Palavra do leitor
29 de novembro de 2014- Visualizações: 954
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Cordel do Inventor
Cordel do Inventor
(Uma homenagem ao meu avô)
Meus amigos e minhas amigas, peço a sua atenção,
Pra contar uma história que me enche de emoção.
A história de um homem, não por acaso meu avô,
Quero lhes dizer como ele era um inventor.
Não havia um só problema que ele não tivesse uma solução,
E eu cresci do seu lado admirando cada invenção.
Imagine, meu amigo, como desdobrar uma tora,
A máquina apropriada se chamava engenho,
Mas tal equipamento é muito caro,
Pensou meu avô: "E agora?"
Dedicou-se com todo empenho, e eu me lembro como se fosse agora.
Montando uma grande bancada, composta de roldanas e volantes,
Puxando numa prancha bipartida
Aquela tora em um ritmo constante.
Um disco de serra gigante, que devia estar bem afiado,
Mas que, invariavelmente, precisava virar da tora o lado.
Peroba, com seu gosto amargo,
Cerejeira com seu perfume gostoso,
E o que dizer do Ipê, cuja casca ia no pote,
Porque meu avô sempre dizia: "saúde boa não é questão de sorte."
Muitas vezes, ainda menino,
Me sentia pequenino,
Diante de tanta sabedoria que possuía meu avô inventor.
Sonhava, quando criança,
Que isso seria minha herança;
A capacidade de encontrar solução,
Através de minha invenção.
Com certeza pela vida afora,
Aprendi com aquele engenho de tora,
Que não existe barreira que impeça,
A mente de imaginar, sem pressa.
A cada dia uma nova invenção,
Pra encontrar uma solução.
Porque, pra lhes contar a verdade,
A vida não tem graça sem a criatividade.
E, assim como meu avô,
Sigo tentando ser um inventor.
Senão de coisas, da palavra,
Porque, como ele sempre falava.
"A vida é uma invenção"
(Uma homenagem ao meu avô)
Meus amigos e minhas amigas, peço a sua atenção,
Pra contar uma história que me enche de emoção.
A história de um homem, não por acaso meu avô,
Quero lhes dizer como ele era um inventor.
Não havia um só problema que ele não tivesse uma solução,
E eu cresci do seu lado admirando cada invenção.
Imagine, meu amigo, como desdobrar uma tora,
A máquina apropriada se chamava engenho,
Mas tal equipamento é muito caro,
Pensou meu avô: "E agora?"
Dedicou-se com todo empenho, e eu me lembro como se fosse agora.
Montando uma grande bancada, composta de roldanas e volantes,
Puxando numa prancha bipartida
Aquela tora em um ritmo constante.
Um disco de serra gigante, que devia estar bem afiado,
Mas que, invariavelmente, precisava virar da tora o lado.
Peroba, com seu gosto amargo,
Cerejeira com seu perfume gostoso,
E o que dizer do Ipê, cuja casca ia no pote,
Porque meu avô sempre dizia: "saúde boa não é questão de sorte."
Muitas vezes, ainda menino,
Me sentia pequenino,
Diante de tanta sabedoria que possuía meu avô inventor.
Sonhava, quando criança,
Que isso seria minha herança;
A capacidade de encontrar solução,
Através de minha invenção.
Com certeza pela vida afora,
Aprendi com aquele engenho de tora,
Que não existe barreira que impeça,
A mente de imaginar, sem pressa.
A cada dia uma nova invenção,
Pra encontrar uma solução.
Porque, pra lhes contar a verdade,
A vida não tem graça sem a criatividade.
E, assim como meu avô,
Sigo tentando ser um inventor.
Senão de coisas, da palavra,
Porque, como ele sempre falava.
"A vida é uma invenção"
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