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Opinião

Ser Igreja e ir à Igreja

Por Luiz Fernando dos Santos

“Não devam nada a ninguém, a não ser o amor de uns pelos outros, pois aquele que ama seu próximo tem cumprido a lei” (Rm 13.8).

Não é difícil encontrar as razões pela quais as pessoas frequentam uma igreja cristã. As pessoas "vão à igreja" por muitas razões diferentes: é seu dever; é um lugar para conhecer pessoas de influência; seus filhos recebem instrução moral; etc.

Assistir à igreja alivia a culpa e declara a si mesmo e aos outros que eles são religiosos. A igreja cumpre o que Maslow chama de "necessidades de auto realização". Tudo está bem porque uma responsabilidade foi cumprida. Voltar-se para Deus, relacionar-se intimamente com Ele na comunidade cristã, descobrir sua vontade e desenvolver a disciplina para viver um estilo de vida cristão são frequentemente negligenciados.

A Igreja é considerada por muitos um lugar para ir, ao invés de o povo de Deus em comunidade, um jeito de ser e de existir

Imagine igrejas onde os cristãos não são apenas espectadores, mas vivem em afetiva comunhão de vida. Os cristãos praticam os relacionamentos "uns com os outros" descritivos da comunhão cristã na Bíblia. Eles são o povo santo de Deus, "vestidos... com compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. [Eles] se suportam uns aos outros e perdoam as queixas que eles têm uns contra os outros. [Eles] perdoam como o Senhor os perdoou” (Cl 3.13). O amor "liga-os todos em perfeita harmonia" (Cl 3.14).

A igreja é a comunidade escatológica, que pertence a Deus e está em peregrinação através da vida ajudando uns aos outros a continuar como discípulos de Cristo e incentivando outros a se juntar a eles na jornada para chegar ao céu. Por isso, precisamos desenvolver sempre e cada vez mais um senso de família, de pertença e de interdependência.

Evidentemente que o aspecto primário e inegociável do ajuntamento solene, a que damos o nome de Igreja, tem a ver com a adoração exclusiva a Trindade. Reunimo-nos com frequência com o propósito de proclamar as grandezas de Deus, cantar e enaltecer os seus atributos perfeitíssimos, agradecer-lhe as suas bênçãos, os seus cuidados e etc. Reunimo-nos para ouvir o que Ele tem a nos dizer em sua Palavra, para sermos ensinados diretamente por Ele através da leitura pública das Escrituras e do sermão, que é um meio de graça providenciado pelo Senhor para o nosso nutrimento espiritual.

Todavia, além desses aspectos essenciais, existem outros igualmente importantes e entre esses se encontram a mutualidade cristã, o companheirismo, a amizade sincera e desinteressada, uma convivência terapêutica e curativa pelo exercício do amor fraterno, da compaixão e da tolerância. A comunidade dos discípulos de Jesus deve ser um lugar com marcas distintas do mundo também no que tange ao acolhimento, aceitação, inclusão e convivência com a diversidade.

As Escrituras dão testemunho da beleza e da funcionalidade da vida fraterna na comunidade: “Melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará? E, se alguém prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; e o cordão de três dobras não se quebra tão depressa” (Ecl 4.9-12); e ainda “Levai as cargas uns dos outros, e assim cumprireis a lei de Cristo” (Gl 6.2); e mais: “Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos. Cada um cuide, não somente dos seus interesses, mas também dos interesses dos outros” (Fp 2.3,4).

Os textos apresentados aqui dão provas suficientes de como o Senhor idealizou a dinâmica da vida da Igreja. É bem verdade que a nossa experiência histórica nem sempre corresponde ao padrão bíblico, mas isso ainda só testifica de que devemos buscar esse estado de coisas. Quando do primeiro homicídio ocorrido na história da humanidade, Caim, o primeiro assassino, ao ser inquirido por Deus do paradeiro de seu irmão Abel, respondeu: “Não sei; sou eu o responsável por meu irmão?" (Gn 4.9). Pensou Caim que com essa evasiva iria esconder e livrar-se de agravar o seu crime. Infelizmente há um pouco dos sentimentos de Caim também em nós.

Quando frequentamos uma comunidade e esgotamos nosso relacionamento num intimismo egoísta com Deus e em relacionamentos fugazes e descomprometidos com os demais adoradores, abrimos mão de nossa responsabilidade para com os nossos irmãos a quem Deus nos confiou o cuidado e a proteção enquanto caminhamos juntos para o céu. Cumpra a ordenança de Jesus, ame e sirva os seus irmãos, cultive relacionamentos santos e faça da Igreja uma experiência antecipada do paraíso.

• Reverendo Luiz Fernando é Ministro da Palavra na Igreja Presbiteriana de Itapira.

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É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
  • Textos publicados: 69 [ver]

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