Palavra do leitor
22 de novembro de 2012- Visualizações: 1861
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Em que ponto nosso país chegou ou deixamos chegar?
Diário de bordo de um missionário em trânsito no interior da Amazônia.
Estive nos últimos dias contemplando um dos cenários mais belos do planeta.
Viajando 18 horas de barco de Manaus ao interior da Amazônia pelos rios Negro e Solimões, contemplei paisagens que comprovam as riquezas naturais esplêndidas de nossa pátria amada. Logo que a adrenalina baixou, percebi um cenário paradoxal em contraste a bela paisagem. Em meio a beleza da viagem percebi como o ser humano é ingrato com a natureza que os abençoa com a pesca, caça e todas as outras riquezas naturais. Esgotos de Manaus e nos municípios ribeirinhos jorrando rio adentro e desmatamento continuo me fizeram pensar naquilo que Paulo escreveu: A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Romanos 8:19, penso que a proposta deste versículo é nos levar não somente para uma consciência ambientalmente correta, mas também a uma atitude que glorifique a Deus em todas as esferas da sociedade, inclusive a esfera ambiental.
Chegando em um munícipio ribeirinho, chamado Codajás no alto Solimões, ouvi relatos e vi cenários que me fizeram pensar um pouco que aquilo era um simulado parecido com algumas realidades que encontraremos na África. Fiquei pensando que o governo faz merchandising dizendo que tirou milhares de pessoas da linha de miséria, com programas “assistencialistas” ridículos que não alcançam as demandas reais de milhares de ribeirinhos que convivem muitos deles na linha da miséria, educação precária, prostituição, pedofilia e jovens ociosos e sem expectativa de crescimento, convivendo em uma rota de tráfico de drogas e de animais onde o mercado negro movimenta parte da economia e recruta muitos jovens diretamente ou indiretamente para a calamidade das drogas e etc.
O contra senso de tudo que vi é tão abismal, que visitei uma família onde o padrasto estuprou e engravidou a enteada com rosto juvenil de 14 anos, e quando foi preso as pessoas que tomavam conta da cadeia eram dois presos, que se intitulavam “cabo” e “sargento”, descobri com tudo isto que esta comunidade estava abandonada pelo o estado, pois o atual prefeito foi embora antes de acabar seu mandato e em 4 anos desviou cerca de 23 milhões de reais, e pior ainda, a comunidade está marcada com uma presença tímida de uma igreja evangélica não relevante , onde sua maior denominação se vende politicamente para comer da fatia do bolo da máquina estatal do município em alianças escusas que denigrem a imagem do evangelho na sociedade local.
Bom em meio a minha desesperança com alguns segmentos da sociedade que não servem para servir o próximo, fica a oração e o desejo de que Deus levante mais pessoas que levem a sério esta proposta de amar o próximo como Jesus os amou e fazer algo de bom caminhando sempre na direção do próximo.
Novembro de 2012.
Estive nos últimos dias contemplando um dos cenários mais belos do planeta.
Viajando 18 horas de barco de Manaus ao interior da Amazônia pelos rios Negro e Solimões, contemplei paisagens que comprovam as riquezas naturais esplêndidas de nossa pátria amada. Logo que a adrenalina baixou, percebi um cenário paradoxal em contraste a bela paisagem. Em meio a beleza da viagem percebi como o ser humano é ingrato com a natureza que os abençoa com a pesca, caça e todas as outras riquezas naturais. Esgotos de Manaus e nos municípios ribeirinhos jorrando rio adentro e desmatamento continuo me fizeram pensar naquilo que Paulo escreveu: A natureza criada aguarda, com grande expectativa, que os filhos de Deus sejam revelados. Romanos 8:19, penso que a proposta deste versículo é nos levar não somente para uma consciência ambientalmente correta, mas também a uma atitude que glorifique a Deus em todas as esferas da sociedade, inclusive a esfera ambiental.
Chegando em um munícipio ribeirinho, chamado Codajás no alto Solimões, ouvi relatos e vi cenários que me fizeram pensar um pouco que aquilo era um simulado parecido com algumas realidades que encontraremos na África. Fiquei pensando que o governo faz merchandising dizendo que tirou milhares de pessoas da linha de miséria, com programas “assistencialistas” ridículos que não alcançam as demandas reais de milhares de ribeirinhos que convivem muitos deles na linha da miséria, educação precária, prostituição, pedofilia e jovens ociosos e sem expectativa de crescimento, convivendo em uma rota de tráfico de drogas e de animais onde o mercado negro movimenta parte da economia e recruta muitos jovens diretamente ou indiretamente para a calamidade das drogas e etc.
O contra senso de tudo que vi é tão abismal, que visitei uma família onde o padrasto estuprou e engravidou a enteada com rosto juvenil de 14 anos, e quando foi preso as pessoas que tomavam conta da cadeia eram dois presos, que se intitulavam “cabo” e “sargento”, descobri com tudo isto que esta comunidade estava abandonada pelo o estado, pois o atual prefeito foi embora antes de acabar seu mandato e em 4 anos desviou cerca de 23 milhões de reais, e pior ainda, a comunidade está marcada com uma presença tímida de uma igreja evangélica não relevante , onde sua maior denominação se vende politicamente para comer da fatia do bolo da máquina estatal do município em alianças escusas que denigrem a imagem do evangelho na sociedade local.
Bom em meio a minha desesperança com alguns segmentos da sociedade que não servem para servir o próximo, fica a oração e o desejo de que Deus levante mais pessoas que levem a sério esta proposta de amar o próximo como Jesus os amou e fazer algo de bom caminhando sempre na direção do próximo.
Novembro de 2012.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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