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04 de março de 2026- Visualizações: 719
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Erradicação da Pobreza Extrema
Próxima live do grupo Ethica Sola Gratia abordará o papel da igreja frente às estruturas injustas em entrevista
Com o ODS 1 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável #1), a ONU propõe erradicar a pobreza extrema até 2030, ou seja, garantir que todas as pessoas em todos os lugares disponham de pelo menos US$ 1,25 por dia (cerca de R$ 200/mês). Além disso o objetivo inclui assegurar que todos os homens e mulheres, em particular os pobres e vulneráveis, tenham direitos iguais aos recursos econômicos, bem como acesso a serviços básicos, propriedade e controle sobre terras e outras formas de propriedade, herança, recursos naturais, novas tecnologias e serviços financeiros, incluindo microfinanças.
Entretanto, ainda persistem muitas desigualdades regionais. No Nordeste, 9,1% das pessoas vivem em extrema pobreza, sobretudo mulheres, pretos e pardos, e crianças de até 14 anos. O rendimento domiciliar per capita no Maranhão corresponde a menos de 1/3 do registrado no Distrito Federal. Além disso, os crescentes eventos climáticos extremos no Brasil – como as inundações no Rio Grande do Sul, a seca na Amazônia, a onda de calor na região central, as chuvas recentes na Zona da Mata mineira – afetam principalmente os mais vulneráveis, incluindo pessoas negras, pardas e comunidades quilombolas.
É importante mitigar os sintomas da pobreza; porém, mais importante ainda é atuar sobre suas causas raízes e viabilizar as condições necessárias para um bom padrão de vida digno: alimentação suficiente e de boa qualidade; moradia segura; acesso a energia, água e saneamento; roupas e calçados adequados; assistência médica que promova boa saúde; educação de qualidade; lazer; trabalho e remuneração suficiente para custear os itens anteriores.
Para acabar com a pobreza, é necessário gerar riqueza, assegurando uma distribuição justa. Quando os recursos e a riqueza são monopolizados por cartéis e corporações, tornam-se obstáculos para a erradicação da pobreza.
O segundo setor está apto a gerar riqueza de forma inclusiva? O Estado está preparado para organizar a sociedade e prover o bem comum? O terceiro setor está qualificado para concretizar seus ideais? Como articular a integração entre todos os setores da sociedade?
Qual é o papel da igreja frente às estruturas injustas? Como a igreja pode influenciar políticas públicas que viabilizem um modelo socioeconômico mais justo e menos desigual? O que Jesus quis dizer com “sempre haverá pobres entre vocês” (João 12.8)? O que a Bíblia, como um todo, tem a dizer sobre esse tema?
Um dos sinais do Reino é o anúncio de boas novas aos pobres (Lc 4.18). O cuidado com os pobres está na gênese da igreja cristã (Atos 2, 4 e 7). A religião pura e imaculada para com Deus consiste em cuidar dos órfãos e das viúvas (Tiago 1.27). Jesus também alertou que é difícil um rico entrar no Reino dos Céus, pois é mais provável que venha a servir a Mamon(riquezas) ao invés de permanecer fiel aos mandamentos de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo com a si mesmo.
O mandato para administrar e cuidar da Criação se complementa com o mandamento de Jesus para fazer discípulos de todas as etnias. E esse discipulado deve incluir ensinar o pobre a sair da pobreza e o rico para apoiar o pobre neste processo.
Na próxima live do grupo ESG (Ethica, Sola Gratia), vamos entrevistar Gerhard Fuchs, que se declara um empresário de sucesso que sucumbiu às tentações e armadilhas associadas à riqueza (cf. 1Tm 3), o que o levou a enfrentar inúmeras dificuldades e uma árdua jornada de libertação e restauração que já dura mais de 25 anos. Gerhard tem graduação em Administração (UFPR) e Teologia (FABAPAR), especialização em Responsabilidade Social (MBA FGV), e atua como presidente do Fundo Cristão para Investimento Estratégico.
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (ATOS 20.35)
A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
É disso que trata a edição 418 de Ultimato. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Consumo e produção responsáveis são assuntos da próxima live do grupo Ethica, Sola Gratia, por Oséas Heckert
» Energia limpa e acessível para todos?, por Oséas Heckert
Por Oséas Heckert
Com o ODS 1 (Objetivo de Desenvolvimento Sustentável #1), a ONU propõe erradicar a pobreza extrema até 2030, ou seja, garantir que todas as pessoas em todos os lugares disponham de pelo menos US$ 1,25 por dia (cerca de R$ 200/mês). Além disso o objetivo inclui assegurar que todos os homens e mulheres, em particular os pobres e vulneráveis, tenham direitos iguais aos recursos econômicos, bem como acesso a serviços básicos, propriedade e controle sobre terras e outras formas de propriedade, herança, recursos naturais, novas tecnologias e serviços financeiros, incluindo microfinanças. Utopia? Metas ambiciosas demais?
Em 2025, o Brasil atingiu os menores níveis históricos de extrema pobreza. Segundo IBGE, o índice caiu para 3,5% da população (1,9 Milhões). Com o apoio de programas como o Bolsa Família (que recebeu cerca de 5% das despesas primárias do orçamento federal em 2025), o Brasil saiu do "Mapa da Fome" da ONU, reduzindo para 3,2% a camada da população em situação de insegurança alimentar grave.
