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Palavra do leitor

Cristianismo judaizante. Há sentido?

Uma pesquisa rápida na internet sobre viagens para Israel provavelmente trará algum dos seguintes resultados: "Pacote evangélico para Terra Santa", "Pacote circuito evangélico em Israel", "Turismo evangélico", "Batismo no rio Jordão", "Renovação do batismo no rio Jordão".
À exceção do possível interesse pessoal pela cultura do país, existe para os cristãos alguma motivação bíblica para toda a ênfase judaizante por parte de tantos cristãos contemporâneos (católicos, protestantes históricos e evangélicos)?

Do mesmo modo vemos líderes cristãos fazendo uso do Kipá, se vestindo de pano de saco e banhando-se de cinzas para mostrar arrependimento. Em certas denominações, para se aproximar do púlpito é preciso que os crentes tirem os calçados, pois estariam pisando em "lugar santo". Além claro, da propagação de "templos" repletos de Menorás, Arcas da Aliança, num emprego de símbolos do judaísmo como apropriação cultural e sincretismo religioso. Esse cristianismo "judaizante" tem algum sentido bíblico?

Recordemos que o Eterno não mora em templos, edifícios ou cidades, pois "O Deus que fez o mundo e tudo que nele há, sendo Senhor do céu e da terra, não habita em templos feitos por mãos de homens" (At 17:24); mas habita pessoas, são elas Seu santuário: "Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?" (1Co 3:16). Assim, estar em Jerusalém não torna Deus mais próximo do que de alguém em rincões afastados ou em favelas de grandes cidades, por exemplo. As viagens à "terra santa" podem ter uma finalidade turística ou pessoal, mas do ponto de vista cristão não são nenhuma distinção de fé.

O objetivo de Deus para com Israel era o de que eles ensinassem aos outros sobre Ele. Israel seria uma nação de sacerdotes e profetas para o mundo. O intento de Deus era que Israel fosse um povo distinto, uma nação de pessoas que guiassem os outros em direção a Deus e a Sua providência prometida do Redentor, Messias e Salvador. Em sua maior parte, Israel falhou nessa tarefa. No entanto, o propósito final de Deus para Israel, o de trazer o Messias e Salvador, foi cumprido perfeitamente – em Jesus Cristo.

Desse modo, no cristianismo há um povo, mas não mais como uma única etnia e sim, composto de "homens de toda tribo, e língua e povo e nação" (Ap 5:9). Há também um Deus, que se revelou em Jesus Cristo, Sua Palavra Final: "Havendo Deus antigamente falado muitas vezes, e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, a nós falou-nos nestes últimos dias pelo Filho, A quem constituiu herdeiro de tudo, por quem fez também o mundo" (Hb 1:1-2). Mas não há uma "terra santa" pois no cristianismo não há lugares e objetos santos.

Do ponto de vista cristão, converter-se a Deus é acolher a única oferta de salvação possível: Jesus Cristo. Por isso os apóstolos eram tão enfáticos ao testificar que "tanto aos judeus como aos gregos, a conversão a Deus, e a fé em nosso Senhor Jesus Cristo." (At.20:21). À parte de Cristo, todo judeu está tão afastado quanto qualquer gentio.

No cristianismo, santos não são os lugares, mas as pessoas. Não é o chão. É o crente. E Deus pode ser encontrado em qualquer lugar. Não temos mais templos de pedra, pois somos os templos. Não temos terra santa, e sim gente santa. Ou pelo menos, deveríamos ter.
Curitiba - PR
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