Palavra do leitor
14 de junho de 2011- Visualizações: 1645
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A sociedade precisa de novos paradigmas
O Brasil possui uma imensa diversidade étnica, que está entre as maiores do mundo e é a maior da América do Sul. No entanto, só recentemente a sociedade passou a considerar os índios como parte integrante da vida nacional. O professor de Geografia da Universidade de São Paulo (USP), Ariovaldo Umbelino, e o sub-chefe do Estado Maior do Exército, o general Eduardo Villas Boas, ambos conferencistas do Repórter do Futuro, concordam que os índios têm necessidades urgentes. Mas discordam quando falam de desenvolvimento para a região onde se situa a maioria desses povos.
Umbelino afirma que o desenvolvimento é prejudicial para a região amazônica, pois quando se criam estradas para diminuir as distâncias, se tem maior devastação ao longo dessas extensões. Nas regiões amazônicas em que existem densas áreas urbanas em processo de colonização, ocorre a destruição rápida e incontrolável das florestas.
Já para o general Villas Boas, o desenvolvimento é essencial na Amazônia, principalmente para as populações indígenas, “Se a gente não é proativo, e esses processos não são conduzidos metodologicamente, eles acontecem inexoravelmente. Se você criar unidades de conservação, sem plano de manejo, sem fiscalização, é inócuo e contraproducente”.
A especialista do Instituto Socioambiental, Ana Paula Caldeira Souto, diz que os povos indígenas e as populações tradicionais da Amazônia precisam ser ouvidos. Segundo a especialista, não existe ainda mecanismos adequados para que os índios sejam consultados sobre as medidas administrativas. ”E tampouco de medidas legislativas, como a autorização do Congresso Nacional para a exploração de recursos hídricos em terras indígenas”. Tanto o professor quanto o general são a favor de consolidar novos paradigmas na sociedade e no governo, para assegurar a proteção e reconhecer o diferencial cultural dessa população.
Umbelino afirma que o desenvolvimento é prejudicial para a região amazônica, pois quando se criam estradas para diminuir as distâncias, se tem maior devastação ao longo dessas extensões. Nas regiões amazônicas em que existem densas áreas urbanas em processo de colonização, ocorre a destruição rápida e incontrolável das florestas.
Já para o general Villas Boas, o desenvolvimento é essencial na Amazônia, principalmente para as populações indígenas, “Se a gente não é proativo, e esses processos não são conduzidos metodologicamente, eles acontecem inexoravelmente. Se você criar unidades de conservação, sem plano de manejo, sem fiscalização, é inócuo e contraproducente”.
A especialista do Instituto Socioambiental, Ana Paula Caldeira Souto, diz que os povos indígenas e as populações tradicionais da Amazônia precisam ser ouvidos. Segundo a especialista, não existe ainda mecanismos adequados para que os índios sejam consultados sobre as medidas administrativas. ”E tampouco de medidas legislativas, como a autorização do Congresso Nacional para a exploração de recursos hídricos em terras indígenas”. Tanto o professor quanto o general são a favor de consolidar novos paradigmas na sociedade e no governo, para assegurar a proteção e reconhecer o diferencial cultural dessa população.
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dos seus autores e não representam a opinião da Editora ULTIMATO.
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