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Novo álbum de Gerson Borges: brasilidade, beleza e afeto

Por Phelipe Reis

“Um povo precisa comer beleza pra querer viver. Povo, para existir, há de se sentir bonito. Há de ter sonhos, dizia Santo Agostinho. Há de marchar com a banda, dizia o Chico. Há de seguir a canção, dizia o Vandré. É isso que o povo pede de nós, dizia o poeta Tagore, uma canção...” (Rubem Alves, Teologia do Cotidiano)
 
É preciso ter um coração de pedra para discordar da síntese que Rubem Alves faz acima. Sim, precisamos de beleza e canção para viver. E nesses quesitos, Gerson Borges nos serve com muita generosidade. Pastor, músico e escritor; autor de Ser Evangélico Sem Deixar de Ser Brasileiro, as canções de Gerson, além de melodias, letras e rimas bem trabalhadas, nos saciam com beleza, afeto e um toque especial de brasilidade.
 
Dia 8 de novembro ele lança nas principais plataformas digitais o seu novo álbum, inspirado na obra “Os Quatro Amores”, de C. S. Lewis. Ao lado dele, na produção, instrumentais e vocais, muita gente boa – todos amigos. Nas palavras do músico, trata-se de um álbum destinado a “quem tiver ouvidos para ouvir, coração para sentir, pés para dançar e olhos para marejar”.
 
Conversei com Gerson, virtualmente, sobre a inspiração, produção e expectativa para o lançamento do álbum. Também ouvi Paulo Nazareth e Amanda Rodrigues sobre suas participações no projeto. Confira como foi esse bate-papo.
 
Phelipe Reis – Por que C. S. Lewis?

Gerson Borges –
Sem dúvida, na minha opinião e de muita gente de peso, é o escritor cristão mais influente do século vinte. Possivelmente, o mais citado também por autores protestantes-evangelicais.
 
PR – Qual a relevância de Lewis para hoje?

GB –
Muita e variada. Mas eu destacaria primeiro a articulação da fé e cosmovisão cristã em um ambiente cultural cada vez mais pós ou anticristão. Lewis conhecia os clássicos profundamente ao refutar o ateísmo da “hermenêutica da suspeita” (Marx, Freud, Nietzsche). Ainda que não direta ou sistematicamente, ele demonstrava conhecer o núcleo estruturante do pensamento dos seus opositores. Em segundo lugar, a sua contribuição para uma imaginação cristã. Eu não digo isso apenas em um sentido óbvio, isto é, a sua obra ficcional, mas especialmente naquilo que Eugene Peterson chamou de “oração” ou “espiritualidade imaginativa”. As narrativas bíblicas se misturam às narrativas ficcionais e à própria narrativa de vida, criando uma tessitura que estabelece sentido e significado. Não apenas em Nárnia ou na Trilogia Espacial, mas em Cartas de um Diabo a seu Aprendiz, por exemplo, ele me incentiva a pensar de modo tão teológico quanto narrativo, o que qualifica a fé. É que a linguagem da teologia e da espiritualidade é essencialmente analógica e metafórica. Lewis é incrivelmente fluente nisso. Por fim, algo subjetivo, ou nem tanto: amo o estilo de Lewis – é literatura da melhor e maior qualidade, tudo o que escreveu, ensaios ou ficção! 
 
PR – O que mais lhe marcou na obra “Os Quatro Amores”?

GB –
A genialidade da classificação: amor-necessidade (os amores humanos) e amor-doação (o amor de origem divino). E o capítulo final. Sei trechos de cor, praticamente. 

PR – Quanto tempo durou o processo de concepção e produção deste trabalho?

GB – Quando eu comecei a desenvolver o conceito, percebi que sempre compus canções que trabalhavam os quatro amores. Então, comecei uma te-ré-releitura do livro (rsrsrs) e coloquei intencionalidade criativa na composição de novas músicas e no desenho do álbum/show – quem eu convidaria para tocar e cantar. Uma delícia a pré e a pós-produção. A produção em si é que é bastante exaustiva, pois mesmo com a tecnologia/ambiente online, prefiro o presencial. E para quem vive em São Paulo, não é fácil conciliar família, igreja, viagem e estúdios. Mas vale muito a pena. Estou feliz e grato ao Eterno.

PR – Como escolheu os convidados para cantar com você?

GB – Percebendo a necessidade de falar de afeto... De modo afetuoso, de cantar a amizade, ao lado de amigos. Em primeiro lugar, chamei amigos. Mas a benção é que são extremamente talentosos e musicalmente muito competentes. O “featuring” (participações, colaborações) desse lindo projeto é um mimo da graça. Desde “A Volta do Filho Pródigo”, que co-produzi com o genial João Alexandre, eu não vivia algo tão criativamente relacional e trinitário. A diferença é que chamei gente mais jovem que eu (sempre gravo com os meus mentores e mestres). Eu quis dar uma diferenciada, o que rejuvenesce a música, é claro. Ah, Paulo Nazareth, querido amigo, está co-produzindo o álbum comigo. E é digna de nota a colaboração em muitos sentidos dos queridos Marcos Almeida e Estevão Queiroga, admiráveis. Melhor eu parar para não deixar nenhum instrumentista ou cantor convidado enciumado.
 
PR – Quem toca e canta com você?

