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Palavra do leitor

Como será ou deveria ser o pastor de hoje?

"Que a minha oração possa me fazer mais e mais e mais humano, diante de Deus, do outro e de meu próprio ser, porque, só, assim, Jesus, o Cristo, não será uma figura icônica ou mitológica ou folclórica, mas sim, presente, na existência do ser humano’’.

A vida não se forma só de rosas, porque há os espinhos, no caminho, ou seja, há os encontros de interesses opostos e como isso nos desafia para não cair no radicalismo ou no relativismo. Particularmente, não sou adepto da teoria do sofrimento, como se tudo justificasse, muito embora viver nos submete a certa aleatoriedade, a compreender que não temos controle sobre tudo e não somos a causa de todos os eventos que nos acometem ou acometem outros.

É bem verdade, viver nos deixa gravuras ou marcas, em nosso ser, agora, de certa forma, essas feridas, essas passagens, essas mudanças, essas perdas, essas despedidas, essas surpresas nos tornam mais abertos e sensíveis a compreender o outro e como nós, também não se encontra imune as alternâncias, as tensões, as oposições e aos não (s) doídos. Sem sombra de dúvida, faz com que eu abra mão, renuncie mesmo a ilusão de que me basto, de que sou autossuficiente, de que pessoas são meios.

Olho para minha verdade, do que sou: um ser frágil, vulnerável, transitório, não absoluto, não completo, não perfeito, não acima do bem e nem de sua deformidade (que chamo de mal) e, sem adentrar num estado de comiseração, de covardia, de indiferença, de deixar a vida me levar, adquiro a consciência de ser mais próximo, mais gente, mais inclinado a compaixão, mais inclinado a misericórdia, mais ciente de que tenho um prazo de validade, mas posso participar e partilhar a importância da vida.

Então, essas abordagens me fazem debruçar de como deveria ser o pastor de hoje? Digo isso, em função de nos olvidarmos ou esquecermos de que os pastores ou pastoras não estão distantes das feridas, dos reveses, das circunstâncias, embora tenha observado para figuras megalomaníacas, em certos púlpitos, que nem sequer parece gente, como eu e você. Arrisco dizer, sem delongas, de que o pastor, de hoje, deveria ser, a priori, não o portador de um poder de influencia e impacto nos espaços sociais, mas sim com a coragem e a honestidade para reconhecer suas impotências, suas incertezas, suas inquietudes, suas fraquezas e lançar-se nas boas novas.

O pastor de hoje não deveria ser reconhecido, em primeiro plano, por causa de sua condição socioeconômica, de seu status, como se isso fosse sua justificação e legitimidade.

Não e não!

Afinal de contas, todas essas realidades terão um fim, desaparecerão.

O pastor de hoje não deveria ser tido como um mago, um predestinado a voz de Deus, um divã de plantão, mas sim discípulo de uma vida movida pela oração, pelo serviço e pelo conhecimento.

O pastor de hoje não pode se desvencilhar da constatação de que onde for e é derrotado, possa permitir aquele que é continuamente, seja seu apoio, sua direção, seu lenitivo, seu ímpeto, seu animo e sentido.

O pastor de hoje deve atentar sobre a questão de viver a obra da Graça, a começar, em sua vida, ou seja, permitir a Jesus, o Cristo, o Kairos, caminhar pelos cantos e recantos do seu ser ou do seu coração, discernir que essa obra pode ser feita, sem ele.

O pastor de hoje não pode deixar de considerar a incredulidade, nos corredores da sua existência; de que está sujeito aos delírios das paixões; de que a falta de ser reconhecido, de ser bem sucedido, de ser lembrado tem a capacidade de diminuir e de o fazer descer; de ao abrir as gavetas de sua verdade e realidade, deparar-se com suas dúvidas. Se, assim, não acontecer, o pastor de hoje será mais um propagador de farsas e não um centro para o fluir das boas novas e de um ser, mesmo com feridas ou marcas, levar o evento da salvação a toda humanidade.
São Paulo - SP
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