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Palavra do leitor

Jesus não dava murro em ponta de faca

Toda criança vem ao mundo precedida por uma multidão de expectativas. Com Cristo não foi diferente. José e Maria não investiram pesado para que o menino fosse aprovado em medicina ou direito pela USP, mas certamente, como pais, nutriam muitas expectativas humanas diferentes daquelas oriundas das profecias. Eram expectativas humanas. Naturalmente! Os pais sempre têm, consciente ou inconscientemente, planos, sonhos e destinos para seus filhos.

Se fazia necessário que Jesus, se desvencilhasse de toda a expectativa humana para então realizar a vontade do Pai. Para isso, o Mestre se utilizou de diversas estratégias para informar à sua família, a seus discípulos, aos seguidores, a Pilatos, à Roma e ao mundo qual era sua verdadeira missão aqui (e por vezes o que não era sua missão). Eis como então Jesus venceu o mundo.

Pode parecer óbvio, mas com frequência transformamos a Missão de Cristo na terra em argumento para nossas próprias "causas". Deixamos de ser servos e fazemos Dele ministro de nossa própria agenda religiosa, intelectual ou ideológica. Nessas circunstâncias, Jesus se torna expoente de causas esquerdistas: o evangelho é encaixotado no socialismo. Ou, por outro lado as palavras de Cristo são empregadas para legitimar e estimular uma vida regada a luxo, riquezas, prosperidades e ostentações de toda espécie.

Quando não (re)conhecemos a missão de Jesus aqui, então fazemos dele instrumento das nossas próprias "causas". Não é de se espantar que costumeiramente somos tentados a militar (brigar) por Cristo, pelo cristianismo, pelos valores cristãos. Saímos ferozmente em ataque a tudo aquilo que ofenda às sagradas escrituras ou a igreja. Lutamos diariamente nas redes sociais contra o aborto, uso de drogas, homossexualidade, ideologia de gênero, partidos político, feminismo etc. Somos cristãos militantes?

Outra questão é: "Jesus, ele mesmo era um militante?" Jesus usava a maior parte do seu tempo lutando contra ideologias contemporâneas ou desmistificando falsos deuses e profetas? Não! Ele passava a maior parte do Seu tempo dedicando a Sua própria vida para outras vidas e quando não estava ocupado com vidas Ele estava buscando ao Pai.

Isto não significa dizer que Jesus era conivente, indiferente ou que ele ignorava a existência de ideologias satânicas."Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo" (1 João 3:8). Porém Ele sabia que Sua luta não era "contra carne nem sangue"(Efésios 6.12). Isto é, Ele não atacava a carne (de outrem) para alcançar resultados espirituais. Isso é uma tremenda ingenuidade e, desta ingenuidade nós padecemos. Por vezes até mesmo alegamos que se trata de uma "defesa da fé". Mas quando se fala de fé neste particular o que se pensa é na religião e não da fé em nós gerada pela autoria do Senhor Jesus(Hebreus 12.2). Que melhor defesa da fé existe do que um coração que busca ao Senhor em oração, bem como procurando conhecer e obedecer as Sagradas Escrituras?

Atacamos pessoas para vencer ideologias e esquecemos que essas pessoas (assim como nós mesmos) são o principal alvo da "causa" de Deus. A Causa de Deus é a reconciliação do homem consigo e esta causa é fruto do Seu amor, graça e justiça. A Causa de Jesus era a mesma Causa do Pai. Não vejo como um Cristão pode ter como principal causa algo diferente desta que foi vivida e ensinada por Jesus. O alvo da "militância" de Jesus era e é o seu e o meu coração. Em seu livro, "Liderança com Integridade", Ronaldo Lidório observa que: "não é em palácios, praças, ruas que as maiores lutas são travadas, mas no coração".

Todas as vezes que formos movidos pela intensa vontade de mudar o mundo, mas essa vontade for totalmente descompanhada do Amor do Pai, então é uma pseudo-causa Cristã. Sem o Amor do Pai, toda causa é sem valor (I Coríntios 13.3). É apenas engodo e isto é bem perigoso. Veja que o próprio Jesus nos advertiu acerca de pessoas que viveram em função de muitas causas aparentemente cristãs, mas que Ele mesmo não as conhece (Mateus 7.22-23).

Senhor, Senhor, não lutamos contra os inimigos da fé, contra a legalização do aborto e a liberação da maconha? Não combatemos pelos valores da família cristã?

Irmãos, existe um sentido inteiramente diferente pelo qual Paulo diz: "Combati o bom combate"(II Timóteo 4.7). Seguramente é este "o combate" que quero combater. Sem me conformar com o mundo suas ideologias (Romanos 12.2), "guardando a fé" e "buscando em primeiro lugar o reino de Deus e a Sua Justiça, sabendo que todas as outras coisas foram acrescentadas(Mateus 6.33).

Com tudo isto não quero dizer que devamos ser inertes, indiferentes, acostumados, ignorantes ou até mesmo simpatizantes de ideologias contrárias ao evangelho de Jesus. Antes lembremos de que devemos sempre nos posicionar sem negociar a fé, mas com discernimento para não esquecermos o alvo da graça e do amor de Cristo. Ou de forma mais clara e objetiva como um provérbio que minha esposa costuma recitar:

"Jesus não dava murro em ponta de faca"
São Luis - MA
Textos publicados: 1 [ver]
Site: http://psicologiaselvagem.blogspot.com
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