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Opinião

Páscoa: gosto, não gosto. Por que sim. Por que não.

Por Cláudio Marra

Sujeito oculto no título acima: eu. Sujeito escancarado: eu mesmo.

Tudo tem de ser decidido na base do eu gosto ou eu não gosto. Mas, afinal, do que se trata? Por que alguém deveria ou não gostar? Pode haver motivos compreensíveis em ambos os casos. Se não, vejamos:

“Páscoa” é palavra encontrada primeiro na Bíblia, não na Cacau Show. Significa “passagem”. Depois de dar a Moisés instruções sobre o evento, o Senhor explicou: “(...) é a Páscoa do SENHOR, porque passarei pela terra do Egito e ferirei na terra do Egito todos os primogênitos” (Êx 12.11-12).

Foi noite de tragédia. Mortes em todas as casas egípcias. Nenhum motivo para comemoração. Entre os israelitas, porém, a “passagem” foi noite de festa, porque o anjo da morte “passou direto”, não entrou nas casas deles, deixando lições que os cristãos fazem bem em lembrar.

Tudo começou quando Moisés disse a Faraó: “Assim diz o SENHOR, Deus de Israel: Deixa ir o meu povo, para que me celebre uma festa no deserto” (Êx 5.1). A resposta de Faraó foi a mais arrogante e infeliz que ele encontrou: “Quem é o SENHOR para que lhe ouça eu a voz e deixe ir a Israel? Não conheço o SENHOR, nem deixarei ir Israel” (v.2). Ele não devia ter dito isso, porque então foram enviadas nove pragas para lhe mostrar que o SENHOR é o único Deus e, como as nove pragas não bastaram, o anjo da morte “passou” pelo Egito e ceifou a vida dos primogênitos.

Como escaparam os primogênitos do povo de Deus? É que eles foram substituídos por um cordeiro ou cabrito morto para a refeição daquela noite (12.5). E como o agente da morte seria informado disso? Foi empregado um recurso visual de alto impacto: as portas das casas dos primogênitos resgatados estavam marcadas com o sangue dos cordeiros ou cabritos mortos para a celebração. Isto é, a rigor, todos os primogênitos foram incluídos na “passagem” daquela noite, mas os israelitas foram trocados pelo cordeiro vicário ou substituto. Os primogênitos israelitas gostaram dessa “passagem”: o cordeiro morre, então eu não preciso morrer.

Essa troca continuou acontecendo ao longo dos séculos. Cada vez que um adorador se aproximava do altar para cultuar a Deus, não era ele que morria, embora fosse ele o pecador. Morria o cordeiro substituto. Essa troca deixava no adorador a marca do sangue e sua adoração era recebida pelo Senhor. Pura graça de Deus.

Mas, assim como o sangue dos animais sinalizava que ali a morte não tocaria, a própria Páscoa e o sistema de sacrifícios foram também um sinal. Para os adoradores do momento era sinalizado o perdão e a aceitação divina, mas era também anunciada uma substituição a ocorrer no futuro, uma a ser feita de uma vez por todas, que não precisasse ser repetida ano a ano.
Jesus foi apresentado por João Batista como “o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo” (1.29). Ele é o “nosso cordeiro pascal” (1Co 5.7). Por que não sofremos a morte que atinge o mundo todo? Porque na hora da condenação Jesus substituiu todo aquele que nele crê. Ficamos com a marca do sangue. Sangue dele. Morte dele. Nossa vida.

Jesus morreu de uma vez por todas. Chega de sacrifícios. Cristão não celebra páscoa, mas come a Ceia em memória dele. E chocolate? Nada a ver. Pagar por um ovo de páscoa o dobro do que custa no resto do ano, é bancar o egípcio.

Aliás, por falar neles, pensando bem no que significa a Páscoa para o povo de Deus, quem não curte a celebração cristã da morte e ressurreição de Cristo é egípcio.

Antes de sair por aí dizendo se gosta ou não gosta, pense no que significa a Páscoa.

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Foto: Rod Long/Unsplash.com.
Casado com Sandra, é jornalista, pastor presbiteriano e editor da Cultura Cristã.
  • Textos publicados: 15 [ver]

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