Palavra do leitor
20 de maio de 2015- Visualizações: 2435
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O "Dia do Cigano" e o seu dia-a-dia!
Instituído pelo ex-Presidente Lula em 2006, 24 de maio - o Dia Nacional dos Ciganos – é uma data pouco conhecida e quase nada lembrada!
Presentes no Brasil desde pouco depois do Descobrimento (1574), os ciganos são parte do povo brasileiro, assim como os indígenas e os afrodescendentes.
Mas, nem tudo são flores na vida do cigano brasileiro como ‘pinta’ o governo. Para eles, o ‘Dia do Cigano’ pouco importa; preferem saber o que fazem para ajuda-los na dura realidade do seu dia-a-dia.
Para um cigano, o dia todo e o seu dia-a-dia, pouca coisa muda. Começam o dia sem fazer nada, continuam o dia sem nada fazer e terminam sem ter o que fazer. Sua ‘veia’ comercial é que o impulsiona a se mover do lugar. Aí sim, ele sai, sai em busca de uma boa venda, uma boa ‘gambira’ , isto é, uma boa troca. Só não trocam, e por nada, as suas tradições e costumes milenares. Em sua cultura oral e exótica, língua ágrafa e costumes díspares, não valorizam o conhecimento pelos livros e as letras – 90 a 95 % são analfabetos, portanto sem nenhuma qualificação profissional formal.
Muitos agora possuem casas mas na menor oportunidade de aluga-la e ter uma ‘rendazinha’, não titubeiam, voltam pra morar na barraca. Sua vida simples e descomplicada é marca desse povo retirante que está sempre pronto para sair, sem pressa de chegar e sem interesse em se radicar.
O povo cigano sabe quem é e quem . Muito espertos, eles dizem: “você não é cigano porque não é cigano! Se você fosse cigano eu nem ia pensar diferente sobre você” ... todo cigano sabe quem é quem não é cigano”. Por ser uma minoria étnica, o critério de exclusão é determinante quando se refere à ciganicidade. Uma marca desse povo é a sua descendência pela linhagem familiar – “fulano é cigano porque é filho de ciclano e filho de beltrano”, dizem - conhecimento esse transmitido de geração a geração pela oralidade. Ser e saber qual é sua família é determinante para indicar a ancestralidade pois a família é o centro da sociedade cigana.
Pouco conhecidos, nada desejados quase nenhum interesse despertam... nem mesmo da Igreja.
Mas essa realidade está mudando. Ministérios e iniciativas missionárias, a cada dia, começam a surgir com foco na evangelização desse grupo étnico.
A APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais – há dois anos aprovou e apoia o Projeto “ A-Tenda ao Povo Cigano” - uma iniciativa missionária com abordagem transcultural e contextualizada que possui três objetivos centrais: Evangelizar, Plantar Igreja étnica e Treinar obreiros autóctones.
Informe-se, apoie e divulgue essa iniciativa missionária.
Escreva para o e-mail: rrgoulart@gmail.com (missionário Reginaldo Goulart – coordenador do Proj. “A-Tenda ao Povo Cigano”)
www.apmt.org.br
Presentes no Brasil desde pouco depois do Descobrimento (1574), os ciganos são parte do povo brasileiro, assim como os indígenas e os afrodescendentes.
Mas, nem tudo são flores na vida do cigano brasileiro como ‘pinta’ o governo. Para eles, o ‘Dia do Cigano’ pouco importa; preferem saber o que fazem para ajuda-los na dura realidade do seu dia-a-dia.
Para um cigano, o dia todo e o seu dia-a-dia, pouca coisa muda. Começam o dia sem fazer nada, continuam o dia sem nada fazer e terminam sem ter o que fazer. Sua ‘veia’ comercial é que o impulsiona a se mover do lugar. Aí sim, ele sai, sai em busca de uma boa venda, uma boa ‘gambira’ , isto é, uma boa troca. Só não trocam, e por nada, as suas tradições e costumes milenares. Em sua cultura oral e exótica, língua ágrafa e costumes díspares, não valorizam o conhecimento pelos livros e as letras – 90 a 95 % são analfabetos, portanto sem nenhuma qualificação profissional formal.
Muitos agora possuem casas mas na menor oportunidade de aluga-la e ter uma ‘rendazinha’, não titubeiam, voltam pra morar na barraca. Sua vida simples e descomplicada é marca desse povo retirante que está sempre pronto para sair, sem pressa de chegar e sem interesse em se radicar.
O povo cigano sabe quem é e quem . Muito espertos, eles dizem: “você não é cigano porque não é cigano! Se você fosse cigano eu nem ia pensar diferente sobre você” ... todo cigano sabe quem é quem não é cigano”. Por ser uma minoria étnica, o critério de exclusão é determinante quando se refere à ciganicidade. Uma marca desse povo é a sua descendência pela linhagem familiar – “fulano é cigano porque é filho de ciclano e filho de beltrano”, dizem - conhecimento esse transmitido de geração a geração pela oralidade. Ser e saber qual é sua família é determinante para indicar a ancestralidade pois a família é o centro da sociedade cigana.
Pouco conhecidos, nada desejados quase nenhum interesse despertam... nem mesmo da Igreja.
Mas essa realidade está mudando. Ministérios e iniciativas missionárias, a cada dia, começam a surgir com foco na evangelização desse grupo étnico.
A APMT – Agência Presbiteriana de Missões Transculturais – há dois anos aprovou e apoia o Projeto “ A-Tenda ao Povo Cigano” - uma iniciativa missionária com abordagem transcultural e contextualizada que possui três objetivos centrais: Evangelizar, Plantar Igreja étnica e Treinar obreiros autóctones.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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