Palavra do leitor
12 de março de 2011- Visualizações: 1651
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Carne lavare
O carnaval é tão antigo quanto a humanidade e, ao contrário do que muitos pensam, não é uma exclusividade do Brasil. Para alguns pesquisadores o carnaval remonta aos bacanais de Roma ou da antiga Babilônia. Outros chegam mesmo a relacionar o carnaval a celebrações em homenagem à deusa Ísis ou ao deus Osíris, no Antigo Egito. Em suma, o carnaval é bem antigo, e tem origem pagã. Já em Êxodo temos o primeiro registro de um carnaval promovido pelo povo de Israel, na famosa passagem em que o povo aparece empurrando um "carro alegórico" com um bezerro de ouro em cima (Êxodo 32). A palavra "carnaval" está ligada à expressão "carne levare", ou seja, "afastar a carne", uma espécie de último momento de alegria e festejos profanos antes do período triste da Quaresma. Eu, particularmente, não gosto do carnaval. Acho uma festa chata.
Não gosto das músicas carnavalescas. Não gosto da "alegria" do carnaval. Acho uma alegria falsa. Ora, uma alegria que precisa de máscaras e fantasias para se expressar já está dizendo que não é real. Aliás, o carnaval não passa de uma grande festa da carne, onde as pessoas extravasam seus mais profundos e obscuros desejos. É no carnaval que muita gente escancara seu verdadeiro “eu”. Por isso mesmo, o carnaval se tornou uma festa tão promíscua e tão violenta. Os hospitais e bancos de sangue se preparam com antecedência, prevendo o aumento do número de ocorrências. O Governo intensifica a propaganda incentivando o uso de preservativos e o contigente policial é fortalecido. É o período do ano onde o número de contaminação pelo HIV aumenta consideravelmente. O consumo de bebidas alcóolicas e de drogas batem recorde. Muitas meninas perdem a virgindade e muitos casamentos são desfeitos. Eu fico imaginando como se mede o “sucesso” do carnaval. Será pelo número de bêbados nas ruas? Ou pela quantidade de parceiros com quem se ficou? Uma festa assim não pode ser boa.
Quarenta dias após o carnaval, vem a Páscoa. Tempo de celebrar o momento máximo do calendário cristão – a morte e ressurreição de Jesus. Não se espante comigo, mas eu também não gosto da Páscoa. Ou melhor, eu não gosto da forma como se comemora a Páscoa. Se no carnaval a alegria é falsa, na Quaresma a “tristeza” é mais falsa ainda. Não dá para chegar ao extremo do pecado e depois querer chegar ao extremo da santidade como por mágica, pelo menos não sem um arrependimento sincero. A Bíblia diz que “de Deus não se zomba”. Por ironia, enquanto o carnaval é a festa da carne, na Páscoa não se come carne. Está tudo errado! O carnaval era que deveria ser a festa da tristeza, do luto, da vergonha. A quarta-feira de cinzas deveria ser o ponto alto da festa, como no Velho Testamento quando os israelitas se vestiam de pano de saco e jogavam cinzas na cabeça em sinal de vergonha e arrependimento. A Páscoa, ao contrário, deveria ser a festa da celebração, da música, do louvor. Enquanto o carnaval é o culto fúnebre de uma sociedade caída moralmente e do luto da decência e do respeito, a Páscoa é a celebração a vida. Da vida e não da morte. Porque a morte de Jesus representa vida para nós. Seu brado na cruz: “está consumado!” é um brado de triunfo e não de derrota. Então para que chorar? Para que lamentar? Se a cruz que era um instrumento de maldição se tornou lugar onde Ele quebrou todas as nossas maldições? Por quem é o luto? se a cruz que era intrumento de morte, foi levantada para a morte, mas se tornou lugar onde Ele nos deu vida? Porque a tristeza? se a nossa esperança foi pregada naquela cruz junto com Ele, e ao terceiro dia ressuscitou, juntamente com Ele? O apóstolo Paulo diz que a carne “milita” contra o espírito, um está em oposição ao outro. Jesus afirmou que não podemos servir a dois senhores.
