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Palavra do leitor

O Divórcio e a presença de Deus: será possível?

‘’Como será que acordamos, diante das mudanças, muitas, não esperadas na vida? Quem sabe como a abertura para novos caminhos e desafios ou aquela sensação de sermos inúteis ou os causadores das desordens’’?

Texto de Mateus 11.28-30
As pessoas se casam, ainda hoje, apesar de todo um redemoinho para considerar o casamento, como uma mera escolha, dentro alternativas de se estabelecer um encontro de respeito recíproco, com alguém. Aliás, não há como negar, para certas pessoas, as palavras de ir até o fim, em meio às tensões e contradições, as inquietudes e incertezas, desaguam em remorso, em raiva, em decepção, em frustração, em sentir um gosto que tudo não passou de uma perda de tempo.

Sem sombra de dúvida, não importam os anos, quantos não enfrentam a decisão de continuar com expectativas desmanchadas e sem sentido ou se refazer, partir para um novo momento, ciente de que não serão mais os mesmos e sem fazer disso uma sina de fracasso absoluto? Evidentemente, não estou aqui para apresentar receitas sobre um casamento blindado, intacto, acima das perdas e falências, como sem a finalidade estabelecer discussões de até que ponto as pessoas devem suportar um casamento de aparências. Em direção oposta, procuro me dirigir àqueles que se viram diante da realidade e não da fantasia, de perceber as imperfeições, os defeitos, os vazios do companheiro e vice – versa. Ora, faço tais abordagens, em função de haver um peso desumano, com relação a quem se divorciar e, com ênfase, as mulheres, embora atinja também aos homens, entretanto, parece aquelas carregar uma condenação, como se fossem as responsáveis por segurar todas as situações de um casamento. Além do mais, sem devaneios ou discursos feministas, não consideramos uma mulher divorciada diferente, quando em comparação com um homem divorciado. Lá no fundo, queremos um sentido, em nossa existência, e deixar a marca de que valido a vida, apesar de suas alternâncias e dissabores.

Deve ser dito, o término de um casamento representa a ilustração de um prédio desabado, de um membro amputado, de um trauma de perder alguém com quem traçamos ideais e sonhos, ou seja, a qual causa uma dor, uma raiva, uma vontade de jogar tudo para o alto e de sumir. Por isso, ouso dizer o divórcio e a presença de Deus, sim e sim, porque chama os inseridos no cenário desse tema a não se soterrarem nas ondas bravias das emoções, nos ventos gélidos e cortantes dos afetos, nas lágrimas corrosivas do abandono, em outras palavras, deixar escoar todos os abalos e amarguras.

Ora, faço essas colocações, porque as pessoas que se divorciam são levadas a reter os vendavais ou lançam tudo sobre si mesmas, elegem-se como culpadas e, portanto, devem ser condenadas em acusações e acusações, consideram-se fracassadas, inúteis, desaprovados, em virtude não terem obtido a capacidade para manter o casamento. Dou mais uma pinçada e aproveito a oportunidade para compreender o peso, semelhante a uma bigorna no pescoço de uma pessoa e jogada ao mar, sobre as mulheres. Afinal de contas, atribui-se às mesmas toda a responsabilidade pela saúde emocional, espiritual e existencial do casamento, da família, dos filhos, do companheiro e isso não se amolda a realidade. Vou adiante, o casamento não pela falta de amor, dessa decisão por se transformar, mas acabou por não ser suficiente e o necessário para mantê-lo. Presumidamente, sinta raiva e a lance, sim, durante o caminho das boas novas, não se diminua, porque se apaixonou, não se fecha para redimensionar e reler sua história, inclusive com novas propostas de intimidade. Deveras, não se envergonhe da raiva, não finja com a tristeza e de sentir um fracasso, todavia, não faça disso escombros por onde não a ou o fará ir adiante. As vezes, ao abrir as páginas da vida, percebemos que nem tudo saiu como queríamos, que, ao passar as mãos pelas faces da alma, rasuras ficaram, que, em meio a todas essas constatações, por mais loucura possa ser, há uma Graça que não tem a intenção de nos apontar como um pior, estende suas boas novas para remover sentimentos de ódio e vingança, porque somente vai nos corroer na amargura, no ressentimento. Atentemos, essa Graça permite trilhar pela tristeza, pelo porque não poderia ter sido diferente, porque o que demonstrava ser um belo sonho, agora, não passa de pedaços.

Presumidamente, arrisco o Deus ser humano Jesus Cristo que não faz acepção entre divorciados ou não, entre homens e mulheres, entre ricos e pobres, entre seres humanos, e traz uma coragem, um destemor, uma força, uma gana, uma garra, uma insistência para não ser uma realidade vazia e aponta para não desistir da dinâmica da vida, dos sonhos, da humanidade, do riso e sorriso, das lágrimas e dos momentos de dificuldades.
São Paulo - SP
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