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Opinião

O Rei está às portas

Por Luiz Fernando dos Santos

"O tempo é chegado", dizia ele. "O Reino de Deus está próximo. Arrependam-se e creiam nas boas novas!” (Mc 1.15).

Chegamos ao quarto e último domingo do Advento, estamos muito próximos de iniciar as festas natalinas. O Advento, em sua pedagogia, quer aumentar em nós a expectativa para o encontro com Jesus, de fato, o Rei está às portas, não demora, e estará entre nós, cheio de graça e de verdade.

Claro está que o mistério da Encarnação do Verbo já se realizou há mais de dois mil anos em Belém da Judeia. Claro está também o fato de que a liturgia é um drama, mas não é um teatro bufão, uma caricata encenação do que ocorreu. É um drama porque nos confronta com os eventos de nossa redenção, porque nos leva às Escrituras para que maravilhosamente se descortinem diante dos nossos olhos o enredo da nossa salvação nos históricos e sobrenaturais atos redentores de Deus. Lemos as Escrituras na perspectiva histórica de que os fatos do passado são a causa da nossa alegria e segurança no presente, bem como de nosso gozo e esperança quanto a um futuro bem-aventurado. De fato, a irrupção de Deus em nossa história na humanidade de Jesus Cristo, por obra e graça do Espírito Santo, inaugurou uma nova era.

Estamos vivendo os tempos do fim, do fim desta realidade manchada pelo pecado, pela presença da morte, pelas marcas da desumanização em forma de violência, degradação e depravação, sob a maligna influência de Satanás e ao mesmo tempo, vivemos sob o sinal da cruz, emblema do novo reino que começa a se estabelecer sob o reinado eterno, absoluto e indestrutível de Jesus. As marcas desse reino bendito começam a aparecer com força e verdade, como num grande mosaico que vai sendo formado dando as feições de Cristo, em comunidade de fé, amor e esperança. Essas comunidades são embaixadas do reino que receberam a missão de representar nesse mundo os seus interesses, representar, manifestar e colocar em prática a vontade do seu Rei. Essas comunidades são as milhares de igrejas locais espalhadas pelo mundo, cuja vocação mais alta é a adoração e a vindicação da rendição de todos os homens dócil e voluntária obediência ao Rei bendito. Nada mais apresenta o Rei e o reino do que comunidades vibrantes, com cultos emocionantes, graves, solenes, porém alegres, onde a carta magna desse reino, o evangelho é exposto com audácia e poder.


O Rei tem interesses e negócios nesse mundo, por meio de seus embaixadores, enquanto não vem para tomar posse absoluta sobre tudo e sobre todos, quando as ‘coisas novas’ estiverem acabadas. Nesse tempo, o Senhor tem interesse em que a justiça e a paz avancem sobre a criação. Nesse tempo, o Senhor deseja ver prosperar o seu negócio e colher os lucros dos seus investimentos, pelo aumento exponencial de homens e mulheres comprados por seu precioso sangue na cruz. Como toda embaixada, a igreja luta e defende os interesses do seu Rei e faz de tudo ao seu alcance para realizar os seus desejos. Entretanto, o reino de Deus não possui relações diplomáticas com o reino do mundo. Esses dois reinos estão em guerra e os arsenais são consideráveis, ainda que as armas do reino de Deus sejam indestrutíveis. As armas do reino inimigo são, pecado, maldades, corrupções, depravações, vícios, homicídios, adultérios, prostituição e sobremaneira, a degradação da pessoa humana em miséria, alienação e falta de sentido para a vida. As nossas armas são bem conhecidas também, além das já mencionadas na carta aos Efésios 6.10s, o nosso arsenal não se esgota ali. Há muito mais, como o empenho pela justiça, uma vida de santidade e pureza aos olhos do mundo, a vivência da ética em nosso dia a dia e a luta para aplicar a ética e a moralidade nas engrenagens de poder, como a política, a cultura e o mundo dos negócios.
 
 
Como embaixadores, que não têm autoridade de fazer tratados de paz ou negociações que visem apenas um cessar fogo temporário, é nosso dever partir com bondosa, caridosa agressividade para dentro das fronteiras inimigas onde homens e mulheres estão sendo mantidos reféns nas periferias existenciais. É urgente que a igreja avance sobre a fome, a miséria, os moradores de rua, os desempregados, os enfermos sem recursos e inicie o processo de resgate da dignidade humana, soltando as amarras de uma vida sem sentido e desumana, enquanto proclama em nome do Rei, a verdadeira liberdade de que todos precisam.

O Advento nos ensina que além de comemorar o Rei Nascido, estamos aprontando tudo para comemorar o seu regresso glorioso, como Rei Coroado de glória. Até lá, que as nossas comunidades se espalhem, transformem o seu contexto e a sua realidade com graça e trabalho. Que a cada dia novas comunidades surjam, com singularidades e diferenças secundárias, mas que formem pela proximidade no essencial, o rosto bendito do Rei Jesus a nos convidar para o seu reino de paz. Vem Senhor Jesus!


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» Advento: um tempo para renovar a esperança
» A preparação para o Natal. O Messias veio? O Messias virá?
É ministro da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP) e professor de Teologia Pastoral e Bioética no Seminário Presbiteriano do Sul, de Filosofia na Faculdade Internacional de Teologia Reformada (FITREF) e de História das Missões no Perspectivas Brasil.
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