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Palavra do leitor

Aprenda a Cair e não deixe de Sonhar

"O significado da vida não se encontra em conquistar tudo, com o que sonha, mas sim perceber que muitos de nossos sonhos não sairão do papel e, mesmo assim, perceber quem nós somos, não perfeitos e sim aprendizes, far-nos-á caminhar para o futuro, com confiança e gratidão’’.

Texto de Êxodo 32: 19 - E aconteceu que, chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se o furor de Moisés, e arremessou as tábuas das suas mãos, e quebrou-as ao pé do monte.

O que fazer, quando os sonhos não nos proporcionaram o esperado ou o que esperávamos? Qual deve ser a ação e reação de uma pessoa, diante de sonhos despedaçados, como a busca por realizações, por mudanças na vida, por amizades, por questões de ordem familiar e tantas outras situações, as quais podem deixar marcas profundas, em nós? O que fazer diante de uma negativa, como um negócio tão buscado? O que fazer com uma dispensa, como um corte de funcionários, na empresa? O que fazer para lidar com a traição, com a ingratidão, com o descaso, com a sensação de ser descartado? Então, devemos deixar de sonhar, adequar-se a uma vida acomodada e isto nos livra de eventos de decepções, de frustrações, de não sermos (s) condoídos, de sermos isentos de perdas?

Não há como negar, há sonhos falidos que deixam rasuras, marcas, cicatrizes e registros, em cada um de nós, uns em alto impactos e outros nem tanto, mas deixam. Por exemplo, ser esquecido pelos próximos, em situações que mais alentávamos um telefonema, uma visita, um encontro, uma palavra companheira e amiga; ser visto como não adequado para determinado cargo (na empresa, na igreja, na fundação).

Então, a pergunta a ser feita passa por como lidamos com essas questões, se nos permitimos ser guiados por nossas frustrações e passamos a nos ver como fracassados, a encarar a vida como um fardo, como uma punição, como uma reprovação e ou como aprendizados para ir adiante, com esperança e força, coragem e decência, em vez de se afundar na amargura, na inveja, na incerteza, na culpa, na condenação de si mesmo?

É bem verdade, fazemos parte de uma geração educada a venerar os discursos do sucesso, dos bem sucedidos, dos vencedores, como se tudo estivesse resumido tanto ao mérito quanto ao merecimento. Vale dizer, o quanto todas essas abordagens nos remetem a trajetória da existência de Moisés e, além de outros dissabores vivenciados, com a incumbência de levar o povo hebreu a terra prometida, sublinho a situação de jogar as tábuas no chão, ao se deparar com parte daquelas pessoas opostas aos mandamentos estabelecidos.

Vamos adiante, como Moisés conseguiu ir adiante, mesmo diante de um acontecimento marcado por decepção e frustração, por traição e ingratidão?

Acredito, aqui, como no caso de Moisés e de todos ser pouco animador escutar de que Deus se inclina mais para as pessoas atingidas por perdas, como também expressões – os últimos serão os primeiros, os humilhados serão exaltados, se não houver uma compreensão honesta, de cada um de nós, de que pouco ajudará as pessoas que prosseguem a viver, dentro de uma realidade nem sempre boa, justa, correta, decente.

Ora, Moisés não entrou na Terra Prometida, trilhou por momentos de desajustes e de desordens, viu parte daquele povo perecer no deserto, sentiu na pele de que muitos dos seus sonhos foram desmoronados, de que caímos e nos ensina a ver o passado, não fingir que não existe e perceber o futuro com confiança e gratidão. Sempre é de bom parecer destacar, a vida e o viver não nos isenta do cair e não, necessariamente, devemos considerar o cair ou os caimentos como um parâmetro único de nosso mérito ou merecimento, de nossa competência e de nossa dignidade, de nossa aceitação e de nosso reconhecimento, porque viver implica cair, também, entretanto, podemos nos levantar, continuar a sonhar, a olhar.
São Paulo - SP
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