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Palavra do leitor

Como será a igreja pós-pandemia?

1. Uma igreja mais fervorosa ou mais "interneteira"?
Eu penso sinceramente que a igreja tomará um rumo um tanto ambíguo. Mas, para que você entenda o que eu quero dizer, é necessário perceber que eu falo de "igreja" de uma forma geral, tendo em mente que nela ainda há trigo e joio, isto é, cristãos e psuedo-cristãos. Diante disso, é fato que teremos uma igreja mais fervorosa sim, mas também uma igreja mais "interneteira"... sim. Do lado dos mais fervorosos teremos os que buscarão com sinceridade a Deus e a sua Palavra, a fim de exaltá-lo, edificar pessoas e aguardar a sua vinda, extremamente agradecidos a Deus porque agora sim é possível congregar.

Entretanto, do lado dos "interneteiros", infelizmente teremos os que continuarão apenas em casa alimentando-se de enlatados e suas gorduras saturadas, na maioria das vezes com a validade vencida, discutindo sem o mínimo conhecimento possível sobre qualquer tema bíblico-teológico nas postagens de mestres biblicistas ou de falsos profetas, pregando o amor e a solidariedade contrapostos à justiça divina, mas entrelaçados ao antropocentrismo, o discurso do não ao preconceito e a estridente defesa do "eu sou livre", mas continuarão vazios da presença do Senhor, da Palavra da Verdade e longe da Casa do Altíssimo. Entretanto, é necessário que tudo isso aconteça antes que o Senhor venha buscar o seu povo.

Cuidado com o que você prega, canta, curte, compartilha e defende com unhas e dentes, porque você pode estar defendendo algo completamente fora da Palavra de Deus, mesmo que seja romântico. Lembre-se: uma Bíblia nova, cheirosa e com suas páginas com bordas douradas e ainda coladas não servem para nada, mas uma quase sem capa, rabiscada, desgastada e com cheiro de marca-texto demonstra o zelo de quem a manuseia, salvo raríssimas exceções.

2. Uma igreja mais polida ou mais poluída?
Não é muito difícil imaginar uma igreja mais polida depois de uma pandemia tão severa. Isso porque a igreja tem a oportunidade de, apesar dos males, crescer mais em Deus e em sua Palavra de inúmeras formas. Com certeza todos têm mais tempo de buscar a Deus num propósito inicial de pedir a favor do fim dessa pandemia, como também de clamar a Deus por misericórdia da sua Igreja que ainda está neste mundo. Há muito mais tempo agora, embora não seja possível congregar por enquanto, de analisar as Sagradas Escrituras com mais afinco e prazer. Que tal tentar entender na Bíblia o porquê de Deus permitir tal sofrimento? Por que não dedicar mais tempo de joelhos fortalecendo a relação de intimidade com o Pai? A pessoalidade de cada eleito do Senhor em buscá-lo a partir do seu lar agora está mais favorável, e é inegável a possibilidade disso.

Penso também que a Igreja se tornará mais polida no sentido denominacional, seja ela de qual denominação for, repensando algumas diretrizes estatutárias, tradicionais ao extremo e/ou administrativas: será que, com efeito, precisamos ser tão rígidos com questões meramente super tradicionais, dogmáticas ou extrabíblicas? Será que há necessidade mesmo em ser tão liberal a ponto de confundir entretenimento com prestação de culto a Deus? A função da igreja como um todo é facilitar a obra redentora de Cristo, a atuação do Espírito Santo e a governabilidade do Deus soberano sobre tudo e todos, especialmente dos seus.

Em contrapartida, do outro lado (o joio) teremos uma igreja um pouco mais poluída, a beira da apostasia como deixaram claro Jesus e os Apóstolos: uma turma que discursará a mensagem dos desigrejados, alegando a desnecessidade, ou pior, a aversão intensa do templo, uma vez que foram mal acostumados com as transmissões dos louvores e sermões pela internet. Não subestimemos estes dias maus, dias em que grupos surgirão em nosso meio procurando mestres segundo as suas próprias cobiças, apenas comprovando que não suportarão a sã doutrina. Infelizmente isso também precisa acontecer antes da volta de Cristo.

3. Uma igreja mais santa ou mais mundana?
Há quem se incomode e sinta coceira nos ouvidos quando ouvem o termo "mundano". Mas, pense comigo: estar no mundo significa ser mundano? Bem, é claro que não! Ora, só o fato de separar as coisas com o termo "secular" já é um erro teológico grosseiro, uma vez que "secular" não se separa de "cristão". A minha vida secular continua sendo uma vida cristã, pois a palavra em questão é relacionada a coisas que eu faço fora do ambiente eclesiástico, como por exemplo, compras, trânsito e trabalho (no caso de não ser na igreja), ou seja, eu sou cristão fazendo compras, dirigindo e trabalhando, dentre outras coisas, mas continuo sendo santo...

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Maceió - AL
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