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09 de novembro de 2017- Visualizações: 35733
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Organizações se unem no combate ao microplástico em ambientes marinhos
Por Ariane Gomes
Mais um tema difícil e polêmico a respeito das questões ambientais tem circulado com maior frequência nas redes de notícias. Trata-se da divulgação de dados de uma pesquisa realizada pela Orb Media, sobre a presença de fibras de plástico não apenas nos oceanos, mas também na água potável usada por parte da população mundial.
De acordo com o estudo feito pela Orb, que analisou mais de 150 amostras de água de torneira em cidades localizadas nos cinco continentes, inclusive no Brasil, 83% continham fibras microscópicas de plástico. Embora ainda não seja possível determinar como essas fibras chegam até os encanamentos domésticos ou quais são os reais riscos para a saúde humana, para Sherri Mason, pioneira da pesquisa sobre microplásticos que supervisionou o estudo da Orb, é possível que o impacto causado nos animais marinhos pela presença de microplásticos também impacte de alguma forma os seres humanos.
O microplástico é uma pequena partícula de plástico que vem se tornando o principal poluente dos oceanos, prejudicando o seu ecossistema. Pesquisas indicam que este vilão das águas pode ter origem em diversas fontes: descarte doméstico inadequado de produtos feitos de plástico que, ao chegarem ao mar, passam por um processo de quebra mecânica realizada pela chuva, vento e ondas do mar, que fazem com que os produtos se fragmentem em pequenas partículas; descarte industrial inadequado de plásticos e de matérias-primas que levam plástico em sua composição. Microplásticos também são encontrados em produtos do cotidiano como tecidos sintéticos e produtos de beleza e higiene pessoal: esfoliantes, xampus, sabonetes, delineadores, desodorantes, protetores labiais, entre outros.
Organização cristã em defesa dos ambientes marinhos
No meio de um mar de más notícias, é animador saber que entre os que arregaçaram as mangas em favor do exame do impacto da poluição por microplásticos nos ambientes marinhos, está a organização cristã A Rocha Internacional, da qual A Rocha Brasil faz parte. Junto com outras organizações europeias, por meio da campanha Grande Caça Europeia aos Nurdles*, A Rocha França tem colaborado para a conscientização, educação e capacitação em defesa dos ambientes marítimos. Com a ajuda de um manual orientador, os grupos envolvidos são equipados para examinar a escala de poluição por microplásticos em praias e vias navegáveis da região de Camargue, defender as regiões da poluição e oferecer materiais educativos a respeito do problema. O trabalho é feito sob a orientação do cientista Robert Sluka e de biólogos cristãos d"A Rocha França. A parceria com o Laboratoire d’Océanographie de Villefranche-sur-Mer ajuda na análise das amostras. As informações coletadas no projeto serão combinadas com dados de pesquisa de outras organizações e colaborarão em uma consulta pública sobre microplásticos que orientará o futuro da política de plásticos na Europa.
Para Robert Sluka, cientista chefe do Programa de conservação marinha e costeira d’A Rocha Internacional, microplásticos também é assunto que diz respeito aos cristãos tanto porque Deus deu ao homem a responsabilidade de cuidar e preservar a criação como porque os efeitos do problema têm a ver com o próximo e se querem obedecer a Deus, o amor prático dos cristãos deve se revelar na consciência das escolhas feitas e do efeito delas sobre o uso de plásticos e no envolvimento com os problemas que atingem a natureza e o outro.
A International Maritime Organization (IMO), uma das agencias da ONU onde o governo brasileiro está representado, tem demonstrado preocupação cada vez maior pela questão dos microplásticos ao redor do mundo. Ela é a autoridade global de definição de padrões para a segurança, proteção e desempenho ambiental do transporte marítimo internacional. Eles estão procurando entender melhor o problema e as suas causas e como a regulação internacional pode ajudar a controlá-lo.
Nota
* Nurdles são pequenos grãos de plástico usados em diversos produtos de uso doméstico e que acabam poluindo os mares. Ao contrário de grandes pedações de plástico lançados no mar como lixo, os nurdles são tão pequenos que passam despercebidos e seu efeito sobre o ecossistema marinho tem preocupado os cientistas.
Leia mais:
» Documento Microplásticos, de A Rocha (pdf).