GB –
No álbum, os citados Marcos Almeida (fiz uma canção com ele). Estevão Queiroga, Paulo César Baruk, Amanda Rodrigues, Aline, Salomão do Reggae e mais alguns nomes. Meus amigos Pantico Rocha (baterista do Lenine), Carlos Bala, batera, Sergio Carvalho, baixo, (esses dois gravaram e excurcionaram com Djavan), o fera Marcinho Teixeira, bateria/percussão, Stanley Wagner e Jorge Ervolini nas lindas guitarras e nos vilões comigo. Ah, muita gente boa e querida! 
 
PR – O que podemos esperar deste novo trabalho?

GB –
Coisas muito belas, boas e verdadeiras. Mas é claro que gosto musical é bastante subjetivo. O que estou querendo dizer é poesia, espiritualidade, afeto, sabe? É muito, muito de mim, meu amor pela vida, por minha família, por meus amigos, pela “Mulher da minha mocidade” e pelo Deus que me ama como eu sou a fim de que um dia eu seja como ele é.

PR – Quais características musicais de outros trabalhos seus esse novo projeto carrega e o que de novo ele tem?

GB –
Brasilidade, diálogo do pop com o erudito e o jazz, poesia e teologia. Uma música para a igreja, que possa ser cantada/apreciada “lá fora” e vice-versa. 
 
PR – Numa conversa com Estevão Queiroga, você mencionou que a sua música é uma música de guerrilha. O que seria isso?

GB –
No contexto da conversa, quis dizer sofrida, feita com companheirismo, por sonho, paixão e fé – nosso rifle é o violão, nossa baioneta a poesia. Nossos inimigos? Os de sempre: o Diabo, a carne e o mundo. Poetas são primos-irmãos dos poetas, meu caro. Temos oráculo e missão. Acordar os que dormem, adormecer os cansados. O mote/moto dessa “O Senhor Deus me deu língua de eruditos, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos.” (‭Isaías‬ ‭50:4, ‭ARA‬‬).‬ ‬‬‬‬‬‬
 
PR – Por que escrever um livro e produzir um álbum tão bem trabalhado, tanto na forma quanto no conteúdo, em dias como os nossos, em que uma boa leitura e uma boa música parecem não mais atrair a atenção de muitos?

GB –
Por conta da tal “guerrilha” que falei antes, lutamos – artistas, pastores e poetas – todos que sonham os sonhos do Reino – o bom, o belo e o verdadeiro do reino do já/ainda não; não pelo que “dá certo”, lutamos pelo que vale a pena. Nenhuma ideologia ou projeto filosófico se aproxima disso: lutar as lutas do Senhor, as lutas da Shalom. Eu creio nisso, vivo assim. Me sinto e me vejo engajado na Missão de Deus. Essa é a minha milícia: a do Evangelho!
 
COM A PALAVRA, OS AMIGOS

A amizade e o afeto são dois dos elementos da tessitura do novo trabalho de GB. Nada mais justo que ouvir quem divide este sonho com ele. Com vocês, Paulo Nazareth e Amanda Rodrigues.
 
PR – Como foi sua participação no projeto?

Paulo Nazareth –
Eu sempre acompanhei o Gerson de perto e temos uma amizade muito preciosa para mim. Tive a grata surpresa de ser convidado por ele para produzir esse projeto baseado no livro “Os Quatro Amores”, de C.S Lewis.
 
Amanda Rodrigues – Em 2018 ele iria fazer um show no Teatro Municipal de Niterói, RJ, e me chamou para participar. Me enviou uma canção que ainda não havia terminado às vésperas do show para que eu tentasse terminá-la e assim nasceu a “Cafezinho”. Cantamos juntos, assim como a minha “Todo Dia” e a partir daí passamos a estreitar o relacionamento. O convite para participar do projeto veio em seguida e foi recebido por mim com muita alegria e grande surpresa.

PR – O que mais você gostou no projeto?

PN –
O Gerson é um artista singular (artista no sentido mais essencial da palavra), um poeta inspirado e, sendo assim, tem muito a dizer. Os projetos que ele se propõe a fazer são sempre de muito bom gosto e tocam a alma da gente. Desta vez, não seria diferente. Topei participar antes mesmo de saber qual seria o “tema” e quando ouvi as canções fiquei maravilhado.
 
AR – É difícil dizer vindo de uma fã assumida (risos). Sou suspeita. É difícil ou praticamente impossível eu não gostar de um projeto do GB. Mas eu destacaria a temática e as participações incríveis que estão enriquecendo muito o projeto.
 
PR – O projeto conta com um álbum, um livro e um show. Vale apena investir nisso tudo nestes dias em que parece que as pessoas não querem mais ler e muitas pessoas de nossas igrejas parecem não querer ouvir aquilo que não vem com o selo da indústria gospel?

PN –
A fé em Jesus, o evangelho, a mensagem do Reino afetam a vida por inteiro e não se restringem ao que geralmente cantamos nos encontros de domingo. Ao contrário do que se possa pensar quando olhamos o cenário da música gospel atual, existe um espectro musical e poético muito mais amplo. Temos a liberdade de usar o nosso dia-a-dia, de segunda a sábado, como matéria prima para o que criamos e entendemos como adoração. Por que não fazer músicas que reflitam o Evangelho nessa dinâmica do dia-a-dia? Quando ouço o Gerson percebo que isso é possível e faz sentido! Que assim seja! Vida longa ao Gerson Borges e à sua arte que tanto nos abençoa!

AR – Com certeza. O que nos move enquanto artistas e cristãos genuínos nunca é o mercado e suas demandas, mas sim aquilo que arde em nossos corações para compartilhar com as pessoas e a vontade de Deus. Nossos sonhos e ideais.
 
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