Entretanto, ainda persistem muitas desigualdades regionais. No Nordeste, 9,1% das pessoas vivem em extrema pobreza, sobretudo mulheres, pretos e pardos, e crianças de até 14 anos. O rendimento domiciliar per capita no Maranhão corresponde a menos de 1/3 do registrado no Distrito Federal. Além disso, os crescentes eventos climáticos extremos no Brasil – como as inundações no Rio Grande do Sul, a seca na Amazônia, a onda de calor na região central, as chuvas recentes na Zona da Mata mineira – afetam principalmente os mais vulneráveis, incluindo pessoas negras, pardas e comunidades quilombolas.
É importante mitigar os sintomas da pobreza; porém, mais importante ainda é atuar sobre suas causas raízes e viabilizar as condições necessárias para um bom padrão de vida digno: alimentação suficiente e de boa qualidade; moradia segura; acesso a energia, água e saneamento; roupas e calçados adequados; assistência médica que promova boa saúde; educação de qualidade; lazer; trabalho e remuneração suficiente para custear os itens anteriores.
Para acabar com a pobreza, é necessário gerar riqueza, assegurando uma distribuição justa. Quando os recursos e a riqueza são monopolizados por cartéis e corporações, tornam-se obstáculos para a erradicação da pobreza.
São necessárias mudanças profundas tanto em atitudes individuais (crenças, valores, conhecimento, habilidades, atitudes etc.) quanto nos fatores estruturais (acesso a recursos naturais, capital, meios de produção, tecnologia, educação, sistema socioeconômico inclusivo, justiça e equidade públicas, etc.)
O segundo setor está apto a gerar riqueza de forma inclusiva? O Estado está preparado para organizar a sociedade e prover o bem comum? O terceiro setor está qualificado para concretizar seus ideais? Como articular a integração entre todos os setores da sociedade?
Qual é o papel da igreja frente às estruturas injustas? Como a igreja pode influenciar políticas públicas que viabilizem um modelo socioeconômico mais justo e menos desigual? O que Jesus quis dizer com “sempre haverá pobres entre vocês” (João 12.8)? O que a Bíblia, como um todo, tem a dizer sobre esse tema?
Essas são algumas das perguntas abordadas no capítulo sobre ODS 1 do livro “Porque Deus Amou o Mundo – Igreja e ODS”. O autor, Gerhard Fuchs, nos lembra que nas línguas originais há mais de 8 termos para designar diferentes condições de pobreza: p.ex., ani (vítimas de opressão, enlutados), ebyon (necessitados), rush (esgotados, espoliados), machsor (deficientes), dal (frágeis, fracos), raeb (famintos), no AT; e ptokos (mendigos, dependentes de outros), no NT.
Um dos sinais do Reino é o anúncio de boas novas aos pobres (Lc 4.18). O cuidado com os pobres está na gênese da igreja cristã (Atos 2, 4 e 7). A religião pura e imaculada para com Deus consiste em cuidar dos órfãos e das viúvas (Tiago 1.27). Jesus também alertou que é difícil um rico entrar no Reino dos Céus, pois é mais provável que venha a servir a Mamon(riquezas) ao invés de permanecer fiel aos mandamentos de amar a Deus acima de todas as coisas e ao próximo com a si mesmo.
O mandato para administrar e cuidar da Criação se complementa com o mandamento de Jesus para fazer discípulos de todas as etnias. E esse discipulado deve incluir ensinar o pobre a sair da pobreza e o rico para apoiar o pobre neste processo.
Na próxima live do grupo ESG (Ethica, Sola Gratia), vamos entrevistar Gerhard Fuchs, que se declara um empresário de sucesso que sucumbiu às tentações e armadilhas associadas à riqueza (cf. 1Tm 3), o que o levou a enfrentar inúmeras dificuldades e uma árdua jornada de libertação e restauração que já dura mais de 25 anos. Gerhard tem graduação em Administração (UFPR) e Teologia (FABAPAR), especialização em Responsabilidade Social (MBA FGV), e atua como presidente do Fundo Cristão para Investimento Estratégico.
Não perca: dia 11/março, quarta-feira, 20h
https://www.youtube.com/@juliocesarcanal81
https://www.youtube.com/@juliocesarcanal81
- Oseas Heckert é engenheiro de pessoas (ele mesmo aqui incluído, em reengenharia permanente), apreendedor da vida abundante, poetrainee. Sazonalmente escreve para assimilar/compartilhar as ideias: www.antropogogia.net/aprender.php.
Serviço:
Live do Grupo ESG (Ethica, Sola Gratia)
Erradicação da Pobreza Extrema
Quando: 11 de março de 2026, às 20h
Quando: 11 de março de 2026, às 20h
Organizador: Grupo ESG (Ethica, Sola Gratia)
REVISTA ULTIMATO – GENEROSIDADE - "HÁ MAIOR FELICIDADE EM DAR DO QUE EM RECEBER! (ATOS 20.35)A generosidade é paradoxal! Que dá recebe em troca. E é multifacetada, podendo apresentar-se de muitas formas, e não apenas na doação de recursos materiais e dinheiro.
Deus conta com a generosidade na relações humanas e nas relações dentro da igreja. Ela é um elemento previsto por ele para o bem comum e para o avanço de sua obra.
É disso que trata a edição 418 de Ultimato. Para assinar, clique aqui.
Saiba mais:
» Consumo e produção responsáveis são assuntos da próxima live do grupo Ethica, Sola Gratia, por Oséas Heckert
» Energia limpa e acessível para todos?, por Oséas Heckert
04 de março de 2026- Visualizações: 719
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