» O que são Nurdles e qual seu impacto em ambientes marinhos?
Mais um tema difícil e polêmico a respeito das questões ambientais tem circulado com maior frequência nas redes de notícias. Trata-se da divulgação de dados de uma pesquisa realizada pela Orb Media, sobre a presença de fibras de plástico não apenas nos oceanos, mas também na água potável usada por parte da população mundial. De acordo com o estudo feito pela Orb, que analisou mais de 150 amostras de água de torneira em cidades localizadas nos cinco continentes, inclusive no Brasil, 83% continham fibras microscópicas de plástico. Embora ainda não seja possível determinar como essas fibras chegam até os encanamentos domésticos ou quais são os reais riscos para a saúde humana, para Sherri Mason, pioneira da pesquisa sobre microplásticos que supervisionou o estudo da Orb, é possível que o impacto causado nos animais marinhos pela presença de microplásticos também impacte de alguma forma os seres humanos.
O microplástico é uma pequena partícula de plástico que vem se tornando o principal poluente dos oceanos, prejudicando o seu ecossistema. Pesquisas indicam que este vilão das águas pode ter origem em diversas fontes: descarte doméstico inadequado de produtos feitos de plástico que, ao chegarem ao mar, passam por um processo de quebra mecânica realizada pela chuva, vento e ondas do mar, que fazem com que os produtos se fragmentem em pequenas partículas; descarte industrial inadequado de plásticos e de matérias-primas que levam plástico em sua composição. Microplásticos também são encontrados em produtos do cotidiano como tecidos sintéticos e produtos de beleza e higiene pessoal: esfoliantes, xampus, sabonetes, delineadores, desodorantes, protetores labiais, entre outros.
Organização cristã em defesa dos ambientes marinhos
No meio de um mar de más notícias, é animador saber que entre os que arregaçaram as mangas em favor do exame do impacto da poluição por microplásticos nos ambientes marinhos, está a organização cristã A Rocha Internacional, da qual A Rocha Brasil faz parte. Junto com outras organizações europeias, por meio da campanha Grande Caça Europeia aos Nurdles*, A Rocha França tem colaborado para a conscientização, educação e capacitação em defesa dos ambientes marítimos. Com a ajuda de um manual orientador, os grupos envolvidos são equipados para examinar a escala de poluição por microplásticos em praias e vias navegáveis da região de Camargue, defender as regiões da poluição e oferecer materiais educativos a respeito do problema. O trabalho é feito sob a orientação do cientista Robert Sluka e de biólogos cristãos d"A Rocha França. A parceria com o Laboratoire d’Océanographie de Villefranche-sur-Mer ajuda na análise das amostras. As informações coletadas no projeto serão combinadas com dados de pesquisa de outras organizações e colaborarão em uma consulta pública sobre microplásticos que orientará o futuro da política de plásticos na Europa.
Para Robert Sluka, cientista chefe do Programa de conservação marinha e costeira d’A Rocha Internacional, microplásticos também é assunto que diz respeito aos cristãos tanto porque Deus deu ao homem a responsabilidade de cuidar e preservar a criação como porque os efeitos do problema têm a ver com o próximo e se querem obedecer a Deus, o amor prático dos cristãos deve se revelar na consciência das escolhas feitas e do efeito delas sobre o uso de plásticos e no envolvimento com os problemas que atingem a natureza e o outro.A International Maritime Organization (IMO), uma das agencias da ONU onde o governo brasileiro está representado, tem demonstrado preocupação cada vez maior pela questão dos microplásticos ao redor do mundo. Ela é a autoridade global de definição de padrões para a segurança, proteção e desempenho ambiental do transporte marítimo internacional. Eles estão procurando entender melhor o problema e as suas causas e como a regulação internacional pode ajudar a controlá-lo.
Nota
* Nurdles são pequenos grãos de plástico usados em diversos produtos de uso doméstico e que acabam poluindo os mares. Ao contrário de grandes pedações de plástico lançados no mar como lixo, os nurdles são tão pequenos que passam despercebidos e seu efeito sobre o ecossistema marinho tem preocupado os cientistas.
Leia mais:
» Documento Microplásticos, de A Rocha (pdf).
» O que são Nurdles e qual seu impacto em ambientes marinhos?
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