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Palavra do leitor

Obrigado, por ser imperfeito!

Obrigado, por ser imperfeito!



‘’Os milagres da Graça sempre foram e serão consolidados por pessoas em encontros e reencontros.’’



Qual o sentido da religião se não nos leva a vínculos afetivos profundos e concretos com pessoas? Será, então, tudo um amontoado de ritualismos e rituais para atenuar nossa mais completa falta de sentido ou nosso mais atordoador e absoluto abismo de nada?

Ora, talvez, por esse motivo, os desgraçados pelos infortúnios da vida, de suas injustiças, de suas desigualdades vergonhosas encontram nos redutos, nos guetos, nos labirintos, nos esconderijos dos mantras religiosos uma maneira de suportar um fardo a ser carregado. As vezes, sou levado a questionar se Deus representa e é a nascente incessante de vida, o por qual motivo uns sim e outros não?

O por qual motivo uns abençoados e outros sempre na berlinda dos confrontos e conflitos, sem experimentar, nos lábios, o doce das conquistas? Vou mais a frente, uns são curados, preservados, contemplados e outros não? Não sei quanto a você, mas me sinto assim, em muitos momentos, principalmente, quando o script não saiu como esperava.

Por ora, ao folhear o texto de João 05 e, ali, encontramos uma narrativa histórica, com toda uma intensidade de crenças, de valores, de hábitos, de ideias e ideal, de sentimentos, de convicções, de desespero, de angustia, de solidão, de justificativas e mais justificativas. Eis o cenário de um espaço, a princípio, destinado a ser o palco dos prodígios e lá de cima, com a lenda de quem entrasse no tanque de Betesda seria, sem nenhuma tardança, curado. Agora, aquele tentava e isto há um tempo prolongado, sem qualquer resultado específico, ou seja, sempre alguém chegava antes e ponto final. Em meio a isso, cheguei a conclusão do por qual motivo Deus não aliviou a situação daquele homem, quebrou o galho, ajudou – o?

Sinceramente, não tenho resposta e, acredito, ser o melhor. Mesmo assim, Jesus entra naquele local, repleto de figuras apequenadas, rebaixadas, desprezadas e campos abertos de por que comigo. Não sei as motivações daquele Carpinteiro de vidas, dirigiu – se até aquele homem e declarou vida, declarou o resgate de ser livre e de liberdade, trouxe de volta o respeito e a integridade por ser humano, imagem e semelhança de Deus.

Verdadeiramente, os milagres da Graça sempre foram e serão consolidados por pessoas em encontros e, indiscutivelmente, Jesus participa de um encontro e sem se pautar nas agendas de se aquele homem preenchia ou não as cartilhas da santidade, dos critérios teológicos, da dietas religiosas (do sábado, do jejum, da oração, da penitência, das oferendas). Em frontal oposição, ouso dizer o quanto Jesus estende as mãos e monstra ao homem que ser imperfeito não configura ser o fim de tudo.

Parto dessa afirmação ou devaneio da minha parte e arrisco seguir a mesma trilha, com o intuito de também dizer: obrigado, por ser imperfeito!

Sim, obrigado, porque não vou acertar sempre; obrigado, porque vou me encontrar com a dúvida, com a descrença, com as inquietudes, com as incertezas, com os vazios, com os momentos de solidão e de um silêncio mórbido; obrigado, quando olhar para os lados e perguntar sobre os amigos e perceber o medo de ser abandonado, daquela sensação de ser banido, de se colocar como vítima; obrigado, por me deparar com um olhar que me olha como ser humano e não um número nas estatísticas dos deserdados.

Quantos obrigados, quem sabe, não seja necessário serem feitos? É bem verdade, irão curar a todos, livrar, poupar, preservar, enriquecer? Tanto eu quanto você, sabemos que não! Agora, ajudar – nos – á a perceber um Deus ser humano, com o compromisso de nos humanizar, de nos fazer lágrimas, risos, lúdicos, imaginação, afetos, transcendência (ah, uma transcendência que me faça abrir as portas do coração, as janelas das emoções e permitir ser invadido pelo sangue ou pela paixão pela vida).

De observar, escrevo essas palavras e esses pedaços, esses encontros e reencontros para, vai lá se saber o por qual motivo, em plena noite de inverno, você possa reconhecer a importância desse obrigado.
São Paulo - SP
Textos publicados: 7 [ver]

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