Palavra do leitor
25 de maio de 2011- Visualizações: 1674
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Artigo publicado em resposta a Inquisição que não mata, mas tenta silenciar
Inquisição que não mata, mas ainda tenta silenciar (2)
Também estou profundamente decepcionada com o posicionamento desta revista em relação a exclusão do colunista Ricardo Gondim. Não pode ser outra a minha conclusão senão a de que vocês não sabem o que fazem (nem querem saber) e só fazem acirrar a intolerância ao invés de encarar o problema de frente, seja nas igrejas, nas revistas, na política. A bancada evangélica está falando por si própria, conforme interesses próprios, não está representando a parcela de cristãos insatisfeita [QUE QUER MUDANÇA] pela forma como as minorias são tratadas em suas relações institucionais e civis.
Lembro-me do que John Wesley fez pelos escravos na Inglaterra. E que foi perseguido por isso. E agora Gondim, três séculos após Wesley, é uma voz apostólica que clama para que, assim como os negros outrora, os homossexuais não sejam tratados como animais.
Não estou exagerando: por definição, os animais são considerados objetos perante a lei e não são sujeitos de direito. É a nessa condição, ressalte-se: a de animais, que querem fazer permanecer os homossexuais, quando não reconhecem que eles são sujeitos de direitos e de obrigações na nossa sociedade.
A grande contradição é que estamos falando isso num contexto de um país que optou a duras penas ser democrático de direito. Mas de fato nem mesmo há o espaço para a discussão, tão pouco para o direito, pois querem fazer-se prevalecerem “vozes crentes de quem não lê, não pensa” que impõem aos outros a própria miséria. Tem homossexual apanhando todos os dias. Tem homossexual sem a perspectiva de uma vida justa e igualitária. Tem líderes religiosos silenciados porque defendem a igualdade civil entre as pessoas. Enquanto isso, a igreja se fecha, exclui pastores e não se fala mais nisso. Nesta revista, uma luz se apagou com a saída do Gondim.
Lembro-me do que John Wesley fez pelos escravos na Inglaterra. E que foi perseguido por isso. E agora Gondim, três séculos após Wesley, é uma voz apostólica que clama para que, assim como os negros outrora, os homossexuais não sejam tratados como animais.
Não estou exagerando: por definição, os animais são considerados objetos perante a lei e não são sujeitos de direito. É a nessa condição, ressalte-se: a de animais, que querem fazer permanecer os homossexuais, quando não reconhecem que eles são sujeitos de direitos e de obrigações na nossa sociedade.
A grande contradição é que estamos falando isso num contexto de um país que optou a duras penas ser democrático de direito. Mas de fato nem mesmo há o espaço para a discussão, tão pouco para o direito, pois querem fazer-se prevalecerem “vozes crentes de quem não lê, não pensa” que impõem aos outros a própria miséria. Tem homossexual apanhando todos os dias. Tem homossexual sem a perspectiva de uma vida justa e igualitária. Tem líderes religiosos silenciados porque defendem a igualdade civil entre as pessoas. Enquanto isso, a igreja se fecha, exclui pastores e não se fala mais nisso. Nesta revista, uma luz se apagou com a saída do Gondim.
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