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Palavra do leitor

No rastro da desilusão

‘’Vivemos um momento, pelo qual, embora tenhamos tantos caminhos de supostas conexões, tudo indica que nos leva a nos escondermos da vida ou acreditarmos que podemos’’.

Texto de Gênesis 5: 4

A narrativa da história de Adão e Eva povoa pelo imaginário e interpretação não somente dos denominados cristãos, como inclusive dos não. De certo, conforme descrito, relatado e retratado no livro do Gênesis, tiveram a oportunidade de trilhar por uma vida perfeita e em harmonia, com a natureza, com o universo e consigos mesmos. Em meio a uma realidade, a qual, a princípio, todos ou quase todos aprovaríamos, terminam expulsos do Jardim do Éden e, agora, com os desafios de enfrentar os fracassos, as desilusões, os fiascos, perceber que nem tudo são nascentes de rosas, porque tem espinhos que se fincam em nosso ser e nos acompanham. Sem sombra de dúvida, na trajetória de suas vidas, ambos não podem fingir os rastros da desilusão, de que há situações de perdas e rupturas não esperadas, de a nossa expectativa por um cenário com felicidade, no desdobrar dos anos, encontramos o acervo do abandono, da ingratidão, de ser trocado. Ora, venho, aqui, tecer comentários depreciativos e pesarosos, de que não vale a pena ir adiante? Não!

Digo isso, porque tanto Adão quanto Eva, diante das perdas, ali no Eden, e, agora, com Caim e Abel, ambos com mortes significativas (um assassinado e o outro com a morte de não se refazer, como um proscrito, um errante). Faz-se observar, após esse episódio, tiveram a opção de juntar os cacos, de não se remoer, de escolher quem errou mais ou menos, quem se omitiu mais ou menos, quem se acorvadou mais ou menos, acredito, olharam-se e prosseguiram, com os pedaços dos sonhos e ideais, as quais podiam alentar, referente aos seus dois filhos. É bem verdade, embora a tarefa não tenha sido fácil e não foi, porque as manchas permanecem enraizadas, todavia, isso não representa a totalidade do que somos, ainda, ou seja, humanos, dotados da oportunidade de escrever a vida com compaixão, com destemor, com imaginação, com criatividade, com alegria e isso não significa uma alienação do acontecido. Afinal de contas, Caim personificava a morte do se refazer e Abel a morte das interpretações precipitadas. Vou adiante, quantos divórcios, quantos demissões, quantas preferências, quantas traições, quantos abandonos, quantas partidas e a lista se desdobra, porque viver envolve escolhas e decisões nem todas com um final feliz, todavia, pode nos abrir para uma maneira toda singular de andar pela vida. Deveras, as pressões e os pesos de cada dia, as incertezas e as inquietudes de quem escolhe, de quem trilha pela liberdade nos assusta e incomoda. Agora, o que seria da humanidade, sem isso? Retomo a falar de que Adão e Eva espelham os cenários de redações que nem todos os finais foram felizes e, sem fugir dessa constatação, não renunciaram dessa dádiva de escolher e decidir e, ao redor de tais, sem o ensejo de uma sombra de culpa e condenação, extraiam um vigor de ir adiante, percebiam um chamado que os faziam saltar, com suas rasuras, com seus borrões, com seus fragmentos, com suas oportunidades de se perceberem o quanto são além dos rótulos, dos clichês, dos jargões, do que vão achar, considerar e estabelecer.

Deveras, Adão e Eva falharam como pais, posso até reconhecer e dizer sim, entretanto, isso não os sepultou a terem esses eventos como uma sina, um fardo, uma penitência, uma maldição. Arrisco enfocar, foram protagonistas de suas histórias, não imunes as circunstâncias e as vicissitudes da vida, com um maior capacidade de lidar com os vendavais das mudanças. Observa-se, ao lado, valho-me de haver uma Graça, de um Deus que senta, ao lado, e escuta, que não vem com uma caixinha de respostas artificiais para tudo, porque a cura do nosso ser se forja no encontro e reencontro, de olhar, para trás, e perceber que os rastros da desilusão não me sentenciam.
São Paulo - SP
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