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Palavra do leitor

A Reforma Protestante e o oportunismo descarado

Mais um ano de aniversário da Reforma Protestante acontece e o que vemos é uma explosão de publicações "reformadas". E por que destaco entre aspas? Pelo fato de que o oportunismo nos últimos anos tem sido nítido em muitas situações, denominações e programas gospel.

Quando lemos no capítulo 11 da Confissão de Fé de Westminster que a justificação humana ocorre no processo em que a obra de Cristo, não a nossa, "imputa em nós a obediência e a satisfação de Cristo", e por isso passamos a crer, percebemos que o instrumento para que nos tornemos justos diante de Deus é a fé, que não vem de nós, é um presente divino. O fato é que esta diretriz não foi criada em Westminster, nem em Wittenberg, tampouco no Brasil, a verdade é que desde os tempos do Antigo Testamento a ideia já estava lá.

Os pilares da Reforma Protestante, movimento marcante não apenas do ponto de vista religioso, mas na história da humanidade em todos os seus aspectos, iniciado com Huss, Wycliffe (entre outros) e eclodida com Lutero em 31 de outubro de 1517, foram sintetizados em 5 colunas, mais conhecidas como as 5 solas. A grande questão é que, como qualquer ideia que faz sucesso e copula com o politicamente correto, a Reforma Protestante se tornou para alguns mais uma oportunidade descarada de divulgação denominacional, ministerial e pessoal, nada mais do que isso. Na maioria dos casos nem se sabe o que é, de fato, a Reforma. Mal se conhece quem foi Lutero. Imagine se questionarmos sobre Wycliffe, Huss e outros pré-reformadores de menor fama, mas de igual eficiência na história, a resposta certamente seria uma piada.

De toda forma, ser oportunista e "marketeiro" dentro do movimento gospel nos dias de hoje é ser esperto, é fisgar pessoas para aumentarem o time daqueles que erguem as mãos e alimentam os gazofilácios. Muitos pastores estão publicando frases que não falam nada, vídeos que não oferecem nada, publicações que não enaltecem em nada o Soberano. O que se vê normalmente são fotos de cultos dedicados a muita coisa, menos a Cristo. Em tantas igrejas está sendo iniciada a fase das redes sociais para um fim apenas: publicidade própria. Os métodos chamados "missionários" para encher as igrejas e, dentre outras coisas, para investir em divulgação nas páginas sociais com os dizeres "patrocinado" estão mutilando as Escrituras com as suas eisegeses repugnantes. Eu sei que existem um pequeno número de exceções, mas a grande e esmagadora maioria está se rendendo aos perfis comerciais nas redes, textos e imagens bem produzidos e chamativos e o nefasto coaching com as suas mensagens inflamadas de positivismo, romance, técnicas mentais e pseudo-teologia, sem nada de Evangelho, porque nada tem a ver com o Evangelho, sem nada de Cristo, porque nada tem a ver com Cristo, sem nada da Verdade que liberta, porque não liberta. Aliás, a resolução de problemas pessoais e o discurso de aumento de patrimônio é o que permeia os púlpitos fracos de igrejas fracas por não enaltecerem a Cristo. É uma tristeza testemunhar desta hipocrisia gospel, nojeira eisegética e a divulgação do Evangelho de Cristo como uma farmácia que cadastra o seu CPF para te dar desconto, quando na verdade querem apenas vender.

Se pensarmos no princípio Sola Fide, por exemplo, vemos que o grito dos reformadores sempre foi na ideia de que Deus é quem faz alguém crer nele, e muitos dogmas são destruídos com isso, inclusive imaginar que o ser humano decide se quer ser salvo ou não. Se pensarmos igualmente em Sola Gratia, por exemplo, lembramo-nos do argumento anterior que figura a incapacidade humana, pastoral e denominacional em salvar quem quer que seja, e, a partir disso, muita "igreja" é desmascarada do seu descaramento. O que dizer, então, do fundamento Solus Christus? Quem resolve e atua sobre a condenação do homem não é o pastor, nem o bispo, nem o neo-apóstolo, tampouco a Igreja. Qual o percentual que você consegue imaginar dentro dos que se dizem cristãos a serem desmoralizados com esta verdade? E o que os reformadores ao longo da história queriam passar para todos quando publicaram o Soli Deo Gloria? Quem recebe elogios por livrar-nos da eternidade com Satanás? Quem recebe honras dos nossos lábios por nos garantir para sempre vivendo com Cristo e sendo herdeiro com ele? Eu passei por momentos em que cristãos desgastaram-se em suas relações pessoais por causa de meros documentos estatutários, regimentos internos e declarações de fé, mas não moveram um músculo para viverem, curtir e compartilhar o princípio Sola Scriptura, agora muitos que estão em nosso meio querem patentear uma marca que não lhes pertence e que não conhecem para ganharem visibilidade e dinheiro. Isso não! O tempora, o mores!

O Prolífico.
Maceió - AL
Textos publicados: 10 [ver]
Site: http://oprolifico.blogspot.com/
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