Portanto, quem quiser extravasar seus instintos mais primitivos, que o faça, todos nós somos livres para isso. O bem e o mal são colocados à nossa frente, qeum abraça um deve rejeitar o outro, ciente, no entanto, que toda escolha tem suas consequências. Não dá para dar a “carga” toda durante esses quatro dias de folia e 40 dias depois aparecer com a maior cara de santidade diante de Deus para celebrar a Páscoa. Nem sempre dá para ter o melhor dos dois mundos.
Não gosto das músicas carnavalescas. Não gosto da "alegria" do carnaval. Acho uma alegria falsa. Ora, uma alegria que precisa de máscaras e fantasias para se expressar já está dizendo que não é real. Aliás, o carnaval não passa de uma grande festa da carne, onde as pessoas extravasam seus mais profundos e obscuros desejos. É no carnaval que muita gente escancara seu verdadeiro “eu”. Por isso mesmo, o carnaval se tornou uma festa tão promíscua e tão violenta. Os hospitais e bancos de sangue se preparam com antecedência, prevendo o aumento do número de ocorrências. O Governo intensifica a propaganda incentivando o uso de preservativos e o contigente policial é fortalecido. É o período do ano onde o número de contaminação pelo HIV aumenta consideravelmente. O consumo de bebidas alcóolicas e de drogas batem recorde. Muitas meninas perdem a virgindade e muitos casamentos são desfeitos. Eu fico imaginando como se mede o “sucesso” do carnaval. Será pelo número de bêbados nas ruas? Ou pela quantidade de parceiros com quem se ficou? Uma festa assim não pode ser boa.
Quarenta dias após o carnaval, vem a Páscoa. Tempo de celebrar o momento máximo do calendário cristão – a morte e ressurreição de Jesus. Não se espante comigo, mas eu também não gosto da Páscoa. Ou melhor, eu não gosto da forma como se comemora a Páscoa. Se no carnaval a alegria é falsa, na Quaresma a “tristeza” é mais falsa ainda. Não dá para chegar ao extremo do pecado e depois querer chegar ao extremo da santidade como por mágica, pelo menos não sem um arrependimento sincero. A Bíblia diz que “de Deus não se zomba”. Por ironia, enquanto o carnaval é a festa da carne, na Páscoa não se come carne. Está tudo errado! O carnaval era que deveria ser a festa da tristeza, do luto, da vergonha. A quarta-feira de cinzas deveria ser o ponto alto da festa, como no Velho Testamento quando os israelitas se vestiam de pano de saco e jogavam cinzas na cabeça em sinal de vergonha e arrependimento. A Páscoa, ao contrário, deveria ser a festa da celebração, da música, do louvor. Enquanto o carnaval é o culto fúnebre de uma sociedade caída moralmente e do luto da decência e do respeito, a Páscoa é a celebração a vida. Da vida e não da morte. Porque a morte de Jesus representa vida para nós. Seu brado na cruz: “está consumado!” é um brado de triunfo e não de derrota. Então para que chorar? Para que lamentar? Se a cruz que era um instrumento de maldição se tornou lugar onde Ele quebrou todas as nossas maldições? Por quem é o luto? se a cruz que era intrumento de morte, foi levantada para a morte, mas se tornou lugar onde Ele nos deu vida? Porque a tristeza? se a nossa esperança foi pregada naquela cruz junto com Ele, e ao terceiro dia ressuscitou, juntamente com Ele? O apóstolo Paulo diz que a carne “milita” contra o espírito, um está em oposição ao outro. Jesus afirmou que não podemos servir a dois senhores.
Portanto, quem quiser extravasar seus instintos mais primitivos, que o faça, todos nós somos livres para isso. O bem e o mal são colocados à nossa frente, qeum abraça um deve rejeitar o outro, ciente, no entanto, que toda escolha tem suas consequências. Não dá para dar a “carga” toda durante esses quatro dias de folia e 40 dias depois aparecer com a maior cara de santidade diante de Deus para celebrar a Páscoa. Nem sempre dá para ter o melhor dos dois mundos.
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