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Palavra do leitor

No reio do pé da igualdade!

‘’O ser humano se humaniza, por meio dos caminhos da esperança, do partilhar e compartilhar ao redor da mesa do diálogo, de perceber que o outro não deve ser visto como nosso carrasco, nosso inimigo, nosso alvo a ser derrubado, mas em nosso próximo; agora, sempre me pergunto, como, se sou inclinado a uma fé sem o contraponto’’?

Texto de Lucas 10: 38 - 42

O episódio de Marta e Maria nos leva, de imediato, a uma leitura do perigo do ativismo versus da questão do escutar e da quietude, de escolher pelas palavras vindas do alto e não se ater as corriqueiras agendas do cotidiano, de ser não pau para toda obra e ser mais imerso ao eterno.

Seja qual forem as outras conceituações e pontos a destacar, dentro da cultura do oriente médio, com ênfase a vivenciada por aquelas duas mulheres, porque uma mulher ao redor de vários homens adquiria contornos de uma conotação de reprovação e isto se estendia para as demais da família. Eis, aqui, o receio de Marta de não ser bem vista, de passar a ser descartada, de olharem para as mesmas como se não fossem merecedoras de honra e puridade.

Em linha diametralmente oposta, Jesus joga as cartas na mesa, apresenta uma justiça que excede, que vai além, que transcende, que extrapola e desenha a nossa condição de seres humanos, imagem e semelhança do Deus ser humano Jesus Cristo. Destarte, naquela sala, Maria, naquela cozinha, Marta, todas pertenciam ao Reino do pé da igualdade. Deve ser dito, a igualdade de filhos e filhas, com suas idiossincrasias, com suas particularidades, com suas especificidades de um ser de afetos, de criação e criatividade, de conhecimento e informação, de abraços e lágrimas, de tensões, de ambiguidades e ambivalências, sujeitas as aleatoriedades da vida.

Sim e sim, o Kairos para todos nos leva aos saltos de questões de gêneros, de tal ou qual distinção, de ser macho ou fêmea, de ser masculino ou feminino, de ser alfa ou ômega, de ser de marte ou de júpiter, de ser xx ou xy, porque aborda a constituição de seres humanos, aptos a partilhar e compartilhar o diálogo ao redor da mesa chamada humanidade, a humanidade dos laços familiares, dos vínculos sociais, das conversas nas esquinas da vida, nas universidades, no trabalho, no ponto de ônibus, nas reuniões e, enfim, nos encontros e reencontros de quem vive, encontra – se no palco da vida e não desistiu de seus enredos.

Tristemente, quantas pessoas sufocadas por causa de tais julgamentos de categorizações, hierarquizações, de divisões e subdivisões, de castas, de considerados bons e maus, de certos e errados, de exemplos e reprovados. Não por menos, no Reino do Pé da Igualdade, não há divorciadas, não há mães solteiras, não há quem não casou, não há tatuado, não as picuinhas de tal ou qual estilo, de usar brinco ou Pierce, mas sim há seres humanos, remidos, restaurados e reconciliados, nas categóricas palavras: tudo está consumado.

Vou adiante, o consumado e, por tal modo, posso me refazer, posso reabrir o diário da minha história e prosseguir para o alvo, de poder andar pelos corredores do passado e sem me remoer, em culpas e condenações, de ser livre para viver a liberdade, em responsabilidade pelo outro. Sem sombra de dúvida, Marta temia, palpitava o que vão dizer, o que vão imaginar, o que vão conceber, tanto de mim quanto de minha irmã?

Afinal de contas, não era para menos, principalmente, se observamos para o cenário de uma cultura reducionista da mulher e o quanto sua integridade se atrelava a critérios a léguas de distância do evangelho das boas novas. Mesmo assim, Jesus descortina os caminhos da Graça e acena para todo ser humano, não repudia, não rebaixa, não elege pessoas de primeira, de segunda e ou de classes terceiras.

Faz-se anotar, ao redor da sua presença, sua sombra serve como um manto de esperança, a esperança de creditar e acreditar de haver um amor de decisão, por cada um de nós, ao qual influencia, impacta e irriga cada uma das nuanças da nossa existência, abranda, alenta, adoça, afaga e não nos aliena.
São Paulo - SP
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