Palavra do leitor
02 de julho de 2011- Visualizações: 1951
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Homossexuais: ordenação e sacramentos
"Os preceitos mais importantes da lei, a justiça, a misericórdia e a fé" (Mateus 23: 23).
O que os Evangelhos nos ensinam? Que a missão de Jesus era um movimento de inclusão no seu reino dos marginalizados da sociedade e da religião da sua época: crianças, mulheres, doentes (cegos, leprosos etc.), publicanos, samaritanos e outros. Para cada um destes há várias passagens nos Evangelhos que ilustram a questão.
O seu reino estava aberto até aos criminosos, pois Jesus disse que "achando-me... preso e não fostes me visitar." (Mateus 25: 43), e comparou-se a tais criminosos (e outros marginalizados), dizendo "sempre que deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer." (Mateus 25: 45).
E o que o livro de Atos nos ensina? Que a Igreja nos seus primeiros dias incluiu, ao contrário do que as Escrituras (o que hoje conhecemos como Antigo Testamento) diziam, os gentios. As mesmas Escrituras que Paulo elogiou em II Timóteo 3: 16: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça". Ele não estava falando do Novo Testamento. Ele estava falando do Antigo Testamento, em que os gentios estavam marginalizados da Aliança de Deus com a humanidade, mas que ele ousou reinterpretar (ou relativizar, termo que para muitos é considerado uma palavra obscena) e, por isso, hoje é conhecido como o apóstolo dos gentios.
A exclusão dos homossexuais da Igreja é semelhante à tentativa de judeus da Igreja dos primeiros dias em querer circuncidar os gentios. Vou citar apenas dois textos sobre tal questão: “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós?” (Atos 15: 10); e, a Pedro, Deus disse “Ao que Deus purificou não consideres comum.” (Atos 10: 15).
A Bíblia expressa um claro movimento de abertura. Há muito exemplos, mas preciso ter cuidado para não ser exaustivo. Primeiro, o Deus que exige o sacrifício de animais. Depois, Jesus que elimina a necessidade de sacrifícios. Mesmo dentro do judaísmo do Antigo Testamento, a fé no Deus conquistador de Josué, que é o Deus de apenas um povo, não é a mesma fé em Deus, um Deus universal, expressa em Isaías 49: 6: “... também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Um dos momentos de crise de fé para os judeus, que contribuiu para a mudança na concepção de fé em Deus, aconteceu no cativeiro da Babilônia, que pode ser expressa no Salmo 137: 9: “Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra.”.
Não sou partidário do relativismo total. Creio que toda situação deve ser julgada à luz dos elementos materiais e culturais contemporâneos, considerando a diversidade local, diversidade étnica, de tradições etc.. Logo algo que é aceitável em uma época, a pedofilia, por exemplo, torna-se condenável em outra. Da mesma forma, o trabalho infantil e a escravidão, por exemplo. Não posso querer transformar a minha ética pessoal em regras universais e atemporais.
No século XIX, cristãos contribuíram para o fim do tráfico de escravos da África. No século XX, houve a inclusão dos negros na Igreja na maior parte dos Estados Unidos. Penso que hoje, início do século XXI, é um desafio propiciar a inclusão plena dos homossexuais na Igreja, inclusive o acesso aos sacramentos e à ordenação.
Para mim, isto faz parte do que Jesus disse “aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e OUTRAS MAIORES FARÁ...” (João 14: 12). E fará inspirado na Palavra de Deus, que é o próprio Jesus, auxiliado pelo estudo cuidadoso das Sagradas Escrituras, cheio do Espírito Santo, que nos capacita para toda boa obra.
Por fim, o Salmo 32: 8 diz “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.”.
O que os Evangelhos nos ensinam? Que a missão de Jesus era um movimento de inclusão no seu reino dos marginalizados da sociedade e da religião da sua época: crianças, mulheres, doentes (cegos, leprosos etc.), publicanos, samaritanos e outros. Para cada um destes há várias passagens nos Evangelhos que ilustram a questão.
O seu reino estava aberto até aos criminosos, pois Jesus disse que "achando-me... preso e não fostes me visitar." (Mateus 25: 43), e comparou-se a tais criminosos (e outros marginalizados), dizendo "sempre que deixastes de fazer a um destes mais pequeninos, a mim o deixastes de fazer." (Mateus 25: 45).
E o que o livro de Atos nos ensina? Que a Igreja nos seus primeiros dias incluiu, ao contrário do que as Escrituras (o que hoje conhecemos como Antigo Testamento) diziam, os gentios. As mesmas Escrituras que Paulo elogiou em II Timóteo 3: 16: "Toda Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça". Ele não estava falando do Novo Testamento. Ele estava falando do Antigo Testamento, em que os gentios estavam marginalizados da Aliança de Deus com a humanidade, mas que ele ousou reinterpretar (ou relativizar, termo que para muitos é considerado uma palavra obscena) e, por isso, hoje é conhecido como o apóstolo dos gentios.
A exclusão dos homossexuais da Igreja é semelhante à tentativa de judeus da Igreja dos primeiros dias em querer circuncidar os gentios. Vou citar apenas dois textos sobre tal questão: “Agora, pois, por que tentais a Deus, pondo sobre a cerviz dos discípulos um jugo que nem nossos pais puderam suportar, nem nós?” (Atos 15: 10); e, a Pedro, Deus disse “Ao que Deus purificou não consideres comum.” (Atos 10: 15).
A Bíblia expressa um claro movimento de abertura. Há muito exemplos, mas preciso ter cuidado para não ser exaustivo. Primeiro, o Deus que exige o sacrifício de animais. Depois, Jesus que elimina a necessidade de sacrifícios. Mesmo dentro do judaísmo do Antigo Testamento, a fé no Deus conquistador de Josué, que é o Deus de apenas um povo, não é a mesma fé em Deus, um Deus universal, expressa em Isaías 49: 6: “... também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra.” Um dos momentos de crise de fé para os judeus, que contribuiu para a mudança na concepção de fé em Deus, aconteceu no cativeiro da Babilônia, que pode ser expressa no Salmo 137: 9: “Feliz aquele que pegar teus filhos e esmagá-los contra a pedra.”.
Não sou partidário do relativismo total. Creio que toda situação deve ser julgada à luz dos elementos materiais e culturais contemporâneos, considerando a diversidade local, diversidade étnica, de tradições etc.. Logo algo que é aceitável em uma época, a pedofilia, por exemplo, torna-se condenável em outra. Da mesma forma, o trabalho infantil e a escravidão, por exemplo. Não posso querer transformar a minha ética pessoal em regras universais e atemporais.
No século XIX, cristãos contribuíram para o fim do tráfico de escravos da África. No século XX, houve a inclusão dos negros na Igreja na maior parte dos Estados Unidos. Penso que hoje, início do século XXI, é um desafio propiciar a inclusão plena dos homossexuais na Igreja, inclusive o acesso aos sacramentos e à ordenação.
Para mim, isto faz parte do que Jesus disse “aquele que crê em mim, fará também as obras que eu faço, e OUTRAS MAIORES FARÁ...” (João 14: 12). E fará inspirado na Palavra de Deus, que é o próprio Jesus, auxiliado pelo estudo cuidadoso das Sagradas Escrituras, cheio do Espírito Santo, que nos capacita para toda boa obra.
Por fim, o Salmo 32: 8 diz “Instruir-te-ei e te ensinarei o caminho que deves seguir; e, sob as minhas vistas, te darei conselho.”.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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