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Palavra do leitor

A pregação de João Batista

"Seu assunto constante era: "Abandonem os seus pecados, voltem-se para Deus, porque o reino dos céus está para chegar logo". (Mateus 3.2). Não há nada melhor do que meditar na Bíblia. Para o cristão, este é um alimento diário. Jesus disse: "Nem só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus". (Mateus 4.4). Meditando nessa Palavra eu me deparei com João Batista, aquele que veio "preparar o caminho do Senhor e endireitar as suas veredas". João Batista pregava no deserto e o povo ia até ele sedento pela palavra. Multidões se ajuntavam para ver e ouvir aquele homem diferente que atraía tanta gente com sua mensagem que anunciava aquele que viria após ele "do qual eu não sou digno de me abaixando desatar as correias de suas alparcas. Eu vos batizo com água para remissão dos pecados, mas ele vos batizará com o Espírito Santo e com fogo". (Mateus 3.11). Quando medito na pregação de João eu penso em alguém cheio de graça, de coragem e fé num deserto junto a um rio rodeado por uma multidão que aumentava a cada dia vindo de vilas próximas e distantes atraídas por sua pregação. Mas, sobretudo, eu imagino o poder que aquele homem tinha, a sua convicção acerca daquilo que ele falava.

Olhando para os dias de hoje eu procuro "novos pregadores" com aquele ímpeto e raramente encontro. Os grandes pregadores do século passado já se foram. Não gosto de citar nomes, mas em 1979, eu ainda jovem, tive o privilégio de conhecer o famosos pregador Billy Graham num Congresso em São Paulo e, além deste, eu conheci outros pregadores que também já se foram, mas deixaram seus rastros, suas mensagens que ficaram e ficarão, pois marcaram várias gerações. Onde estão os pregadores atuais? Conheço alguns, mas declino aqui os seus nomes. São poucos, uma porcentagem muito pequena. Hoje, o forte não é a pregação da Palavra, mas a propaganda, o glamour, a aparência e a fama. João Batista só teve um, ele veio especialmente para realizar aquele trabalho específico e todos conhecem como foi o seu fim. Ele foi fiel até à morte, cumpriu o seu ministério com fidelidade, coragem e fé. A pregação é uma dádiva, sou do tempo em que as igrejas valorizavam a mensagem e o povo ouvia atentamente e comia a palavra. Desde criança eu sempre gostei e apreciei as pregações, por mais simples que fossem.

Na minha adolescência eu costumava pregar e muita gente era atraída devido a minha idade, meu jeito de falar, a simplicidade de um menino da roça, em algumas igrejas eu subia numa cadeira para pregar para poder ser visto e identificado. Eu abria a Bíblia, lia algum texto que escolhia antes e depois abria a boca e falava aquilo que vinha, não escolhia as palavras e muitas vezes exortava a igreja, algumas pessoas não gostavam, achavam que eu estava falando aqui de mim mesmo, querendo acertar em alguém. Fiquei famoso na época e até fiz algumas viagens como "pregador mirim" e onde chegava geralmente atraía muitas pessoas curiosas para aquele "moleque pregador". Já naquele tempo eu admirava João Batista e ficava imaginando a vida daquele pregador que se vestia de couro, usava um cinto, calçava as sua alparcas, comia gafanhotos e mel silvestre. Um homem à frente do seu tempo que anunciava um novo tempo, um tempo de arrependimento, contrição e salvação. João anunciava Jesus e logo depois as cortinas foram abertas e apareceu aquele que desde o princípio fora anunciado pelo profetas, especialmente pelo profeta Isaias.

Quando fiquei mais moço aquela curiosidade das pessoas passou e eu também acabei sendo descartado. Aquela igreja tinha outros planos que não me incluíam e eu fui ficando de lado até ser totalmente descartado. Geralmente é isto que até hoje ainda acontece, por isto raramente vemos pregadores por aí. Não obstante, a pregação de João Batista continua bradando nos desertos da vida, nos corações secos e quase sem vida. Que venham mais pregadores e menos atores e impostores.

A igreja precisa de novos pregadores, de novos arautos, pregoeiros da justiça, da fé e do amor de Deus.
Mogi Guaçu - SP
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