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Palavra do leitor

Carta aberta em resposta aos criminalistas e juristas que consideram a Lava Jato abusiva

Quando se trata da especialidade dos criminalistas — defender suspeitos ou criminosos, é necessário se ater a três eixos norteadores. É justo defendê-los? Que método torna a justiça, de fato, justa? Quem arca o ônus da justiça?
Todos devem ser defendidos para que se apure a verdade. Jesus defende bandidos, fundado na verdade. Por isso, diz: os justos não precisam de mim.
Sobre a verdade se edifica a justiça. A verdade gera a justiça e é o alicerce e o método que a sustentam e a mantêm justa. Quem ama a verdade, nela confia, a ela se entrega, é por ela justiçado. Logo, a ética, o método, a estratégia do advogado deve ser a verdade. Qualquer coisa fora da verdade é injustiça. Por isso, Jesus defende, vive e dá a vida por ela.
A melhor estratégia e defesa é se ater à verdade. Assim, Jesus a toma para si e para os seus, e declara: Defendo criminosos. Por isso, o crucificaram: preferiram a mentira de que são íntegros e justos. Mas Jesus insiste: Não inocento culpados, ainda que para isso tenha que defendê-los com minha própria vida.
Embora digam assegurar o melhor da justiça e direito, isso não é verdade para criminalistas que, sabedores do mal que seus clientes praticam, não o revelam, antes o ocultam. Se agissem em prol da justiça, declarariam a culpa, pedindo acordo para redução de pena e reparação de danos. Colaborariam com a justiça. É assim que Cristo faz. Que direito terão no Tribunal de Cristo? Que pronunciarão em sua defesa? Calar-se-ão? Quem os defenderá? A verdade, tão somente ela.
Jesus é mestre da lei. Juristas também. Porém, há juristas que conscientemente esquadrinham brechas na lei para traçar a fuga de seus clientes. Cristo veda os furos da lei, a ilumina e a encarna e cumpre. Jesus jamais torce a lei para forçar a verdade e encobrir a mentira. Mas, tais criminalistas o fazem, tornando-se mestres em torcer a verdade em mentira e vice-versa. Assim, favorecem quem deveria ser punido e punem sua nação. No tribunal da verdade, tais não serão tidos por inocentes. Serão nomeados pais da mentira, pois o são.
Reintegração plena de menores e maiores infratores é o ideal. Para integrar seus seguidores ao céu, Jesus chama ao arrependimento e à mudança do caráter e da vida. Quem não admite erro, esconde a culpa, não muda o caráter; assim permanece no erro e aprofunda a culpa. Advogados e Direitos Humanos tomem para si tal verdade.
Advogados que abusam da ampla defesa, tentam adiar a aplicação da sentença, para que ela caduque. Assim, sobrecarregam e obstruem a justiça com recursos protelatórios, prejudicando todos. Ferem a ética do advogado, o espírito da justiça e abusam da verdade, pois bem sabem o que fazem. Não serão inocentados no tribunal da verdade.
Quem está disposto a arcar o ônus da verdade para fazer justiça? Os criminalistas dirão o que sabem de seus protegidos e, assim, farão justiça? Os criminosos, arrependidos, confessarão crimes e culpa, e via verdade serão justificados? Repararão os danos? Serão perdoados? Terão penas diminuídas por terem colaborado com a verdade? E os juízes, promotores, delegados, que farão para que a justiça seja justa? Não serão abalados pelo dinheiro e por autoridades e sistema corruptos? Firmados na verdade, recusarão toda mentira? Para Cristo, a defesa da verdade custou-lhe a vida, mas gerou graça para o mundo todo. Com isso, Jesus se tornou justo e justificador de todos que abraçam a verdade.
Por que alguém que mentia e ocultava provas, quando colabora é chamado delator? Porque a palavra delator jeitosamente distorce a verdade. O correto é nomeá-lo aliado da verdade. Por isso, Jesus chama irmãos aqueles que, arrependidos, deixaram a mentira e, servindo a verdade, alcançam a justiça.
Dizem que palavras de delatores não têm valor de verdade. Se assim fora, anularíamos a verdade que Paulo escreveu na Bíblia, e Davi, nos salmos. Davi mandou matar Urias; Paulo anuiu a assassinatos de cristãos. Porque se arrependeram e aderiram à verdade e à estratégia de defesa de Cristo, Davi, Paulo e tantos outros foram transformados e transformaram a civilização. A verdade subsiste em si mesma.
Manifestos que diminuem a verdade são choramingos de quem, escudando-se em meias verdades, não suporta a verdade que a produção de provas produz.
Este pronunciamento assoma o fundamento cultural, filosófico, ético da justiça legado por Jesus àqueles que amam a verdade, nela se refugiam e sobre ela edificam sua civilização. Também, prenuncia que, no abrir e fechar de olhos proporcionados pela morte e ressurreição, todos estarão ante do Tribunal de Cristo. E esse não estará mais de pé como advogado. Jesus estará assentado como Supremo Juiz do Universo; e a verdade, estampada no seu ser, estará patente a todos. Quem escapará à verdade?
Pode parecer contraditório e paradoxal, mas Jesus não retarda o Juízo Final: aguarda que todos se acheguem à verdade e a ela se curvem, numa consciente autoconfissão dos próprios crimes e sejam justificados por ela. Seu amor à verdade cria o tempo do arrependimento.
Brasília - DF
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