamos à prova os nossos caminhos" (Lm 3:40). Bem como a advertência do apóstolo Paulo: "Examine, pois, cada um a si próprio" (1Co 11:28). Ambos indicam a importância de se fazer uma autoavaliação (conhece-te a ti mesmo) para rever atitudes que precisam ser mudadas. Mas o olhar para dentro pode apontar para uma outra direção: levar o indivíduo para o risco de se achar autossuficiente, ou seja, pensar que consegue viver sem depender da ajuda divina ou das outras pessoas; acreditar piamente na retórica dos livros de autoajuda: "você é capaz". Ou, ainda, ser seduzido pelo determinismo da teologia da prosperidade: "determine e você terá". Uma teologia desprovida de uma axiologia cristã. Eis aqui o perigo de colocar o indivíduo como centro das decisões e/ou realizações.

Em segundo lugar, somos impulsionados a olhar para fora, é aquele olhar que nos aponta para o mundo exterior, onde contemplamos a realidade existencial, que nos direciona para as circunstâncias; buscamos em pessoas, objetos e na natureza alguma forma de inspiração. Olhar para fora precisa estar desvinculado de uma crença frenética no materialismo, onde o que temos passa a determinar quem somos. Cabe aqui a advertência do apóstolo Paulo sobre a necessidade de lutar contra as brechas que nossos olhos podem abrir: "Assim, fixamos os nossos olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno" (2 Co 4:18). Aliás, o próprio Senhor Jesus nos apresenta a sábia admoestação: "Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas" (Mt 6:22-23). Então, precisamos ser cautelosos sobre onde ou em que estamos focando o nosso olhar, para não sermos ofuscado pela fascinação da vida materialista. Por outro lado, olhar para fora é tomar a decisão de sair do aprisionamento da caverna platônica em busca da luz que converge para o conhecimento da verdade (alusão ao Mito da caverna, metáfora criada pelo filósofo grego Platão).

Em terceiro lugar, precisamos olhar para o alto, aquele olhar que nos direciona para a fonte da vida, onde passamos a vê o mundo a partir da perspectiva divina; é o olhar da criatura para o criador, em que tomamos consciência de que somos criados por Deus para uma vida de propósitos. Partindo desse prisma, a nossa existência passa a ter sentido/significado, pois compreendemos que a vida terrena é passageira/transitória, e nos colocamos numa posição de total dependência de Deus, reconhecendo que nele reside a soberania, a majestade, e o poder que rege toda a existência humana. Aqui, somos movidos pelo prisma celestial: "buscando, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça..." (Mt. 6,33). Olhando para o alto encontramos o socorro em tempos de angústias. Aquele olhar do salmista quando diz: "Levanto os meus olhos para os montes e pergunto: de onde me vem o socorro? O meu socorro vem do Senhor, que fez os céus e a terra" (Salmo 121, 1-2). Assim como Davi, é no alto que revigoramos as nossas forças, a nossa fé ganha robustez, recebemos o encorajamento para enfrentar a lida diária, pois sabemos que Ele sempre nos conduz para o porto seguro.

Portanto, fixando o nosso olhar par o alto, temos o discernimento que precisamos para compreender quem somos e o que sentimos; obtemos sabedoria para lidar com os fenômenos visíveis e invisíveis; adquirimos a percepção divina para desenvolver o nosso papel no cumprimento da missão integral - na preservação da natureza, no amor e respeito ao próximo, e no cuidado diário com a nossa vida.

Que o Senhor nos abençoe!
Teresina - PI
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