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Palavra do leitor

Mensageiros

Há muito tempo se diz que somos visitados por seres de outros mundos, os famosos Extraterrestres. Estudiosos e simpatizantes buscam a cada dia provar que esses seres nos visitam e, mais que isso, influenciam a vida dos terráqueos. Viajam em naves superavançadas pelo imenso espaço sideral e parecem desejosos de contato conosco. Não sabem eles que tais seres já nos visitam há muito tempo e têm participação ativa na nossa história. Numa espécie de mundo paralelo, eles vivem e trabalham sob as ordens do Deus Todo-Poderoso. Como viajantes espaciais, cruzam os céus trazendo bênçãos e orientações aos filhos de Deus e levando suas orações ao trono do Altíssimo numa constante ponte aérea celestial.

Ao longo de toda a Bíblia, várias vezes seres não-humanos foram mensageiros e testemunhas de acontecimentos que marcaram a história da redenção do gênero humano. Refiro-me aos anjos. Essa figura quase mitológica e muito pouco conhecida, sempre envolta de muito mistério. Fazem parte do imaginário popular. Do Gênesis ao Apocalipse, eles têm presença certa e marcante. Ora lutando contra os inimigos, ora trazendo uma mensagem específica, ora fazendo parte de uma epifania divina ou trazendo um julgamento, ora trazendo encorajamento ou cuidando dos justos, os anjos fazem parte do projeto de Deus para o homem. Não são homens, não são deuses, são uma espécie de extraterrestres por não fazerem parte deste mundo material e tangível. Como visitantes e peregrinos, os anjos participaram de momentos importantes nos eventos da história do povo de Deus que culminaram com a vinda do Logos de Deus, conforme aprendemos na teologia joanina. Assim como o vento, não se sabia exatamente de onde vinham e para onde iam e, como agentes secretos, surgiam de repente e sumiam sem deixar rastro. Atuaram e atuam individualmente ou como parte de um grande exército.

Talvez pela importância de suas missões, os únicos que receberam nomes foram Gabriel, Rafael e Miguel. O primeiro dispensa apresentações, é certamente o mais conhecido pelo anúncio que fizera a Maria sobre o Agnus Dei. Passam quase que despercebidos nas narrativas bíblicas, mas foram testemunhas oculares de grandes milagres e grandes encontros. Embora tenham sido criados num determinado momento da história, não foram feitos à imagem e semelhança de Deus, como foram os humanos. Não se tornarão humanos, nem estes se tornarão anjos, como pensam alguns. Cada criatura teve e tem uma finalidade específica na economia divina. Como o homem, têm inteligência, emoções e vontade. Talvez o que eles tenham de mais importante para nos ensinar seja sua capacidade para obedecer às ordens de Deus. Estiveram presentes no último instante de Jesus na terra, na sua ascensão, quando declararam aos apóstolos: "Homens galileus, por que estais olhando para o céu? Esse Jesus, que dentre vós foi recebido em cima no céu, há de vir assim como para o céu o vistes ir" (Atos 1:11)

Pergunto a mim mesmo se estes seres não sentem uma pontinha de vontade de serem ou se tornarem humanos, pelo menos por um dia. Talvez queiram saber como é morrer, casar, ter filhos, enfim, serem possuidores das limitações dos filhos de Adão. E nós humanos, será se nunca pensamos em ser anjos por um dia? Poder voar ou ser arrebatados como eles? Viver constantemente na presença do Altíssimo, louvando-O entre miríades e cantando sem parar o "Aleluia de Handel", sendo iluminados diretamente pela Sua glória e ministrados pelas Suas indizíveis palavras? Aprendamos com Agostinho de Hipona que, refletindo certo dia sobre estas criaturas, sentenciou: "foi o orgulho que transformou anjos em demônios, mas é a humildade que faz homens serem como anjos". E ainda com Paulo de Tarso, que apresentando aquele que seria o maior tratado sobre o Amor, declarou: "...ainda que eu falasse a língua dos homens, e falasse a língua dos anjos, sem amor, eu nada seria".

(Presbítero Tony - Igreja Presbiteriana de Brasília. Email: faos.ead@gmail.com)
BrasÍlia - DF
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