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Palavra do leitor

Hora de agradecer

Há duas palavras, melhor dizendo, dois sentimentos, quiçá duas atitudes que devem sempre estar presentes em nossas vidas, em todos os nossos procedimentos: perdão e agradecimento.

É inerente ao perdão: reconhecimento que errou/que pecou, arrependimento (Mt 4.17), confissão a Deus (Jo 1.9), confissão ao ofendido (Tg 5.16), abandono do pecado (Pv 28.13).

Li, certa feita, em um Devocionário Boa Semente, que "na hora de pedir, forma-se uma grande multidão, mas, na hora do agradecimento, poucos aparecem"; todavia, a Palavra de Deus nos ensina: "Em tudo dai graças; porque esta é a vontade de Deus em Cristo Jesus para convosco" (1Ts 5.18).

Quando escrevo meus artigos, creio que Deus dá o "tema" e, também, dá o "texto" simultaneamente, ou seja, já estão ambos na mente, no coração, bastando apenas sentar em frente ao computador e digitar.

Há momentos nos quais é diferente; quando acordei o tema "agradecimento" já estava mexendo e questionando na minha mente: "agradecer o quê", pois, aparentemente, faltava o texto.

Após o desjejum fiz as atualizações bíblicas diárias em minhas redes sociais, mas faltava o texto e questionei novamente: "Senhor cadê o texto? inspira-me!"

Passou pela minha mente, enquanto ligava o computador, uma "estória" que circula nas redes sociais, cujo texto não memorizei, mas o contexto sim: a estória se refere a um rei que tinha como servo um homem cristão, muito temente a Deus, que agradecia a Deus por tudo.

O rei saiu para caçar e foi pego por um leão; questiona-se: "mas como se o servo havia orado rogando a Deus para poupar a vida do seu senhor?" - a fera chegou a comer um dos dedos da mão do monarca, mas o deixou caído e escapou.

Imediata e novamente o servo agradeceu a Deus, em voz alta, por ter atendido a sua oração; espantado, o rei, então, questionou: "como você agradece a Deus se eu fiquei sem um dos meus dedos?"

Tendo esquecido do incidente, tempos depois, o rei foi caçar novamente, quando foi aprisionado por uma tribo de canibais; o servo não foi pego pois estava escondido orando pelo rei; os canibais já estavam aquecendo a água, em um caldeirão, para fazer um belo prato com o corpo daquele monarca.

Para surpresa de todos a cerimônia foi interrompida, o cacique libertou o rei e disse que o seu deus não aceita como "sacrifício" uma pessoa com defeito; o rei, muito vaidoso e indignado, questionou: - "como com defeito? eu sou um homem perfeito!"

Foi a vez do canibal esclarecer que esse homem era imperfeito para o sacrifício tendo em vista que lhe faltava um dos dedos; o alívio foi completo!

Saindo do esconderijo, o servo encontrou o rei em fuga e, ouvindo dele a história, disse que ia orar agradecendo a Deus por ter o leão poupado a vida do monarca; sim, disse ele, não fosse o leão lhe ter comido o dedo e vossa majestade não teria sido preservado da panela da tribo canibal.

Retomando o assunto, eu tinha o tema, mas questionava pela falta do texto; aí o computador, finalmente, completou a inicialização e lá estava uma reflexão que há anos escrevi para o Devocionário da Igreja Metodista, "No Cenáculo", abaixo transcrito.

SEXTA-FEIRA, 09 DE JULHO DE 2004

A mão de Deus

Leia Rm 8.26-39

Sabemos que todas as coisas cooperam para o bem daqueles que amam a Deus, daqueles que são chamados segundo o seu propósito (Rm 8.28).

Em novembro de 2003, após três dias de cólicas, tivemos uma forte crise gastrointestinal. Por telefone, o endocrinologista recomendou medicação e dieta. No dia seguinte, a cardiologista não concordou, e recomendou uma consulta com um gastroenterologista.

Este especialista perguntou se havíamos ingerido algum alimento fora da rotina. Diante da resposta negativa, solicitou um exame denominado vídeo-colonoscopia.

O exame detectou um pólipo no intestino, mas o médico disse que tudo estava bem. Quando perguntado sobre a retirada do pólipo, ele respondeu: "Já foi retirado, por isso este exame é bom".

A posterior biópsia revelou que não havia aparência de malignidade.

Lembramos ao médico que estávamos tomando um remédio novo, receitado para enxaqueca. Ele atinou, então, com a razão da crise gastrointestinal, trocando a medicação.

Deus é fiel! Não fosse o remédio "errado", já substituído, não haveria a crise, não seria feito o exame e não se detectaria, precocemente, o pólipo, antes que pudesse se tornar maligno.

O próprio médico que receitara o medicamento reconheceu: "Graças a Deus que receitei um remédio errado".

ORAÇÃO: Senhor, Te agradecemos porque os Teus caminhos não são os nossos caminhos, e porque a Tua mão protetora está sempre agindo em favor dos que Te temem. Em nome de Jesus. Amém.
São Paulo - SP
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