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Opinião

Os desafios da comunhão virtual e da vida cristã on-line

Por Rubem Amorese
 
Tenho conversado com vários irmãos sobre a dificuldade que o “novo normal” traz a quem esteve fisicamente ausente da igreja, por conta da pandemia. Refiro-me à dificuldade de retornar ao convívio presencial. Foram tantos os “confortos” trazidos pela pobre comunhão via YouTube, Zoom ou Meet que, agora, torna-se um desafio voltar à vida normal da igreja; à construção do bem comum. 
 
Não se trata apenas de redescobrir as antigas razões que nos animavam, mas também achar as forças para “enfrentar” a comunhão em serviço, com suas alegrias e contrariedades. Sim, sabemos bem que essa comunhão em serviço é como abraço de porco-espinho: quanto mais próximos, mais “espinhosa” é a relação.
 
As antigas razões para um “meter a mão na massa” coletivo, em prol da comunidade, do bairro (a ideia de missão paroquial) e da sociedade, em geral (a ideia do “ide” à sua escola, trabalho, condomínio, prefeitura etc.)  também sofrem uma crise de plausibilidade, ou de relevância. O isolamento obrigatório colocou essas atividades presenciais em suspensão. E, sem perceber, tristemente aprendemos a cuidar das próprias vidas (uma marca da pós-modernidade).
Anteriormente ao “fique em casa”, eram poucas as igrejas que mantinham um culto on-line. Com a tragédia, muitas delas tiveram que recorrer à tecnologia. E foi, a meu ver, uma bênção. O detalhe é que esse serviço veio para ficar. Passado o olho do furacão, não encontramos razões para desativar as transmissões, pois são acompanhadas, por membros e visitantes, em todo o mundo. Sem falar que seus arquivos ficam disponíveis para quem desejar assisti-los fora do horário de streaming. O melhor dos mundos! Mas essa possibilidade de permanecer em casa agora conspira contra o chamado de volta ao aprisco físico. Ela aprofundou o fenômeno pós-moderno da privatização da vida. E o autorizou. E o obrigou. 

Agora, para os adeptos da “presença virtual”, não faltam argumentos: o culto virtual não é culto? A escola dominical no metaverso não é escola? A presença na janelinha do Zoom não me permite ver mais irmãos do que quando eu ia à igreja? Aliás, posso me concentrar mais no sermão se estiver no silêncio da minha casa. Posso participar da aula on-line. Quanto à oferta, tem o PIX pra isso. E assim por diante. Razões até razoáveis, penso eu. 
 
Temos visto como as empresas se adaptaram ao trabalho remoto. Muitas prosperaram significativamente, por conta da eficiência. Há quem tente transportar essa nova realidade para o mundo eclesiástico. E funciona, em parte. Muitas atividades da igreja, além dos cultos, se beneficiam. Mas há um elemento que tem sofrido: a comunhão; aquela proximidade construída com suor e com pão e vinho, na edificação do bem comum; aquele ambiente de trabalho voluntário, colaborativo, evangelístico e de adoração que, combinados, produzem em nós uma qualidade de relações, de envolvimento e de identidade que parece não ser possível na igreja remota
 
Então, um irmão disse: podemos até conversar por chat, mas o seu abraço eu quero senti-lo. 
 

SAUDADES DA IGREJA – COMO É BOM E AGRADÁVEL QUANDO O POVO DE DEUS SE JUNTA

Está claro para todos que a pandemia alterou muitos aspectos da sociedade. O impacto dessas mudanças chega às igrejas, denominações e organizações paraeclesiásticas de diferentes maneiras. Retornar às reuniões presenciais será um desafio! Exigirá esforço e ânimo para vencer as dificuldades internas (dentro de nós) e as externas. Para muitas lideranças pastorais o contexto é desanimador. Há pastores emocionalmente esgotados. Liderar neste contexto complexo de mudança é uma prova cheia de obstáculos.

É disso que trata a matéria de capa da edição de
394 da revista Ultimato. Para assinar, clique aqui.

Saiba mais
 
Autor de, entre outros, Fábrica de Missionários, Louvor, Adoração e Liturgia, Meta-História, Icabode e Ponto Final, Rubem Martins Amorese é consultor legislativo (aposentado) no Senado Federal e presbítero emérito na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília. Foi professor na Faculdade Teológica Batista de Brasília (FTBB) por vinte anos e presidente do Diretório Regional – DF da Sociedade Bíblica do Brasil. Foi diretor de informática no Centro de Informática e Processamento de Dados do Senado Federal (Prodasen) e integrou a Comissão de Inquérito que desvendou a violação do painel eletrônico do Senado Federal.

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